sábado, 21 de novembro de 2009

O Québec tem um lugar para você. Pois guarde o nosso !


Assistimos a palestra sobre imigração do Québec do dia 17/11 na Unifor. A Soraya foi bem objetiva e bem honesta. Ela intercalava os pontos positivos e negativos sem mascarar, diminuir ou aumentar. Por exemplo, ela mostra uma estatística de homicídios e depois fala que o frio é bem frio mesmo. O que eu achei curioso é que a platéia ria quando via algumas disparidades gritantes entre Canadá e Brasil. Realmente, às vezes chega a ser engraçado.
Basicamente, ela deu alguma apresentação do Québec e de Montréal, mas também enfatizou as demais cidades da província. Depois, explicou a necessidade de imigrantes e de mão de obra qualificada, apresentou as vantagens e oportunidades e em seguida, explicou como saber se somos elegíveis, seguido de uma breve explicação sobre o processo de imigração do Québec.
Em algum ponto da apresentação, ela falou sobre a questão das profissões regulamentadas e das não regulamentadas. Ela passou uma lista das regulamentadas e as demais não são regulamentadas. Daí, explicou que existem procedimentos bem diversos de acordo com cada ordem profissional. Vai desde apenas fazer uma prova, passando por cursar algumas disciplinas para completar a grade mínima, até ter que fazer toda a graduação novamente. Isso não impede, por exemplo, do profissional atuar na área, mas de forma mais restrita. Por exemplo, o engenheiro pode exercer a profissão mas outro regulamentado teria que assinar os projetos. Outra possibilidade é trabalhar com pesquisa ou outras atividades correlatas que não sejam objeto da regulamentação.
A seção de dúvidas foi recheada de perguntas específicas sobre profissões. Ela dava alguma informação macro mas sempre recomendava uma pesquisa mais aprofundada nas fontes oficiais que ela já havia fornecido. Um caso extremo foi o de dentistas que perguntaram se poderiam dizer na entrevista de seleção que iriam para estudar para poder exercer a profissão. Ela explicou que é um forte convite à reprovação porque os canadenses têm ojeriza (como é que ela lembrou dessa palavra e não lembrou de "sustentar" quando precisou ?) aos usurpadores do sistema. Acontece de muitos irem como residentes permanentes para terem o subsídio do ensino superior, usarem o empréstimo para fazer o curso todo e depois irem embora deixando a dívida para o estado. Então o cara perguntou: Não posso exercer a profissão e não posso dizer que vou estudar para exercer a profissão. Então como é que posso imigrar ? Ela respondeu simplesmente: Pois é. Vais ter que criar sua estratégia para resolver esse impasse. O nosso professor de francês até conhece um caso de alguém que tem uma estratégia dessas para a área de medicina, e esta parece ser viável.
Uma informação que achei bem interessante. Ela disse que o brasileiro tem o perfil exato que o Québec (e o Canadá também) quer: É bem qualificado, é trabalhador, se adapta rápido, se integra bem e não forma guetos.
No final das contas, fizemos a nossa pergunta de ouro, motivo da nossa ida:
- Estamos perto do final do processo federal mas queremos ir para o Québec. Tem algum problema ?
- Nenhum. Basta fazer a conexão em Toronto e seguir seu rumo.
- E quanto aos benefícios do Québec que dependem do CSQ que não temos ?
- Não se preocupem. Vocês vão ter direito a todos os benefícios da mesma maneira dos outros imigrantes. É previsto esse movimento do processo do Québec para outras províncias, e do processo federal para o Québec.
Bom, taí outra resposta oficial para nos dar tranquilidade, complementando as do post anterior. E que...que...quem fa...fa...fala assim nã...nã...não é ga...ga...gago !!! A mulher é brasileira-canadense e é funcionária do governo.

8 comentários:

  1. Puxa, que maravilha a palestra da Soraya!
    Aqui em Salvador foi com um quebequense, mas não foi tão legal assim! Postei no meu blog sobre os pontos positovos e negativos da palestra dele!
    Vi uma reportagem no jornal de Fortaleza que eles estão facilitando para esse estado pois a mão de obra tem sido muito bem qualificada!
    Agora é só esperar, né?
    Boa sorte pra vcs,
    Ana Luna

    ResponderExcluir
  2. valeu pela visita!

    Entao é isso mesmo, tava digitando tudo correndo e errei o numero, ta certo agora, 24,xx. Esses numeros eu consegui na semana de informaçao no ministerio da imigraçao aqui em québec....

    Boa sorte ae na empreitada!

    abs.

    ResponderExcluir
  3. Acho que foi anteontem que teve uma palestra sobre o Québec aqui em Goiânia. Apesar de estarmos no processo federal indo para BC, gostaria de ter ido. Pena que não tive como. E que legal que você podem ir pra lá sem problema algum.

    E a vida segue...

    ResponderExcluir
  4. Ana Luna: Achei bem interessante essa informação sobre o cearence. Realmente, ganhamos um médico credenciado que já facilita muito. O brasileiro em geral é um exelente imigrante. Você me lembrou do que ela disse e inclui no post. Que o brasileiro tem o perfil que o Canadá quer: É bem qualificado, é trabalhador, se adapta rápido, se integra bem e não forma guetos.
    César: E a vida segue... e o processo também. Ainda bem !

    ResponderExcluir
  5. Nota de perfeccionista: Faltou um "C" quando escrevi "excelente" !

    ResponderExcluir
  6. kkk perfeito, estarei respondendo nos conformes ^^

    abs.

    ResponderExcluir
  7. Ei, como vocês estão planejando questão de escola e after school care pras crias??

    ResponderExcluir
  8. A Lara vai logo para escola aprender francês. Vamos procurar creche (garderie) para o Davi, que ainda não tem idade para escola. E enquanto não começa o curso de francisação (abril e maio), a Mônica vai ficar em casa para completar tempo de escola/creche enquanto as coisas entram nos eixos e pegamos os macetes. E enquanto eu não conseguir emprego, também vou ajudar em casa durante o dia também, mas espero arranjar emprego logo para ficarmos mais tranquilos.
    No mais, planejar é bom, mas sabemos que o destino pode mudar tudo e teremos que ser bons jazzistas (improvisadores).

    ResponderExcluir