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terça-feira, 21 de maio de 2013

Basilique de Sainte-Anne de Beaupré e Canyon Sainte-Anne

Essa é mais outra postagem turística da região que o leitor pode dizer: Puxa! Mas só agora que você foi conhecer isso? O que é que você está fazendo aí?
Sim, reconheço que já passei perto tanto da basílica de Sainte-Anne de Beaupré quanto do Canyon Sainte-Anne algumas vezes quando fui praticar snowboard no Mont Sainte-Anne (Nota do revisor: tem Sainte-Anne demais nesse parágrafo!). Também já tinham me recomendado. Mas, sabem como é, né? Acho que fico com a impressão que vai ser uma perda de tempo e vou protelando.
Pois bem, claro que depende de gosto, mas achei que vale a pena sim conhecer. A Basílica (vocês já sabem o resto do nome) é espetacular! É imensa e riquíssima em detalhes no interior. Só pensava em quantas pessoas e quanto tempo levou para construir tamanha obra de arte. Isso mostra a grandeza que a igreja católica de algumas décadas ou séculos atrás tinha aqui no Québec.
Outra coisa interessante a ser vista é le Chemin de Croix/o caminho da cruz ou via crucis. Estátuas douradas representam quatorze momentos importantes da paixão de Cristo.


Recomendo aproveitar para fazer conjuntamente um passeio na natureza pelo Canyon Sainte-Anne. Fizemos um pique-nique como almoço na entrada do parque, onde tem mesas próprias na sombra (ou no sol, se você precisar e quiser se aquecer!). Do lado de dentro, tem um playground para as crianças e umas estátuas de animais para fotos. Existem duas pontes para ir ao outro lado do profundo canyon. A primeira é mais baixa e curta. Seguindo pelo outro lado, podemos voltar pela ponte mais alta e comprida. Se tiveres espírito aventureiro, podes até atravessar de tirolesa no cabo de aço.
Voltando ao lado de partida, existe uma escadaria de 187 degraus para chegar na parte mais baixa, onde acho que tem outra ponte. Como podem ver nas fotos, é uma paisagem diferente e interessante, mas não tem como eu passar pelo blog a sensação da brisa e do som provocado pela massa de água que cai de uma altura considerável.


Sem dúvida que sempre vai ter algum destino turístico a ser visitado e reportado aqui no blog. Os mais próximos e fáceis já estão sendo cobertos, mas deve ainda ter algum que ainda está nos esperando. Além desses, pretendemos ainda fazer boas viagens exploratórias com o espírito aventureiro e de repórter, claro!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

A TPM da Irene


Essa tal de Irene estava mesmo com raiva. Saiu do sudeste dos EUA até o nordeste do Canadá quebrando tudo! Começou anunciado (agora tratando no masculino) como um furação de categoria 3, mas rapidinho foi reclassificado como categoria 2 lá pela Carolina do Norte.

Alertas nervosos em todo o caminho previsto ao longo da costa leste dos dois países, mas como tinha um raio anormal de centenas de kilômetros, cobria uma região bem grande. Um em cada cinco estadunidenses foi afetado por ele. A sempre agitada Nova York parou! Os três aeroportos, metro e comércio ficaram fechados. Houve ordem de evacuação nas regiões mais facilmente alagáveis dela e de outras cidades. Quem ficou teve que se preparar: Madeiras nas janelas, lanternas, estocagem de comida e de água potável, etc.

Se tivéssemos ido ao Brasil por Nova York, teríamos o nosso voo de retorno cancelado. Estávamos agendados para irmos de carro nesse final de semana do furacão para Portland, Maine. Mas quando começaram as reportagens, tratei logo de cancelar.

Mais para o sul, a violencia do furacão foi mais forte, mas é uma região menos populosa. À medida que ele se deslocou rumo ao norte, foi perdendo a força devido à temperatura mais baixa e ao adentrar no continente, se distanciando do mar. Em Nova York, os estragos foram menores que o que esperavam, mas ainda assim, alagou partes da cidade, uma parte do metro subterrãneo, derrubou árvores, estragou carros, casas, e causou muitas panes de energia. Saldo: 10 mortes e entre 5 e 7 bilhões de prejuízo nos EUA.

Chegando no Canadá, a Tia Irene já estava mais calma. Chegou aqui como uma tempestade tropical. Sherbrooke recebeu mais chuva e ventos mais fortes que Montréal e Québec. Aqui em Québec, a previsão era de 100mm de chuva e ventos de mais de 100Km/h. Foi muito mais tranquilo que o esperado. Nem teve tanta chuva assim e o vento só chegou a uns 74Km/h. Eu já peguei esse patamar de vento duas vezes nos invernos e achei pior porque como eram nevascas, a visibilidade fica muito reduzida. Também, no meio da semana é complicado, porque algumas vezes as escolas fecham, mas o resto da cidade continua. Já a tia foi camarada e veio mais forte somente na noite de domingo e madrugada de segunda-feira.

De qualquer forma, foi suficiente para derrubar algumas árvores e deixar alguns lares sem energia. Aqui em casa, só teve uma falta de energia de apenas uns 10 segundos mas teve gente que ficou assim por mais de 24 horas. A boulevard Laurier amanheceu com seus shoppings e prédios comerciais sem energia e deve ter passado boas horas assim. No Québec todo, cerca de 180.000 lares foram afetados por panes de energia. Não tive nenhuma notícia de alagamento, mas ainda acho que fizemos uma boa escolha em morarmos longe de rios e em um lugar bem alto.

Nevascas, tempestades, tremores de terra (tivemos o terceiro, que dá uma média de 2 por ano), onda de calor, chuva congelante: Aqui tem de tudo um pouco de fenômenos naturais. Nosso vizinho tem 71 anos e ele disse que o pior que ele já viu acontecer aqui foram alguns galhos grandes de árvore que foram quebrados. Se for assim, esses espetáculos da natureza apenas dão uma pitadinha a mais de emoção nas nossas vidas. Teve muito marmanjo morrendo de medo da Irene!

sábado, 5 de junho de 2010

Notaram alguma diferença?


Notaram alguma diferença entre as duas fotos tiradas do mesmo quarteirão? Infelizmente, tenho que reconhecer que a foto da primavera é mais bonita que a do inverno.
Vai ficar meio esquisito um cearense cabra macho falando de florzinha. Mas vida de repórter de imigração é assim mesmo. No mais, o Canadá é um pais muito liberal e, como diz um amigo meu, o importante é ser feliz!
Pois bem, a vida aqui muda radicalmente de acordo com as mudanças das estações, que também são radicais. Parece que estamos em outro lugar totalmente diferente. Só para reforçar o que digo, quando cheguei o sol se punha às 16h30. Hoje as crianças vão dormir na mesma hora que o sol se põe: 20h30. Sim! Ainda claro porque mesmo depois que ele se põe, escurece bem lentamente! Demorei para me adaptar a essa mudança tão rápida, pois foi há menos de 5 meses. Ainda ficava esperando ficar escuro para jantar, mesmo morrendo de fome! A vida aqui é tão regida pelas estações que o ano letivo começa em setembro, porque as férias longas de dois meses acontecem durante o verão. Motivo óbvio!
E peço desculpas pelo atraso, pois por volta do dia 21 já vai ser verão. É porque estava esperando as flores desabrocharem, depois a prefeitura preparou os canteiros, e nessa de amanhã vai estar mais bonito, só agora achei que estivesse perfeito. E valeu a pena. Confiram nas fotos.
Voltando à questão das mudanças, agora a galera usa as motonas e os muitos carros conversíveis. Também muita gente usa bicicletas e patins não só para passear, mas no dia a dia mesmo. E os filhos não atrapalham nisso. Tem reboques de bicicleta para carrinho fechado de bebê, extensão de bicicleta ou acoplagem entre bicicletas para o filho maior, patinação com carrinho de bebê com rodas apropriadas para correr, etc. Legal que agora a Réseau de Transport de la Capitale instalou suportes de bicicleta nos metrobuses. Agora a galera vai poder ir de bicicleta até a parada, depois levá-la de ônibus e continuar de bicicleta até o destino final. Isso porque aqui as companhias de transportes competem com o uso do carro.
Quando a temperatura aumenta, e principalmente quando tem sol, os vários parques ficam cheios. Muita gente fica jogando frisbee/disco voador, football/futebol americano, soccer/futebol, volei e as crianças também brincam nos parquinhos. Os parques têm uma coisa que não estava acostumado a fazer no Brasil: curtir a natureza. É muito bom sentir a grama macia nos pés, o vento, a temperatura ideal, nem quente, nem fria, ver as árvores, flores, esquilos, canto dos passarinhos... Pronto! O texto já ficou fifi/bichinha outra vez! Vamos mudar de enfoque!
E com a temperatura agradável, os restaurantes e bistrôs ficam mais movimentados e com as mesas do lado de fora. Tem uns terraços que são ainda mais interessantes, principalmente nos locais mais chiques como a parte da Grande Allée que fica mais próxima de Vieux Québec onde se vê, por exemplo, três Ferraris estacionadas uma atrás da outra. Isso também porque contraditoriamente, parte da vida noturna acontece em pleno sol, que é algo ainda muito esquisito para mim.
Para terminar, a seção de fotos com um show de cores e o vídeo com as cambalhotas da Lara e do Davi curtindo a natureza no Parc des Braves.
Alexei Aguiar, correspondente do Jornal do Imigrante, Québec.