A saga de uma família de retirantes cearenses, comedores de rapadura,
rumo à terra onde a Cana dá.
Fortaleza -> Ceará -> Brasil -> Canadá -> Quebéc -> Québec
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sábado, 24 de julho de 2010
Rapadura, please! Rapadura s'il vous plaît!
Aêêêêê!!!!! Finalmente achamos a danada da rapadura!! E não só ela, mas a farinha de mandioca, o Guaraná Antártica, a goiabada, o polvilho para fazer pão de queijo, dentre outras coisas. O caminho para as indias onde encontramos essas especiarias está no final da postagem.
A rapadura é colombiana, mas matamos a saudade. Por falta de ferramentas apropriadas, tive que quebrá-la com uma chave de grifo e muita porrada bruta!
A razão da escolha desse título para o blog foi ressaltar a mudança do nosso mundinho pequeno e regional para uma realidade bem mais ampla e universal. A ideia era criar a situação surreal de nos vermos pedindo um produto que é típico do Ceará, e que pensava ser algo bem restrito, porém usando o inglês e/ou francês para representar o fato de estarmos vasculhando o imenso mundo que existe fora da nossa restrita realidade. Pois bem, a riqueza cultural daqui é tanta que descobrimos que alguns alimentos que herdamos dos índios da nossa região são identicos a outros de países vizinhos da América do sul e Africa. A Mônica viu que os ameríndios daqui usavam o mesmo tipo de pilão que os índios cearenses usavam. E assim, todos somos bem diferentes, mas temos muita coisa em comum.
Só para dar uma ideia, hoje eu estava com as crianças no parquinho aqui perto e conheci uma mulher que nasceu na frança, morou 7 anos em Portugal e mora aqui há bons anos. Conversamos misturando português com francês porque ela não lembrava de muita coisa em português. Descobri que mesmo vindo de países desenvolvidos, ela tem suas motivações como a dificuldade de conseguir emprego na França e a vontade de conheçer lugares e pessoas diferentes.
Logo depois, conheci uma que veio da Colombia há 3meses e agora a conversa foi em espanhol e francês. O francês dela tem uma forte carga de espanhol, e descobri que infelizmente não consigo mais falar em espanhol, por isso misturei. (Nota do tradutor: Quer umas aulinhas, comedor de farinha?) Eu passava até uma hora conversando com argentinos, chilenos e outros vizinhos sem muito problema, mesmo que usasse umas palavras de português. Mas agora só aparecem palavras em francês, que atrapalha muito.
E assim vamos conhecendo um mundo de novas nuances a cada dia, tendo boas experiências, embora tendo também algumas dificuldades. Afinal, como dizem os cearenses, a rapadura é doce, mas não é mole não!
Marché Exotique La Fiesta
101, Rue Saint-Joseph Est
Quebec, QC G1K 3A8
(418) 522-4675
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