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domingo, 29 de julho de 2012

Conhecendo o Québec pela arte


Também ainda não havia contado que gosto de fotografia. Não sou lá um artista, mas estou procurando aprender. Nesse aprendizado, acabei topando por acaso com material de excelentes fotógrafos québécois.

A fotografia, ainda que bem amadora, começou como hobby para mim quando cheguei aqui e queria registrar tudo para o blog e para posterioridade. Não precisei gastar muita massa cinzenta para perceber que seria interessante deixar que os profissionais mostrassem a vida aqui de Québec, do Québec, do Canadá e da América do Norte a vocês leitores.

Não são fotos de blogueiros, claro. Mas dá para conhecer a beleza da natureza daqui em cada estação, a arquitetura, o lazer, os esportes, as fisionomias das pessoas, na seção de espetáculo do Michel, podemos ver que tem muito metaleiro aqui em Québec, as atrações turísticas, e muito mais para quem gosta de "respirar" a vida à distância.

Quem sabe um dia eu chego lá.

http://michelemond.com

http://www.mathieudupuis.com

domingo, 3 de outubro de 2010

Outono






Tudo na vida tem o lado bom e o lado ruim, fora os discos (em vinil) da Roberta Miranda, dos quais os dois lados são péssimos.  O verão se foi, mas as canicules/ondas de calor felizmente também. Em compensação, começou a esfriar mais rápido. A brasileirada começa a reclamar do frio. Aí São Pedro resolve dar uma colher de chá: -Tudo bem! Vou mandar uma massa que ar quente para vocês! Só que a massa de ar quente muitas vezes vem com humidade. Resultado? Umas três semanas onde quase não se vê o sol! Choveu até dar alerta! O nível dos rios subiu mas não teve nada grave. Só que os canadenses são muito preocupados com isso e a infraestrutura para chuvas é muito boa, ao menos comparada com a Terra do Sol (Fortaleza), que alaga facilmente. Isso não é típico. O normal é a quantidade de chuvas acompanhar a senóide (o mestrado já acabou! Esqueça isso!) da variação de temperatura.
-Está chovendo demais? Pois pronto! Vou mandar uma massa de ar seco! Só que normalmente a massa de ar é seca por causa do frio, que reduz a evaporação. Lá vai o mercúrio do termômetro cair! (metaforicamente, porque nosso termômetro é digital). Agora está fazendo 5 graus e a previsão é para cair até 3 graus entre hoje e amanhã. Abaixo de 5 graus, se chover, não chove, neva. E olhe que estamos apenas nos primeiros 10 dias do outono! Esse inverno promete compensar a moleza do outro!
Mas, voltando à filosofia do tudo-tem-um-lado-positivo, dou alguns exemplos de vantagens do frio para servir de consolo aos que o detestam:
-Podemos beber água gelada da torneira, sem precisar usar a geladeira;
-A temperatura dentro de casa fica estável o tempo todo, o que é excelente para dormir;
-Por causa do aquecimento, as janelas de vidro duplo ficam sempre fechadas e o silêncio é ensurdecedor;
-E a que eu mais gosto: Não suar na subida das terríveis ladeiras, de bicicleta, mesmo que seja debaixo de chuva como aconteceu em vários desses dias.
Outro ponto positivo, que é o grande atrativo do outono (nossa! Só vim falar dele agora!), que é o espetáculo de cores! Agora ficou difícil dizer qual estação é a mais bonita. As folhas fazem uma gradação de cores e tons do verde, passando pelo amarelo, laranja, rosa, vermelho, marrom até o roxo. Vocês podem ver a primeira sequência de fotos para ter uma ideia. Provavelmente vou fazer outra sequência daqui há algum tempo. Digo ter uma ideia porque só ao vivo para ter a real noção. Isso porque tem também o charme das ruas cheias de folhas secas, o barulho que as crianças adoram fazer ao andar por elas, quando o vento passa, derruba as que estão nas árvores e faz um balé com as que estão no chão.
A título de curiosidade, por esses dias o sol está nascendo às 06h45 e se pondo às 18h25, que é mais próximo do que estávamos acostumados no Brasil.
Em relação ao lado bom e o lado ruim, percebo dos canadenses que realmente amam a vida daqui, que o segredo é não se incomodar com os aspectos ruins e saber apreciar os bons e belos momentos que cada estação nos proporciona. Até mesmo o fato das estações se alternarem e tudo ter essa dinâmica de mudança. Se não for assim, fica igual a ter que ouvir à força o disco da Roberta Miranda que só tem lados ruins! Eca!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Turista, mesmo depois de 8 meses

-Você é de Québec? Perguntou-me então a senhora, quando conversávamos sobre o defeito do parquímetro que comeu meus dólares sem contar o tempo. -Não...quer dizer sim!...ehh...bom...ehh...dá pra tomar uma Kaiser antes? Se ela tivesse perguntado se eu tinha nascido aqui, a resposta era não, mas ela percebia facilmente pelo meu acento, digo, sotaque (depois eu escrevo uma postagem sobre esse efeito de falar em português pensando em francês). Já se ela perguntasse se eu morava aqui, ficava fácil de responder que sim.
Isso é para ilustrar a confusão que fica a nossa cabeça depois de passado algum tempo aqui que nos faz pensar que somos daqui e paradoxalmente, ao mesmo tempo não. Depois de oito meses vendo as mesmas paisagens, tendo a mesma rotina, com os mesmos novos hábitos como ver a previsão do tempo todo dia para saber o que vestir, me sinto bem à vontade com a cidade. Mas basta ir a um lugar novo e tirar a maquina fotográfica que anda quase sempre comigo que automaticamente me sinto turista conhecendo uma cidade nunca antes vista. Só que ainda é a mesma cidade onde moro!
Dessa vez, fomos para a parte baixa de Vieux-Québec (basse-ville), próxima do rio e da gare fluviale/estação fluvial. É uma região histórica com muitas construções de pedra e placas que datam desde o século XVII (não lembra de algarismos romanos? É 17!). Como sempre digo, essa cidade respira história e tem muitas placas contando o seu passado. Sem contar que é muito bonita. Não tem como eu não babar!




De quebra, tem também as fotos de outra parte do quilométrico Parc des Champs de Bataille, que também se chama Plaines d'Abraham, e que eu ainda não conhecia. Com o sol, fica ainda mais bonito.




Já acabou? Sim! Prometi para mim mesmo que iria começar a escrever também postagens curtas como todo blogueiro normal faz! Afinal, uma imagem vale por mil palavras.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Fotos dos primeiros dias



Primeiros dias

Premier jour de travail


Pessoal, estou acumulando muita coisa para contar e tendo pouco tempo para escrever. Quando às fotos, estou colocando aqui as fotos tiradas do celular enquanto preparo as tiradas com a maquina (ainda nao aprendi a usar acentos neste teclado maluco) de vergonha. Quanto mais eu vejo a cidade, mais maravilhado fico. A Branca de Neve (como estou chamando Québec) é mesmo muito bonita e charmosa.