A saga de uma família de retirantes cearenses, comedores de rapadura,
rumo à terra onde a Cana dá.
Fortaleza -> Ceará -> Brasil -> Canadá -> Quebéc -> Québec
Mostrando postagens com marcador polícia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador polícia. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Pega o ladrão!
É meus colegas. O "cerumanu" é um bicho esquisito. Nem mesmo aqui na pequena, pacata e segura Québec, não estamos livres dos ladrões. E ainda mais em um bairro mais afastado e tido como ainda mais tranquilo!
Estava eu tranquilamente em casa, quando por volta de umas 21h20 ouvi um estouro e um alarme de carro soando. Meu instinto aranha começou a zumbir e aquela cena me pareceu muito familiar. Mas como meu cérebro já passou um ano e meio sem nem um minutinho de estado de alerta, ignorei. Ouvia vozes falando mais alto que o normal e o instinto aranha buzinando direto. Ahh! Não é nada. Até que não aguentei e abri a porta para ver o que era.
Eis que vejo no estacionamento do parque que fica na esquina, um cara imobilizando outro no chão dizendo: Calme-toi! Calme-toi! Tranquille! Sinon je pète ta gueule!/Se acalme! Se acalme! Fique quietinho! Senão eu papoco teu focinho! Pensei que fosse briga, mas depois lembrei do carro. Daí, fui saber o que era que estava acontecendo.
Um menor não tão menor assim passou por uma caminhonete cabine dupla que estava lotada até o teto de objetos no banco de trás, em um cantinho escuro e escondido de um circulador pequeno. Ele não viu ninguém por perto e escolheu o carro como vítima. O estouro que eu ouvi foi um golpe de machado. Isso mesmo! Um machado pequeno no vidro lateral traseiro. O alarme disparou. Acho que ele não esperava isso e correu assustado. No estacionamento do parque ao lado, tinha um cara que devia ter lá seus vinte e poucos anos e resolveu dar uma de herói. Apesar do machado na não, o Bruce lee correu atrás dele, deu um chute na canela e derrubou o ladrão amador. Caido no chão, ele aplicou algum golpe para imobilizá-lo enquanto as pessoas que chegavam chamaram a polícia.
O Bruce Lee perguntava seu nome e quem eram seus pais para ele ligar e contar o que aconteceu, mas esse não falava nada. Dois carros da polícia chegaram entre 5 e 10 minutos depois da ligação, e olhe que moramos mais afastado do centro! Chegando lá, os policiais pegaram a versão do dono do carro, do Bruce Lee e do meliante. Isso foi suficiente para revistarem, algemarem e retirarem tudo dos bolsos e inspecionarem minunciosamente. Trancado dentro do carro, começaram a pegar depoimento das testemunhas. O dono do carro teve que preencher uma ficha de ocorrência no local enquanto que o outro carro da polícia foi para a delegacia.
Apesar de ser um caso isolado, que foi uma tentativa de furto e não de roubo (não tinha ninguém no carro), que o ladrão foi pego, etc, etc, etc. É decepcionante para mim. Eu sei que nenhum lugar da terra está livre disso (quem sabe no Polo Norte?). Mas não esperava ver isso tão perto da nossa casa. Ser humano é ser humano no mundo todo, com suas qualidades e seus defeitos. O que muda são as proporções.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Vizinhos barulhentos
Não podia deixar de contar essa que acabou de acontecer. Estava eu até essas altas horas da madrugada pesquisando sobre os procedimentos de comunicação e declaração de saída definitiva da Receita Federal, incomodado com algo que acho extremamente chato: Barulho em plena madrugada. Uns adolescentes que moram no apartamento em baixo do vizinho receberam mais outros adolescentes em casa. Só que eles estavam com a porta aberta e entrando e saíndo do prédio, provavelmente para fumar. Sim! É proibido fumar dentro da caixa de fósforo! Tem detectores de fumaça. Como todo "bom" adolescente, eles falavam e riam alto.
Eu me senti de volta ao Brasil. Poxa! Uma das coisas que mais me irritavam no Brasil era justamente a falta de respeito aos outros. Será que vou ter que conviver com isso aqui também?
Eis que, para sair mais fumaça da minha panela de pressão Tramontina, a campainha toca bem alto no meio da madrugada! Ahh que ódio! Já estava carregando meu dicionário mental de palavrões québécois. Quando abro a porta certo de ser um dos chatos que errou de apartamento ou que veio pedir algo, dou de cara com três policiais! Acho que eles tocaram a campainha do apartamento de baixo e por estar com a porta aberta, deu a impressão de ser a do nosso apartamento. Um deles disse merci/obrigado não sei se para mim, achando que eu tinha acionado a abertura da porta do prédio ou para alguém do apartamento dos que de agora em diante vou chamar "carinhosamente" de meliantes!
Eu meio que ainda lezado e sem cair a ficha, fui olhar pela janela e realmente tinha uma super viatura da polícia em frente ao prédio. Voltei para a porta e entendi um policial repetir três vezes a palavra warning/advertência. Conversa vai, conversa vem em francês e inglês que eu não conseguia entender por ouvir baixo, eles agradeceram e foram embora.
Agora voltou a reinar o habitual "ensurdecedor" silêncio absoluto! Não se ouve nadica de nada devido ao isolamento térmico do apartamento.
Esse recurso de chamar a policia não funcionava, ao menos em Fortaleza. O meu pai se estressava (ou talvez ainda se estresse) com os lindinhos que usavam o famoso paredão de som de madrugada. Ele ligava para a polícia e eles tinham a cara de pau de dizerem para ele ir lá, se expondo a assaltos, pedir para baixarem o volume! Santa inutilidade, Batman! A propósito, queria agradeçer ao casal Tarcizo e Priscila por trazer e nos mandar uma rapadura e castanhas de caju de Fortaleza, e terem incluido safadamente como piada um cd da banda Aviões do Forró! AAAHHHH!!!!! Era o que completava o kit desaforo: 120 decibéis de madrugada e ainda forró! Isso sim eu me livrei de vez! Aqui a galera é metaleira (yeeeaaahhh!!!!) mas nunca ouvi som alto a ponto de incomodar.
Fica a dica: Se tiver um mala fazendo barulho, pode ligar para a polícia que eles vêm mesmo! Até porque, aqui em Québec eles não têm mesmo o que fazer! E também cuidado para não recebê-los como visitas inesperadas!
Eu me senti de volta ao Brasil. Poxa! Uma das coisas que mais me irritavam no Brasil era justamente a falta de respeito aos outros. Será que vou ter que conviver com isso aqui também?
Eis que, para sair mais fumaça da minha panela de pressão Tramontina, a campainha toca bem alto no meio da madrugada! Ahh que ódio! Já estava carregando meu dicionário mental de palavrões québécois. Quando abro a porta certo de ser um dos chatos que errou de apartamento ou que veio pedir algo, dou de cara com três policiais! Acho que eles tocaram a campainha do apartamento de baixo e por estar com a porta aberta, deu a impressão de ser a do nosso apartamento. Um deles disse merci/obrigado não sei se para mim, achando que eu tinha acionado a abertura da porta do prédio ou para alguém do apartamento dos que de agora em diante vou chamar "carinhosamente" de meliantes!
Eu meio que ainda lezado e sem cair a ficha, fui olhar pela janela e realmente tinha uma super viatura da polícia em frente ao prédio. Voltei para a porta e entendi um policial repetir três vezes a palavra warning/advertência. Conversa vai, conversa vem em francês e inglês que eu não conseguia entender por ouvir baixo, eles agradeceram e foram embora.
Agora voltou a reinar o habitual "ensurdecedor" silêncio absoluto! Não se ouve nadica de nada devido ao isolamento térmico do apartamento.
Esse recurso de chamar a policia não funcionava, ao menos em Fortaleza. O meu pai se estressava (ou talvez ainda se estresse) com os lindinhos que usavam o famoso paredão de som de madrugada. Ele ligava para a polícia e eles tinham a cara de pau de dizerem para ele ir lá, se expondo a assaltos, pedir para baixarem o volume! Santa inutilidade, Batman! A propósito, queria agradeçer ao casal Tarcizo e Priscila por trazer e nos mandar uma rapadura e castanhas de caju de Fortaleza, e terem incluido safadamente como piada um cd da banda Aviões do Forró! AAAHHHH!!!!! Era o que completava o kit desaforo: 120 decibéis de madrugada e ainda forró! Isso sim eu me livrei de vez! Aqui a galera é metaleira (yeeeaaahhh!!!!) mas nunca ouvi som alto a ponto de incomodar.
Fica a dica: Se tiver um mala fazendo barulho, pode ligar para a polícia que eles vêm mesmo! Até porque, aqui em Québec eles não têm mesmo o que fazer! E também cuidado para não recebê-los como visitas inesperadas!
Assinar:
Comentários (Atom)

