Tirei o dia de hoje para fazer uma triagem do pouco que vou levar para o Canadá, do que alguém vai aproveitar e de muito que vai literalmente para o lixo. Foi um latão de lixo lotadão de objetos e documentos que contam a minha história.
O que dá uma sensação de perda não é o objeto em si, mas a história e emoções que estão associados a eles. Dou só alguns exemplos de alguns lixos que tem valor sentimental: O videocassete que foi presente de casamento dos amigos do trabalho; O CD Player de inauguração da era CD que usava em um sonzinho adaptado (gambiarra) para não deixar meu irmão quebrar. No mesmo dia em que eu liguei no som da sala, o "maninho" afundou a tecla play que ela caiu; As medalhas de tiro, sendo uma de primeiro lugar da categoria iniciante; O certificado do curso de natação da Escola Técnica que me recorda o treinamento puxado da equipe de natação, da sensação ruim de cair na água gelada cedo da manhã e andar mais de 2 Km de volta para casa quando esquecia o dinheiro do ônibus.
Dentre os objetos que vão ser doados para amigos, o teclado e o violão, até que não vão ser difíceis de me separar, mas a guitarra... Tenho essa guitarra desde adolescente. Toquei em algumas bandas e fiz algumas apresentações com ela. Cheguei a deixar uma outra guitarra de marca famosa (Ibanez) de enfeite no palco como reserva porque, apesar da minha guitarrinha ser nacional (Giannini), o som dela era melhor. Ela está associada a todas as boas emoções das músicas que toquei com ela, somadas às ansiedades, nervosismo e adrenalida das apresentações que fiz.
E olhe que me considero um "coração de gelo"!
Mas continuo firme e forte na minha resolução: Vida nova é vida nova. Vou até cortar o cabelão de roqueiro bem curto! Pretendo chegar no Canadá apenas com uma malinha pequena.
