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sábado, 5 de junho de 2010

Notaram alguma diferença?


Notaram alguma diferença entre as duas fotos tiradas do mesmo quarteirão? Infelizmente, tenho que reconhecer que a foto da primavera é mais bonita que a do inverno.
Vai ficar meio esquisito um cearense cabra macho falando de florzinha. Mas vida de repórter de imigração é assim mesmo. No mais, o Canadá é um pais muito liberal e, como diz um amigo meu, o importante é ser feliz!
Pois bem, a vida aqui muda radicalmente de acordo com as mudanças das estações, que também são radicais. Parece que estamos em outro lugar totalmente diferente. Só para reforçar o que digo, quando cheguei o sol se punha às 16h30. Hoje as crianças vão dormir na mesma hora que o sol se põe: 20h30. Sim! Ainda claro porque mesmo depois que ele se põe, escurece bem lentamente! Demorei para me adaptar a essa mudança tão rápida, pois foi há menos de 5 meses. Ainda ficava esperando ficar escuro para jantar, mesmo morrendo de fome! A vida aqui é tão regida pelas estações que o ano letivo começa em setembro, porque as férias longas de dois meses acontecem durante o verão. Motivo óbvio!
E peço desculpas pelo atraso, pois por volta do dia 21 já vai ser verão. É porque estava esperando as flores desabrocharem, depois a prefeitura preparou os canteiros, e nessa de amanhã vai estar mais bonito, só agora achei que estivesse perfeito. E valeu a pena. Confiram nas fotos.
Voltando à questão das mudanças, agora a galera usa as motonas e os muitos carros conversíveis. Também muita gente usa bicicletas e patins não só para passear, mas no dia a dia mesmo. E os filhos não atrapalham nisso. Tem reboques de bicicleta para carrinho fechado de bebê, extensão de bicicleta ou acoplagem entre bicicletas para o filho maior, patinação com carrinho de bebê com rodas apropriadas para correr, etc. Legal que agora a Réseau de Transport de la Capitale instalou suportes de bicicleta nos metrobuses. Agora a galera vai poder ir de bicicleta até a parada, depois levá-la de ônibus e continuar de bicicleta até o destino final. Isso porque aqui as companhias de transportes competem com o uso do carro.
Quando a temperatura aumenta, e principalmente quando tem sol, os vários parques ficam cheios. Muita gente fica jogando frisbee/disco voador, football/futebol americano, soccer/futebol, volei e as crianças também brincam nos parquinhos. Os parques têm uma coisa que não estava acostumado a fazer no Brasil: curtir a natureza. É muito bom sentir a grama macia nos pés, o vento, a temperatura ideal, nem quente, nem fria, ver as árvores, flores, esquilos, canto dos passarinhos... Pronto! O texto já ficou fifi/bichinha outra vez! Vamos mudar de enfoque!
E com a temperatura agradável, os restaurantes e bistrôs ficam mais movimentados e com as mesas do lado de fora. Tem uns terraços que são ainda mais interessantes, principalmente nos locais mais chiques como a parte da Grande Allée que fica mais próxima de Vieux Québec onde se vê, por exemplo, três Ferraris estacionadas uma atrás da outra. Isso também porque contraditoriamente, parte da vida noturna acontece em pleno sol, que é algo ainda muito esquisito para mim.
Para terminar, a seção de fotos com um show de cores e o vídeo com as cambalhotas da Lara e do Davi curtindo a natureza no Parc des Braves.
Alexei Aguiar, correspondente do Jornal do Imigrante, Québec.





terça-feira, 6 de abril de 2010

Solzão, calor, bermudas, bronzeado e futebol, parte II




Mais coisas curiosas sobre esse verão inusitado de 3 dias. O recorde de temperatura alta para o dia 3 de abril era 13 graus. Desta vez fez 25 graus! Durante os três dias as temperaturas ficaram entre 20 e 25 graus. Na televisão, passou uma cena surreal. Gente fazendo churrasco enquanto outros esquiavam de bermuda e sem camisa! Que esquisito!
No segundo dia, ficamos mais confiantes e saimos de bermuda, camisa e sem nenhuma roupa de frio.
Ficamos descalços e corri muito atrás do Davi na grama. Se não for atrás, ele vai longe mesmo e o parque é quilométrico. De fato, parece que ele vai daqui até Vieux-Québec.
Só agora é que eu descobri qual é o sentido de um piquenique em um parque, desfrutando da natureza com a temperatura mais agradável que existe, nem quente, nem fria e brincando com as crianças. Eu não gosto de fazer comparações. Me desculpem essa. Mas não fazia sentido para mim um piquenique em Fortaleza, suado, brigando para o Davi não ir para o sol escaldante e poeira para não ficar doente, e ficar tomando cuidado para as crianças não se machucarem nos brinquedos sempre quebrados e enferrujados do parque o qual frequentávamos.
Outra coisa curiosa. Nesses dois dias eu vi mais carros conversíveis do que todo o resto da minha vida. E também tinha muitas motos, sendo a maioria daquelas estradeiras tipo Harley Davidson. Mas também tinha as esportivas. A galera que tem grana aqui deixa esse carro guardado para o verão enquanto usa o do inverno!
Adicionei mais 22 fotos à galeria do post anterior mas, por conveniência, repito-a aqui.
Ontem, fomos bater perna em Vieux-Québec e esta estava cheia. Muita gente nos restaurantes, pubs e bistrôs. Esses últimos dão um ar bem francês à cidade. Vimos a apresentação de rua de um acrobata, tinha palhaço, malabarista e uma cantora com violão. Parece ser uma prévia do verão de verdade.
E hoje, segunda-feira de feriado de páscoa aqui, passou o dia com o tempo fechado, embora não tenha feito uma chuva de verdade, e com uns 15 graus. Hoje foi dia de fazer a faxina que não fizemos enquanto aproveitávamos o sol. Ainda bem que faxina aqui é muito mais leve que no Brasil, já que a vida aqui é mais prática. Isso é assunto para um post que estou querendo escrever desde muito tempo. Vou ver se ele fica no começo da fila.

Parc des Champs-de-bataille

sábado, 3 de abril de 2010

Solzão, calor, bermudas, bronzeado e futebol


Parc des Champs-de-bataille

Querido diário. Era um belo dia de abril. O céu estava totalmente azul, sem nenhuma nuvem, e o sol estava espalhando sua energia em tudo e em todos. Uma vizinha se deitou na poltrona, na varanda do seu apartamento para se bronzear e deixou a porta aberta. Resolvemos conhecer o Parc des Champs-de-bataille. Chegando lá, tinha gente de bermuda, outros deitados na grama sem camisa curtindo o sol, gente jogando futebol, muitas crianças andando de bicicleta. Estava fazendo agradabilíssimos 20 graus e tinha gente usando óculos escuros e protetor solar.
Vocês devem estar pensando que eu estou de sacanagem. Acabei de fazer um post descrevendo o inverno na entrada da primavera, e agora faço um de verão poucos dias depois.
Não é poisson d'avril/fools day/dia da mentira. Foi ontem. Simplesmente em poucos dias passamos do clima do inverno para o do verão. Porém, é por poucos dias. Em uma semana a temperatura vai fazer uma subida de uns 8 a 20 graus, passar uns dois dias nesse valor e voltar para o mesmo patamar de antes. É, o clima aqui muda muito e com variações rápidas. E a primavera já dá mais sinais além das gaivotas. Ontem ouvimos passarinhos e hoje vimos as primeiras flores colorindo os jardins.
Esse post está muito fifi/boiola/bichinha! Vamos mudar um pouco de tom para ficar mais dígno de um Cearense cabra macho!
O parque fica na rue Grande Allée Est, que passa na esquina do nosso apartamento e fica só a poucos quarteirões deste. Ele é imenso e um excelente ponto turístico. No inverno as pessoas praticam ski de fond/cross country skiing, patinação, hokey, e no resto, muitos outro esportes. Tem um campo de futebol americano, basquete, pista de bicicleta, etc. No perímetro austral (mais ao sul. Lembrem-se que tenho que usar paravras difíceis no português para aliviar a pobreza do meu francês), temos uma vista muito bonita do fleuve Saint Laurent/rio São Lourenço e da cidade de Lévis do outro lado. Me disseram que o festival de verão é feito lá e vai ter Iron Maiden e Dream Theater entre outros. Yeahh!!!!
Andamos muito e só fomos até o Musée National des Beaux-Arts du Québec/Museu Nacional de Belas Artes do Québec. Olhando no Google Maps, deve ser apenas cerca de um quarto do parque.
O parquinho das crianças é bem grande e variado. Tem brinquedos bem interessantes e alguns são sofisticados. Vocês podem ver nas fotos que a gangorra daqui é super hi-tech.
Legal que nós ficamos deslumbrados com o local e aconteceu uma coisa curiosa. A sensação que temos é de sermos turistas. Até pelo fato de ficarmos tirando fotos. Então, quando vem o encantamento, vem também aquele pensamento do inconsciente: Eu queria morar aqui! Aí o consciente diz: Epa! Mas eu moro aqui! Somos turistas descobrindo a nossa própria cidade, conhecendo o verão mesmo ainda estando na primavera.
Ahh!! Deixem-me contar só mais essa! Vimos uma quantidade boa de carros conversíveis só no caminho de ida e de volta. Como diz o Davi: Pai! Carrão!!! Parece até que estamos em Miami. Acho que esses carros estavam guardados durante o inverno.
Agora vou dormir porque amanhã vamos curtir o segundo dia de verão na primavera. Para lembrar, o lema é il fait beau, il faut profiter/o clima está bonito, temos que aproveitar.


Agrandir le plan

domingo, 28 de março de 2010

Chegou a primavera!




Desde o 20 de março entramos na primavera aqui do lado de cima da linha do Equador. Tivemos uma mudança abrupta no clima, que pode ser percebida nas fotos e no vídeo deste post. A paisagem ficou do jeito que eu gosto, bonitinha.
Vocês estão pensando que eu errei as fotos e o vídeo, não é? Pois não errei não! A neve tinha praticamente desaparecido e a grama reinava. Passou uns dois dias nevando e juntou acho que mais de 20cm de neve, embora a temperatura média estivesse nos agradáveis zero graus. Ficou tudo branquinho novamente. Depois da passagem desse "sistema" (jargão meteorológico), veio o sol! Aí sim, ficamos na primavera, não é? Nada! A temperatura caiu de +10 para -14 graus em apenas 14 horas. Isso mesmo! 24 graus em 14 horas! E a sensação térmica estava de -22 graus. Ou seja, de sensação, caiu 32 graus. Ficamos com frio de inverno, embora não seja o mais frio que faz no inverno. Um cara na rua que esperava o sinal de pedestres comigo comentou: "Frette comme l'hiver, uhh?/Frio como o inverno, não?" Frette é regionalismo daqui do Québec.
Eu quase saí do trabalho nesse dia para ir pegar a Lara na escola, porque o vento estava com rajadas de 60Km/h e com esse frio todo. Conversando com uma colega e mãe que tem filho na escola, ela disse que a escola não estava fechada, então não era caso de emergência. Confiamos e tratamos como normal. Eu fiquei de coração apertado, mas a Mônica disse que a Lara estava na boa, brincando no pátio (externo) da escola e o Davi parava para ficar tirando a neve de todo carro que ele passava perto. Pense numa figura! Ou seja, não estavam nem aí para o frio. Quem bom! Ainda bem que me preocupei a toa.
Hoje, uns 4 dias depois da queda de temperatura, voltamos aos 6 graus e a previsão agora é subir até 20 na próxima semana. Só que vai demorar um pouco para a grama ficar mais verde e as flores colorirem a cidade. Para não dizer que nada mudou, antes só se viam corvos no céu. Agora apareceram umas gaivotas brancas para contrastar.
O vídeo foi feito na nossa caminhada matinal até a escola da Lara. Dá uma noção melhor da vida daqui no inverno do que as fotos.
A propósito, subi os quase 100 degraus de l'escalier de la Pente-Douce/A Escada da Ladeira Suave (nome da rua. Pegadinha de falsos cognatos, né?) e andei mais 600 metros de subida até a nossa casa. Parece mentira, mas a -6 graus eu tive que tirar as luvas e abrir o casaco até o fim para não ficar suado do calor que fazia! Por outro lado, se ficarmos parado por muito tempo, dá frio de adormecer e doer nos pés e mãos. É mais outro fator do frio.



Neige de printemps