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sábado, 19 de fevereiro de 2011

Vizinhos barulhentos

Não podia deixar de contar essa que acabou de acontecer. Estava eu até essas altas horas da madrugada pesquisando sobre os procedimentos de comunicação e declaração de saída definitiva da Receita Federal, incomodado com algo que acho extremamente chato: Barulho em plena madrugada. Uns adolescentes que moram no apartamento em baixo do vizinho receberam mais outros adolescentes em casa. Só que eles estavam com a porta aberta e entrando e saíndo do prédio, provavelmente para fumar. Sim! É proibido fumar dentro da caixa de fósforo! Tem detectores de fumaça. Como todo "bom" adolescente, eles falavam e riam alto.
Eu me senti de volta ao Brasil. Poxa! Uma das coisas que mais me irritavam no Brasil era justamente a falta de respeito aos outros. Será que vou ter que conviver com isso aqui também?
Eis que, para sair mais fumaça da minha panela de pressão Tramontina, a campainha toca bem alto no meio da madrugada! Ahh que ódio! Já estava carregando meu dicionário mental de palavrões québécois. Quando abro a porta certo de ser um dos chatos que errou de apartamento ou que veio pedir algo, dou de cara com três policiais! Acho que eles tocaram a campainha do apartamento de baixo e por estar com a porta aberta, deu a impressão de ser a do nosso apartamento. Um deles disse merci/obrigado não sei se para mim, achando que eu tinha acionado a abertura da porta do prédio ou para alguém do apartamento dos que de agora em diante vou chamar "carinhosamente" de meliantes!
Eu meio que ainda lezado e sem cair a ficha, fui olhar pela janela e realmente tinha uma super viatura da polícia em frente ao prédio. Voltei para a porta e entendi um policial repetir três vezes a palavra warning/advertência. Conversa vai, conversa vem em francês e inglês que eu não conseguia entender por ouvir baixo, eles agradeceram e foram embora.
Agora voltou a reinar o habitual "ensurdecedor" silêncio absoluto! Não se ouve nadica de nada devido ao isolamento térmico do apartamento.
Esse recurso de chamar a policia não funcionava, ao menos em Fortaleza. O meu pai se estressava (ou talvez ainda se estresse) com os lindinhos que usavam o famoso paredão de som de madrugada. Ele ligava para a polícia e eles tinham a cara de pau de dizerem para ele ir lá, se expondo a assaltos, pedir para baixarem o volume! Santa inutilidade, Batman! A propósito, queria agradeçer ao casal Tarcizo e Priscila por trazer e nos mandar uma rapadura e castanhas de caju de Fortaleza, e terem incluido safadamente como piada um cd da banda Aviões do Forró! AAAHHHH!!!!! Era o que completava o kit desaforo: 120 decibéis de madrugada e ainda forró! Isso sim eu me livrei de vez! Aqui a galera é metaleira (yeeeaaahhh!!!!) mas nunca ouvi som alto a ponto de incomodar.
Fica a dica: Se tiver um mala fazendo barulho, pode ligar para a polícia que eles vêm mesmo! Até porque, aqui em Québec eles não têm mesmo o que fazer! E também cuidado para não recebê-los como visitas inesperadas!