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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Toronto

E finalmente conhecemos a maior cidade do Canadá: Toronto. Eu particularmente tinha muita curiosidade de saber como era esta cidade, tanto pela sua importância, quanto por causa dos comentários que ouvi.

Apesar de não gostar de grandes metrópoles, me surpreendi com Toronto. A GTA (Greater Toronto Area/Zona Metropolitana de Toronto) tem cerca de 6 milhões de habitantes, mas não tem os problemas de grandes metrópoles na medida que eu esperava. Ressalto 3 pontos:

- Densidade. Essa foto (horrível, por sinal!) foi tirada do alto da CN Tower, que fica bem no centro da cidade. Podemos ver que existem prédios altos, mas não são tantos e nem ficam tão próximos. A densidade é baixa e não sufoca a cidade. Tem inclusive uma quantidade relativamente boa de área verde.


- Trânsito. Se eu dissesse que não tinha congestionamentos, estaria mentindo porque até aqui em Québec tem. Mas para o porte da cidade, achei que o trânsito flue bem. Ficamos em um hotel no centro, andamos em horários
diferentes e para lugares diferentes. A única vez que pegamos um congestionamento considerável foi quando saímos da CN Tower. Mas é explicável pelo fato de estar tendo um evento grande (e esquisito!) ao lado da torre, ser no horário de rush e ainda ter um trecho de obras bloqueando uma parte da rua. Toronto tem muitos carros, mas tem artérias com muitas faixas. Também percebemos congestionamento na saída da cidade em direção a Montréal, em uma estrada com muitos caminhões somados ao trânsito metropolitano.

- É uma cidade organizada, bem cuidada e limpa, com áreas verdes. Também me disseram que o transporte público é bom, mas isso eu não posso dizer por experiência própria.

Uma dica que eu dou é analisar se vale a pena comprar o City Pass (Percebam que a página está em português!). Ele dá direito a entrada em cinco atrações da cidade: CN Tower, Royal Ontario Museum, Casa Loma, Toronto Zoo e Ontario Science Center. Acho que duas ou menos dessas atrações não justificam a compra do City Pass. Mas a partir de três, já pode ser que valha a pena dependendo de quais são.

A CN Tower tem 346 metros e é impressionantemente alta. A vista vale a visita. Para quem tem muito medo de altura, eu não recomendo. Para um nível gerenciável, acho que dá para suportar. A Monica, por exemplo, usou a estratégia de ficar em um canto do elevador semi-panorâmico, concentrada lendo um folheto e virada para uma parte do elevador que não é transparente. Lá em cima, tem apenas uma parte de um dos andares que tem o chão de vidro. Mas também tem como ser evitado.















Para quem tem crianças, o Ontario Science Center é tanto uma aula de ciências quanto uma fonte enorme de curiosidades. Infelizmente, nem a iluminação nem as crianças me deixaram tirar muitas fotos.







E a última atração que vimos foi o zoo. Para esse, reservem algumas horas, pernas e garrafas de água se estiver quente como estava. O zoo é imenso! Tem animais de todo tipo e de toda parte do globo. Para esse daí, eu prefiro deixar que vejam as melhores fotos.


 
 
Como destino turístico, não tenho dúvidas que vale a pena conhecer Toronto. Para morar, isso depende de gosto e do que cada um valoriza ou evita. Mas se eu gostasse de grandes metrópoles, provavelmente Toronto seria a minha escolha.

domingo, 22 de setembro de 2013

Niagara Falls




CA-Niagara Falls Flickr.

Como os destinos mais próximos já foram visitados, estamos tendo que viajar para cada vez mais longe. Finalmente, após esses 3 anos e meio vivendo aqui, topamos a parada de ir até tô tonto, digo, Toronto. E como Niagara Falls fica pertinho, resolvemos aproveitar e conhecer também.

Sem paradas, seriam umas nove horas de viagem. São longos 930Km, mas contando ida e volta, com mais uns passeios em cada cidade, acabamos gastando uns 2000Km de gasolina, pneus e coluna vertebral. A propósito, registro aqui meu "arre égua" por ter pago 1,42$/litro em Montréal e apenas 1,22$/litro em Toronto! Não notei diferença significativa de qualidade da pavimentação ao passar do Québec para Ontário.

Aviso aos navegantes: Um amigo disse que o GPS dele mandou ir pelo outro lado do Lago Ontario e isso faz com que de uma hora para outra, deem de cara com a barreira da fronteira com os EUA. Segue o diálogo que ele disse ter tido com a oficial da fronteira:
-O que vocês vão fazer nos EUA?
-Não tenho a menor ideia!
-(risos). Vão para onde?
-Niagara Falls.
-Ahh! É normal. Acontece com muita gente. Foi o GPS, né?
-Isso.
-E aí? Vão passar ou voltar?
-Já que viemos por esse lado, vamos continuar por aqui mesmo.

Moral da história: Se tiverem o visto estadunidense, é recomendável levar para não ter que voltar ao caminho canadense, o que aumenta o percurso já longo. Senão, é bom prestar atenção para não pegar o caminho que passa pela fronteira.

Para ter mais diversão para as crianças, ficamos em um hotel chamado Americana. A maior vantagem dele é o parque aquático indoor pas pire/nada mal, como podem ver nas fotos. Como a cidade não é tão grande (embora maior do que eu esperava), a localização dele em relação às cataratas (ô nome feio em português, viu?) não é um problema.

Chegando na atração principal que obviamente é a região onde podemos ver as quedas d'água (ficou melhor agora), ficamos deslumbrados. Além do espetáculo da natureza, os parques são bonitos e os estabelecimentos comerciais têm um jeito de Disneylândia (apesar de nunca ter pisado nem perto!).

Outra atração imperdível é o MarineLand. Reserve um dia só para explorá-lo, porque é grande e cansativo, principalmente se estiver fazendo o calor escaldante que encontramos.

Dada a proximidade de Toronto, é bem comum que Niagara Falls seja incluído no roteiro e a meu ver, vale a pena principalmente para quem tem crianças. Mas não deixa de ser interessante também para os adultos. Só o que me frustrou foi não ver ninguém caindo das cataratas dentro de um barril como via nos desenhos animados do Pica-pau e outros.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Basilique de Sainte-Anne de Beaupré e Canyon Sainte-Anne

Essa é mais outra postagem turística da região que o leitor pode dizer: Puxa! Mas só agora que você foi conhecer isso? O que é que você está fazendo aí?
Sim, reconheço que já passei perto tanto da basílica de Sainte-Anne de Beaupré quanto do Canyon Sainte-Anne algumas vezes quando fui praticar snowboard no Mont Sainte-Anne (Nota do revisor: tem Sainte-Anne demais nesse parágrafo!). Também já tinham me recomendado. Mas, sabem como é, né? Acho que fico com a impressão que vai ser uma perda de tempo e vou protelando.
Pois bem, claro que depende de gosto, mas achei que vale a pena sim conhecer. A Basílica (vocês já sabem o resto do nome) é espetacular! É imensa e riquíssima em detalhes no interior. Só pensava em quantas pessoas e quanto tempo levou para construir tamanha obra de arte. Isso mostra a grandeza que a igreja católica de algumas décadas ou séculos atrás tinha aqui no Québec.
Outra coisa interessante a ser vista é le Chemin de Croix/o caminho da cruz ou via crucis. Estátuas douradas representam quatorze momentos importantes da paixão de Cristo.


Recomendo aproveitar para fazer conjuntamente um passeio na natureza pelo Canyon Sainte-Anne. Fizemos um pique-nique como almoço na entrada do parque, onde tem mesas próprias na sombra (ou no sol, se você precisar e quiser se aquecer!). Do lado de dentro, tem um playground para as crianças e umas estátuas de animais para fotos. Existem duas pontes para ir ao outro lado do profundo canyon. A primeira é mais baixa e curta. Seguindo pelo outro lado, podemos voltar pela ponte mais alta e comprida. Se tiveres espírito aventureiro, podes até atravessar de tirolesa no cabo de aço.
Voltando ao lado de partida, existe uma escadaria de 187 degraus para chegar na parte mais baixa, onde acho que tem outra ponte. Como podem ver nas fotos, é uma paisagem diferente e interessante, mas não tem como eu passar pelo blog a sensação da brisa e do som provocado pela massa de água que cai de uma altura considerável.


Sem dúvida que sempre vai ter algum destino turístico a ser visitado e reportado aqui no blog. Os mais próximos e fáceis já estão sendo cobertos, mas deve ainda ter algum que ainda está nos esperando. Além desses, pretendemos ainda fazer boas viagens exploratórias com o espírito aventureiro e de repórter, claro!

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Québec à noite

Essa é mais uma daquelas postagens com um vídeo turístico de Québec que nos deixa maravilhados. Mesmo eu que moro aqui há mais de três anos e conheço tudo o que é mostrado no vídeo, ainda fico de queixo caido com tanta beleza.

Dessa vez, é um vídeo criado com uma técnica chamada timelapse ou hyperlapse que consiste em tirar fotos com intervalo regulado por um temporizador e passado por um processo de transformação em vídeo. A magia desse vídeo é que pode-se ver fenômenos que são muito lentos para serem percebidos em algo mais dinâmico. Também, isso permite captar melhor a luz ambiente tornando as imagens noturnas mais vivas.

Com vocês, Nocte lumen! (provavelmente, luz noturna)



Québec | NOCTE LUMEN | Hyperlapse from DFDesign on Vimeo.

domingo, 5 de agosto de 2012

Conhecendo o Canadá



Descobri esse vídeo muito interessante que mostra um pouco de cada província e território do Canadá. Tem muitas coisas bonitas e interessantes para serem vistas por aqui. Ainda não conhecemos quase nada, mas temos tempo para viajar e conhecê-lo melhor.

http://www.youtube.com/watch?v=BbCM0rZuBbw&feature=share

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Estados Unidos do Paraguai do Norte


Aqui no Canadá nós temos algumas opções de viagens para conhecer os países vizinhos. Temos a Groelândia, que pertence à Dinamarca (vocês sabiam?), a Rússia se conseguirmos passar pelo Polo Norte, e a França pelas ilhas de Saint-Pierre-et-Miquelon. Sobrou uma opção viável para ir de carro que é os Estados Unidos, logo...

Da primeira vez que fomos para lá, escolhemos a cidade mais próxima que é Plattsburgh (estado de New York). Fica a uns 340Km e 4 horas de Québec e 100Km e 1 hora e 20 minutos de Montréal. Mentira grande! Dependendo da hora, temos que somar um bom tempo (porque bom? deveríamos dizer mau tempo!) por causa da fila na fronteira. Pense que uma hora de espera não é difícil de acontecer. Quando chegamos na guarita e pensamos que vamos continuar a viagem, a tia da cabine diz que temos que ir para a segunda etapa no prédio.

Nesse prédio, também tem fila, mas chamam pelo nome. Se tiveres um nome difícil de ser pronunciado em inglês, é bom ficar atento. Na terceira chamada o tom de voz é menos delicado! Aviso importante 1: Se não formos voltar no mesmo dia, temos que fornecer o endereço de onde vamos ficar. Aviso importante 2: Temos que pagar a taxa do danado do formulário i-94 que como somos quatro, custou 24$. E como não tínhamos dólares americanos, foi no cartão de crédito. Descobrimos que a tarja magnética dele está causando problemas de leitura, mas por sorte temos outro e deu certo. Me lembrem de falar mais sobre o safado do i-94, certo?

Passada a fronteira, rapidinho chegamos em Plattsburgh. Ela é uma cidade pequena, porém miúda! O que tem de interessante lá? Um shopping para comprar muambas, digo, mercadorias e um restaurante que tem um sirloin/surlonge (uma peça que inclui a picanha e outro corte) bem gostoso. Xii!!! Qual é mesmo o nome desse restaurante?

Falando de muambas, se voltarmos no mesmo dia, não temos isenção de impostos. A partir de um dia, temos direito a um valor sem pagar impostos. No momento está de 200$ por pessoa para um dia. Não sei como a escala progride com mais dias mas crianças também contam. Aviso importante 3: Chegue no posto de fronteira canadense com o total já calculado. Não sabia e o cara não gostou da minha desenvoltura como contador. Também, o valor dos impostos mudam de acordo com critérios nada claros e não divulgados. Um deles é o tipo de produto. Tem coisas que têm o mesmo preço lá e cá como o iPhone mas acaba saindo mais caro se pagarmos impostos estadunidenses e canadenses. Mas o dvd player com tela dupla para carro que compramos (uma maravilha para viajar com crianças!) custou com todos impostos uns 150$ enquanto que aqui custava pelo menos 220$.

A segunda cidade mais próxima é Burlington (estado de Vermont), mas me disseram que também não é lá mais interessante que Plattsburgh. O que mais vale a pena depois dessas duas parece ser Lake George (estado de New York) que fica a uns 510Km e 5 horas e 40 minutos de Québec e 270Km e 3 horas de Montréal com aquele adicionalzinho já comentado.

E o que tem lá? Tem um parque com montanha russa, outro brinquedo radical, passeio de barco e outros. Pagamos 18$ de estacionamento mas entramos com o passe de estação do La Ronde de Montréal. Também tem uma praia de lago que nem chegamos a ver porque dedicamos muito tempo para outro atrativo da cidade. Qual? Outlets! O paraíso das mulheres e desespero dos maridos. Tem uma área da cidade que tem um tráfego considerável de carros por ser a região onde se concentram os outlets de marcas como Guess, Tommy e muitas outras que não me lembro. Às vezes os preços nem são tão mais baratos que comprar aqui, mas como era feriadão do Canada Day (ou dia da mudança), tinham uns descontos loucos. Uma sandália de 60$ estava com desconto de 50% e para homens naquele dia, tinha outro desconto. Saiu por 20$. Agora vocês entendem o porquê do nome da postagem, né?

Voltando ao bonitinho do formulário i-94, este é pago e grampeado no passaporte ao entrarmos nos EUA. Ele tem validade por 6 meses. Caso voltemos de avião, eles têm o registro da nossa saída. Mas quando voltamos de carro, eles dizem que não têm como saber que deixamos o país (o que eu duvido). Por isso, temos que devolver o lindinho do i-94 a uma autoridade canadense na fronteira ou em um aeroporto, mas não sei se em qualquer um funciona.

Como não devolvemos em 6 meses (lembrei-me com 7 dias de atraso), tive que mandar uns documentos provando que cada um de nós estava aqui e não lá durante esse tempo. Foram comprovantes das empresas onde eu e onde a Mônica trabalha, um da escola da Lara e um da garderie/creche-escola do Davi. O detalhe é que tem que ser em inglês. Essa página detalha o assunto.

Quando formos mais longe como a Portland, Boston ou New York City, eu escreverei outra postagem com mais informações. Ahh!! Na volta, não deixe de encher o tanque em Plattsburgh a 0,94$/litro ao invés de 1,26$/litro que é o preço atual da gasolina aqui em Québec/Montréal!

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Montréal - Parc La Ronde

La Ronde é um parque de diversões que fica em uma ilhota vizinha à de Montréal, onde ficam também o Parc Jean-Drapeau e a Biosphère. O parque é bem grande e tem diversão para todas as idades...ou quase todas. É um programa para passar boas horas ou até mesmo o dia todo, principalmente se quiserem conhecer as atrações mais concorridas e exercitar a democracia nas longas filas. Como era o dia que prometia ser o último de temperatura quente antes do outono tomar ares de inverno, a fila começou mesmo antes de chegarmos na ponte Jacques-Cartier, que passa pela ilhota.

Mas descontando esse inconveniente, fui em uma montanha russa super radical chamada Vampire. Como podem ver nessa página, as cadeiras ficam suspensas por cima e em baixo é aberto. Ele faz uns mergulhos em loop que são de tirar o fôlego. Nos primeiros, eu via o monotrilho e dizia para mim mesmo: estás de brincadeira, né? Ele não vai fazer isso, vai? Recomendo ir ao banheiro antes e de preferência, de barriga vazia!

Tem um trem que dá uma volta grande no parque todo em trilhos altos. Graças a ele, pude filmar muito do parque e colocar nesse vídeo. Por falar em vídeo, a primeira parte dele foi gravada em um passeio de barco. Este foi feito especialmente para poder navegar na parte rasa do rio Saint-Laurent. O passeio nos dá uma visão privilegiada dessa parte de Montréal e a guia conta um pouco da sua história, falando em francês e repetindo em inglês, claro!

Esses foram dois programas que nossos amigos Tarcizo e Priscila nos levaram e que gostamos muito. Inclusive, compramos o passe do La Ronde que dava direito ao final do outono do ano passado e a primavera-verão-outono desse ano. Valeu Tarcizo e Priscila!

Fiquem ao som da québécoise Marie-Mai, com a participação da banda Simple Plan para dar o tom bilíngue da metrópole multicultural.



domingo, 22 de abril de 2012

Montréal - Biodome

Finalmente tive a oportunidade de chegar nas postagens de turismo em Montréal que estavam pendentes na fila há muito tempo. Um passeio que recomendo é o Biodôme e a Tour de Montréal.

O Biodôme é uma espécie de zoológico com ambientes que reproduzem alguns habitats naturais das Américas. O da floresta tropical e úmida, por exemplo, é quente e tem uns jatos que pulverizam água para simular o ambiente real. O mais legal é que temos contado direto com o ambiente, inclusive com as aves que ficam soltas.

Um habitat que acho particularmente super interessante é o subantártico por causa dos pinguins. Tem neve artificial e as paredes são de vidro, que nos permite ver os pinguins nadando por baixo da água também. O Davi ria muito porque eles interagiam com ele através do vidro.

 Vizinho ao Biôdome, temos a Tour de Montréal, que é a mais alta torre inclinada do mundo com seus 145 metros a 45° de inclinação. Tem um elevador panorâmico para subir e a vista de lá é maravilhosa. Podemos ver muito de Montréal do alto, inclusive o estádio que foi usado nas olimpíadas de 1976, cujo teto é suspenso pela torra. Vale ressaltar que foram as olimpíadas de verão porque nesse lado do globo, as olimpíadas de inverno também são populares. Não deixem de dar uma olhada no andar que fica acima do de visualização panorâmica, que tem umas fotos da cidade em 3D.

De fato, Montréal tem atrações turísticas que não temos em Québec, mas nada que 260Km e 3 horas de viagem nos impeça de conhecer.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Turismo em Québec


De tempos em tempos, alguém vem para cá para conhecer a cidade e nos pergunta quais são os lugares mais interessantes. Resolvi fazer uma lista de sugestões com uma breve descrição para que a própria pessoa faça suas escolhas, de acordo com o gosto, a estação do ano e o clima mais apropriado (atividades internas e externas).

Vieux-Québec

Essa é obrigatória. É a parte mais antiga da cidade, que foi a primeira colônia da América do Norte não hispânica. É cercada por uma imensa muralha e conserva um ar antigo que lembra a Europa (apesar de eu nunca ter pisado para lá para comparar). Na parte alta tem o Chateau Frontenac, cartão postal da cidade, com uma linda vista para o rio São Lourenço. Na parte baixa tem uma pintura enorme em uma parede que é muito interessante, além de várias outras coisas que vale a pena ver.

Sejam benvindos à máquina do tempo
Turista, mesmo depois de 8 meses

 

Travessia do rio São Lourenço/Lévis/Boulevard Champlain

Se estiverem de carro, uma boa pedida é atravessar o rio São Lourenço de Traversier/Ferry Boat/Balsa, dar uma volta por Lévis (a cidade que fica no outro lado do rio) vendo as bonitas casas que ficam às margens do rio, e voltar por uma das duas pontes imensas que liga as duas cidades. Chegando de volta a Québec, usualmente passo por baixo das pontes pegando a boulevard Champlain e dou uma parada para mostrar uma torre de madeira em um pier que invade o rio. Depois, sigo a boulevard Champlain.

Atravessando por lá onde o rio se estreita
Ponte Québec-Lévis

Citadelle

Foi a mais importante fortificação britânica construida na Amérida do Norte. É o ponto natural mais alto e fica em Vieux-Québec.

Observatório

É um prédio alto de onde dá para ter uma boa visão da cidade e identificar alguns pontos turísticos.

Plaines D'abraham

É uma área imensa, com muitos kilômetros de extensão. Tem muitas áreas verdes, uma visão do rio São Lourenço, o Musée de Beaux Arts e próximo deste, tem um playground para as crianças, uma pista de patinação que vira pista de ski de fond no inverno. As pessoas também vão para lá para jogar futebol, freesbie, ou simplesmente ler debaixo das árvores ou se bronzear aproveitando o sol de verão. Um ótima pedida para um pique-nique para aproveitar a natureza, inclusive já tem os conjuntos de mesas com bancos.

Solzão, calor, bermudas, bronzeado e futebol
Solzão, calor, bermudas, bronzeado e futebol, parte II
Turista, mesmo depois de 8 meses

  

Museu da Civilização/ Museu de belas artes

Dois dos museus da cidade.

Musée de la civilisation

Hotel de glace/Hotel de gelo

No inverno, é uma atração curiosa ver esse hotel que tem dezenas de quartos e é todo feito de gelo. A iluminação colorida dá um toque artístico, tem bar, uma capela e um tobogã de gelo.

Hotel de gelo gelado

Village Vacances Valcartier

É o maior parque de inverno da América do Norte, com vários tipos de tobogãs de neve diferentes, dos mais suaves aos mais radicais. Tem centenas de câmeras de ar e cabos de aço com ganchos para nos puxar para os altos dos tobogãs.

Village Vacances Valcartier

Aquarium

É uma espécide de zoológico de animais marinhos, com muitos peixes, répteis, anfíbios, morsas, focas, ursos polares, e outros.

Visita ao Aquarium

 

Plage Baie de Beauport

Praia de rio com playground e jatos d'água para as crianças, bem como restaurante e esportes aquáticos.

Vamos a la playa?

Plage Jacques Cartier

Praia de rio nativa, mas com banheiros, bebedouros e mesas para pique-nique.

Vamos a la playa?

Chute Montmorrency

Queda d'água natural enorme, interessante em qualquer estação do ano. Recomendo estacionar em cima, descer pelas escadas e pagar o teleférico somente para subir.

Chute Montmorency

Projeção no moinho

Durante o verão, existem seções de exibição de vídeos na imensa superfície dos silos do moínho, no porto. Atualmente a projeção está sendo feita em 3D.

Festival d'Été

Como o próprio nome diz, esse festival acontece no verão. São 11 dias de dezenas de atrações musicais e outros divertimentos em vários pontos da cidade. Tive o privilégio de assistir Rush, Iron Mainden, Dream Theater, Elton John, Metallica e John Fogerty pagando apenas o laisse-passez.

Festival d'Été
-.-- -.-- --..
Festival d'été 2011 - Elton John
Festival d'été 2011 - Joe Satriani e Metallica
Festival d'Été 2011 - John Fogerty

Red Bull Crashed Ice 

Québec todo ano sedia a final da competição de descida em velocidade com obstáculos sobre o gelo. É a Meca desse tipo de competição, com as pistas mais longas, rápidas e emocionantes. Ocorre por volta de março.

Red Bull Crashed Ice 2010
Red Bull Crashed Ice 2011

Jogo de hockey do Remparts no Colisée Pepsi 

Como vocês sabem, o hockey aqui no Canadá é o esporte nacional como o futebol é no Brasil. É um ambiente fechado e aquecido que tem desde bebês de colo até idosos. Durante o dinâmico jogo, tem as músicas de incentivo, festa nos gols e nos intervalos do jogo tem sorteios, brincadeiras, jogo das crianças, etc. Tem jogo excluindo quase somente o verão.

Let's go Rempart, let's go

Patinação

Existem muitas pistas gratuitas interessantes para a prática da patinação. Quem quiser experimentar, normalmente tem patins de aluguel. A pista da Place d'Youville é a aberta que começa mais cedo e termina mais tarde porque tem refrigeração artificial. A do rio Saint-Charles é comprida e ao longo do rio.  A do Anneau Gaétan-Boucher  é uma pista de dimensões olímpicas com 400 metros de perímetro por 12 metros de largura. No Galeries de la Capitale tem uma pista de hockey grande em ambiente fechado, que garante a diversão praticamente o ano todo.

Vamos patinar?

Sky e snowboard

Sendo a cidade onde mais cai neve dentre as principais do Canadá, esses esportes são bem praticados aqui. Só conheço o Relais du Lac Beauport, que fica a 14Km daqui de casa, mas existem também o Stoneham a 23Km e o Mont Saint-Anne, a 47Km.

Ski e snowboard

Carnaval

O carnaval daqui é bem familiar, com atividades divertidas, tobogãs, esculturas de gelo, apresentações, etc. Existe também o desfile que passa por 3 roteiros na cidade.

É carnaval
Carnaval 2011
Desfile de carnaval 2011


Île d'Orleans

Uma ilha bonita que fica no limite da cidade e que tem um ar bucólico. Na época da colheta das maçãs, as pessoas fazem um programa de pagar uma pequena quantia para colherem quantas maçãs quiserem nos pomares.

Île d'Orleans



E muito mais. Não dá para listar tudo aqui, mas isso é um bom ponto de partida para ideias.


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Le domaine de la forêt perdue




Le domaine de la forêt perdue from Alexei Aguiar on Vimeo.

Nossos queridos amigos também vindos do Ceará mas que moram em Montréal nos propuseram um programa diferente. A primeira coisa bizarra...hum...bizarro é muito comum em francês, mas é menos usado em português. A primeira coisa esquisita que saltou aos olhos foi o nome do lugar: Le domaine de la forêt perdue/O domínio da floresta perdida. É o que?!?! É o tipo de situação onde entendemos o que foi dito, mas não o que quer dizer. Me veio à ideia duendes, cavaleiros medievais e maconha mofada temperada com veneno de rato.

Bom, é uma fazenda que tem uma pista de patinação em forma de labirinto com 10 Km de extensão total. Além da patinação, tem os animais para as crianças verem. Sounds interesting/parece interessante! E onde fica isso? Fui consultar no site deles. Notre-Dame-du-mont-Carmel?!?! Hein?!?! Ahh bom! Porque é que não arredondam logo para Trois-rivière (ou troière como eu ouvi uma mulher de lá pronunciar)? É bom porque fica no meio do caminho entre Québec e Montréal, que não é longe. Principalmente quando já viajamos para Montréal o suficiente para não sabermos dizer quantas vezes foram.

Pagamos 14$ por adulto e 12$ por criança. Esses 4 ingressos nos deram direito a compra de produtos da fazenda na saída. Escolhemos um pote de mel puro. Lá é rústico, mas tem estrutura para a quantidade de visitantes, que não era pouca. Tem um galpão com muitas mesas para refeições e outro que não entrei, mas que tinha microondas. Não recomendo levarem para almoço feijoada, buchada, sarrabulho, e outras comidas pesadas e indigestas (a poutine, que é típica do Québec, entra na lista), sob o risco de não ter patinação depois do almoço.

O gelo estava muito bom, principalmente para eu que estava me acostumando a patinar em qualquer buraco. Tem uma máquina que eles desenvolveram para passar pela pista toda com pouco reabastecimento. Quanto à questão de ser um labirinto e se perder, bom, até que pode. Mas não é lá um labiriiiiinto com Minotauro e tudo mais. A melhor definição que eu pensei para esse labirinto foi que pediram para fazer um quadriculado de pistas, mas quem o fez tinha tomado umas cachaças e ficou ondulado. Também, o terreno é bem comprido, mas não tão largo. Se usarmos o tradicional macete para labirintos de seguirmos sempre com a mão na "parede" da direita ou da esquerda, em no máximo 2,8Km percorre-se todo o perímetro exterior e volta-se ao ponto de partida. Cuidado que isso fura para labirintos que tem ilhas, que é o caso, mas basta ir até a borda e seguir a regra.

Na entrada eles vendem baratinho um saquinho pequeno com comida para darmos aos animais. O Davi morria de rir com um cervo comendo na mão dele, porque devorava a comida rápido como um aspirador de pó. Vacas, cavalos, carneiros e bodes são animais de fazenda mesmo. Mas achei curioso que tem também lá lhamas, pôneis e emas ou avestruzes (nunca sei dizer quem é quem).

Portanto, colegas, é um programa legal para quem gosta de patinar e de quebra curtir a natureza. Nesse dia, acho que patinamos uns 7Km e o bonitão do Davi nem reclamou porque estava sendo puxado no trenó, só curtindo.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Musée de la civilisation





Essa é mais um daquelas postagens bem atrasadas sobre atrações turísticas de Québec. Até o Davi conhecia o Musée de la civilisation e somente eu ainda não.

A exposição que me interessava mais era a de Roma. Recomendo se informar do horário da visita guiada. Peguei uma parte da explicação da guia em inglês e outra em francês e vi que o conteúdo histórico que elas passam é muito rico e curiosa. Tem esculturas, pinturas e objetos de várias épocas separadas por zonas: antiguidade, era medieval, renascença, era barroca e era moderna. Infelizmente vocês não vão poder ver quase nenhuma foto dessa exposição porque um segurança veio me avisar que é proibido tirar fotos. Ops! Outra coisa que é bom se informar é que era de graça em dois dias da semana, mas não no que fomos! Dããã!!! Custou 13$ por cada adulto e não precisamos pagar pelas crianças.

O museu é bem high-tech, com projeções em placas de metal com efeitos, receptores sem fios com fones de ouvido para a visita guiada e até aplicações para iPhone e iPod.

Na exposição sobre a Radio Canada, trocentas televisões e terminais touch screen para conhecermos um pouco da estória dessa rede de comunicação que faz parte da vida do canadense há décadas. Tem umas seções com tratamento acústico a base de paredes forradas com esponja com formatos triângulares para ouvirmos a sonoridade original do rádio antigo. Outra coisa que podemos ver são televisores, rádios e câmeras antigas, bem como vestimentas e outros objetos que nos remetem a épocas antigas.

Havia também uma exposição sobre gravuras dos Inuit, conhecidos no Brasil como esquimós, mas não tivemos tempo de vê-la.

Interessante mesmo para as crianças é uma parte de ciências que tem várias experiências práticas com as quais eles podem interagir. O que eu mais gostei foi o simulador de terremotos. Infelizmente, a simulação de terremoto de magnitude 7 na gravação foi mais fraca que a anterior.



É um programa cultural e diferente. Infelizmente, ainda não conheço os outros museus da cidade como por exemplo, o Musée de l'Amerique française, que é o mais velho museu do Canadá. Mas com certeza, quando eu passar por lá, vou escrever uma postagem para vocês.

sábado, 27 de agosto de 2011

Chute Montmorency






Essa é mais uma dívida que eu tinha para com todo mundo, inclusive nós! Como é que pode? Um ano e sete meses morando aqui sem ter conhecido la chute Montmorency/a queda d'água Montmorency? E para piorar, vejo gente que vai conhecê-la na primeira semana de chegada.

Bom, mas vamos lá. É bonito e vale a pena visitar. Ela tem uma parte alta e uma baixa. Ambas possuem estacionamento pago. Pagar um não dá direito ao outro, segundo um amigo meu. O teleférico também é pago e é por trecho e por pessoa.  Xii! Espantei os turistas! O lance é estacionar em cima, descer pelos trocentos degraus da super escada e depois subir de teleférico. Fica menos caro e mais interessante. Nessa página temos os horários e preços.

Além do passeio que pode ser feito eu qualquer época do ano (imagino), tem o festival de queima de fogos que acontece no final de junho e ao longo de julho. É L'International des Feux Loto-Québec. Quem quiser levar comida, tem mesas e cadeiras para o tradicional piquenique, como encontramos em muitos parques, praias e outros locais públicos de lazer daqui. Tem um restaurante no Manoir na parte de cima, e também tem uma lanchonete na parte de baixo, caso a fome aperte de forma imprevista.

Como uma imagem vale por mil palavras e um vídeo vale por mil imagens, paro o blá-blá-blá por aqui e deixo-os com as fotos e o vídeo.





segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Hotel de gelo gelado




Eu passava vergonha porque as pessoas me perguntavam se eu já tinha ido ver o Hôtel de Glace/Hotel de Gelo, que é uma das atrações de inverno daqui de Québec e eu dizia que ainda não. E não podia deixar passar o segundo inverno sem conhecê-lo.
O dia não estava muito apropriado para passeios em ambientes externos. A temperatura estava em -20°C com sensação térmica de -30°C por causa do ventinho "refrescante". Mas... atrevidos que somos, topamos conferir e mostrar para vocês em vídeo. Resultado: Não passamos a tradicional hora e meia mas somente 45 minutos dentro do freezer. A temperatura de um freezer de geladeira é de -18°C! Se esquecermos as compras no porta-malas do carro, vai estar melhor conservada que na geladeira! Eu vi no sítio do hotel que a temperatura interna fica entre -3 e -5°C. Lá vou eu de luvas finas de couro para ficar mais à vontade para filmar. Nenhuma lareia estava acesa, não vi controle nenhum e estava bem mais frio que isso. Resultado: mãos geladas, o que não deveria acontecer.
Depois de ter visto os 36 quartos...sim! É um hotel de verdade! Só não sei quem consegue dormir nessas camas duras e geladas! Eles dão as dicas de como dormir lá nesta página. Continuando... a capela...Sim! Capela de verdade, onde fazem muitos casamentos bem originais. Continuando novamente...o bar e o tobogã, tudo devidamente filmado, os nossos pés pediram arrego!
Uma boa dica para quem vem visitar Québec durante o período no qual o hotel fica aberto. A outra dica é não descer de cabeça como eu fiz para registrar em vídeo! Se tiver um erro de cálculo, podem bater o chifre na parede. Ao menos não vai faltar gelo para colocar no galo da cabeça!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Da capital nacional para a capital federal




Dando prosseguimento à nossas excursões turísticas, esticamos um pouco mais o nosso alcance de viagens de carro e fomos até a nossa capital federal. São cerca de 450Km e 5 horas de viagem a partir daqui de Québec. Para Montréal, destino da nossa primeira viagem, fomos pela autoroute/estrada 40 que fica do lado de cá do rio São Lourenço. Dessa vez, fomos pela autoroute/estrada 20, do outro lado do rio. Ambas estradas são impecáveis em qualidade, segurança e conforto. Além de ser ligeiramente mais perto indo pela 20, achamos que tem mais pontos de apoio (postos, lanchonetes, etc.) ao longo desta. Uma estratégia que se mostrou bastante apropriada para quem viaja com crianças é dividir em dois trechos, fazendo uma pausa para almoço e descanso em Montréal. Devido à viagem anterior, dessa vez as crianças foram bem mais à vontade, foram brincando e não acharam ruim. Por falar em Montréal, que terra curiosa! Só no tempo de lavar as minhas mãos e as do Davi no banheiro, ouvi francês, inglês, árabe e chinês!




Ao chegarmos em Ottawa, tivemos uma impressão muito boa. Paramos em um parque à beira do rio Rideau que é bastante bonito e agradável. Tinha um playground com uma espécie de ruína de construção da Grécia antiga para as crianças explorarem.
À ce moment-là/nessa hora (nota do tradutor: os québécois usam e abusam dessa expressão), percebi de cara o bilinguismo da cidade. Ouvi uns 5 grupos de pessoas conversando em francês e apenas um grupo em inglês. Porém, a cidade é mais anglófona por ser de Ontário. É porque do outro lado do rio, fica Gatineau, que pertence ao Québec. Não é coincidência. A capital canadense fica na fronteira para simbolizar a neutralidade entre as suas duas principais nações. Ao contrário de Montréal que é metade inglesa e metade francesa, em Ottawa as placas das ruas são bilingues como, por exemplo, "rue Elgin st." (street/rua).
Chegamos finalmente ao hotel para um merecido descanço. Ficamos no Days Inn, do qual gostamos muito. A localização dele é estratégica. A poucos quarteirões, temos uma pizzaria, supermercado, mercadinho e um shopping center. Ainda tenho saudades da imensa cama king size/très grand (nota do tradutor: é o maior dos três tamanhos de cama de casal) com colcha extremamente macia.
A cidade é bem organizada e limpa, ao menos por onde passamos, e tem mais prédios altos que Québec. O outono deu um toque especial às fotos. E por fazer uma comparação, aí vai um aviso importante que não me deram: Cuidado para não atropelar uma multidão de pedestres de uma só vez! Aqui em Québec, os principais cruzamentos têm uma fase do semáforo exclusiva para pedestres, podendo estes inclusive atravessar em diagonal. Eu, muito acostumado com isso, ia dobrar à direita. Derrepente, quando o sinal abriu e começei a fazer a curva, eis que uma multidão atravessa a rua! Tabarouette/caracas!!! Que susto! Temos que esperar uma oportunidade para poder dobrar. Enquanto isso, o trânsito de carros fica parado até a velhinha atravessar sozinha. Quando ela chega no outro lado, lá vem uma lesma se arrastando e por aí vai. Do que vi, percebi que lá o respeito às leis de trânsito é bem mais rigoroso. O pedestre pode atravessar com bem mais segurança, procura atravessar nas esquinas e na hora certa. Bem... encontrei um québécois tentando atravessar a avenida com o semáforo de pedestres no vermelho, que ia e voltava se arriscando. A sua esposa, de voz muito estridente e de um sotaque québécois carregadíssimo disparou impiedosamente: Ataaaeeeiiinds, lô (attends, la)!! Tu peux casser ta taaaeeeeiiiite (tête)!!/Espere aí!! Tu pode quebrar tua cabeça!! Eu adoro ver esse tipo de situação curiosa!
 Outra diferença cultural interessante é que lá, as pessoas procuram ficar do lado direito da escada rolante para que outros possam passar pela esquerda. Só percebi porque já havia lido sobre esse costume em um blog de Vancouver.




A parte mais turística da cidade fica na região próxima ao parlamento. Onze horas da manhã e eis que toca a famosa melodia de sinos do Big Ben londrino. Isso me fez perceber que o parlamento de Ottawa tem uma semelhança estética ao britânico. Do outro lado do canal Rideau, no Major's Hill Park, tem uma colina que nos permite ter uma vista muito bonita do rio, das pontes, do canal Rideau e dos prédios do Parliament Hill.




Mas o que eu gosto mesmo de fazer quando estou em uma cidade nova não é visitar os pontos turísticos. É "respirar" e sentir a cidade como ela é, com todos os detalhes. É, por exemplo, perceber que a mescla étnica da cidade é diferente da de Québec; ver que a faixa de ônibus e taxis que é apenas preferencial em Québec e em Ottawa tem uma placa bem grande mostrando que se paga uma multa de 150$; que o grande e moderno prédio espelhado reflete um castelo antigo; que se escuta gente conversando em francês, mas muito atendimento dos comércios é feito somente em inglês; que existem placas de carros com um nome ao invés da mistura aleatória; que eu ainda me expresso melhor em inglês que em francês e, finalmente, que parece que eu estou em outro país!





A única queixa que tenho da cidade é que conhecemos alguns parques, mas só encontramos playground para as crianças se divertirem em apenas um deles. Coversando com um casal de avós que mora em Gatineau, eles disseram que de fato, comparando com Québec, tem poucos. Nos indicaram um em Gatineau, mas não tivemos tempo de procurá-lo. Aqui em Québec é difícil encontrar um parque que não tenha brinquedos e que normalmente estes são variados e interessantes, seja este parque de bairro ou mais turístico.
Confirmamos nossa intuição de que seria a segunda opção de moradia depois de Québec. Ambas têm uma fórmula que considero bastante interessante: são cidades menores e por isso não têm os problemas das grandes metrópoles, mas com uma excelente infra-estrutura por serem capitais que ficam nas duas províncias mais fortes do Canadá. Epa! Eu não disse que Ottawa é a capital de Ontário! Eu sei que é Toronto! E Ottawa ainda tem uma vantagem que é de estar na fronteira e permitir ter os dois mundos ao mesmo tempo: morar na québécois Gatineau e trabalhar na ontarian Ottawa. Afinal, o único separatista que vi lá foi o rio!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Turista, mesmo depois de 8 meses

-Você é de Québec? Perguntou-me então a senhora, quando conversávamos sobre o defeito do parquímetro que comeu meus dólares sem contar o tempo. -Não...quer dizer sim!...ehh...bom...ehh...dá pra tomar uma Kaiser antes? Se ela tivesse perguntado se eu tinha nascido aqui, a resposta era não, mas ela percebia facilmente pelo meu acento, digo, sotaque (depois eu escrevo uma postagem sobre esse efeito de falar em português pensando em francês). Já se ela perguntasse se eu morava aqui, ficava fácil de responder que sim.
Isso é para ilustrar a confusão que fica a nossa cabeça depois de passado algum tempo aqui que nos faz pensar que somos daqui e paradoxalmente, ao mesmo tempo não. Depois de oito meses vendo as mesmas paisagens, tendo a mesma rotina, com os mesmos novos hábitos como ver a previsão do tempo todo dia para saber o que vestir, me sinto bem à vontade com a cidade. Mas basta ir a um lugar novo e tirar a maquina fotográfica que anda quase sempre comigo que automaticamente me sinto turista conhecendo uma cidade nunca antes vista. Só que ainda é a mesma cidade onde moro!
Dessa vez, fomos para a parte baixa de Vieux-Québec (basse-ville), próxima do rio e da gare fluviale/estação fluvial. É uma região histórica com muitas construções de pedra e placas que datam desde o século XVII (não lembra de algarismos romanos? É 17!). Como sempre digo, essa cidade respira história e tem muitas placas contando o seu passado. Sem contar que é muito bonita. Não tem como eu não babar!




De quebra, tem também as fotos de outra parte do quilométrico Parc des Champs de Bataille, que também se chama Plaines d'Abraham, e que eu ainda não conhecia. Com o sol, fica ainda mais bonito.




Já acabou? Sim! Prometi para mim mesmo que iria começar a escrever também postagens curtas como todo blogueiro normal faz! Afinal, uma imagem vale por mil palavras.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Vamos a la playa?

Por falar em plage/praia, queria pedir desculpas ao amigo Idevan que nos convidou para conhecer essas duas praias daqui por ter feito essa postagem justamente depois dele ter feito a dele. Mas não foi plágio! Já estava na programação! Ele é gente boa, acho que não vai se importar. (Nota do revisor: Pô cara! Tu bota plage lá no começo e plágio lá na baixa da égua! Tem gente que não vai perceber o trocadilho!)
Praia, sim! Qual é o problema? Tem até surf! Bom, kite surf e wind surf, mas tem surf no nome! De fato, só não tem onda mesmo, mas de resto tem tudo e mais um pouquinho, inclusive sol e calor.




Vamos começar pelo litoral oeste...opa! Litoral não! Aí já é demais! Lá no final da cidade, quase em Cape Rouge, fica a Plage Jacques Cartier. O parque tem muitas árvores, que é muito agradável para fazer um almoço nas mesas de piquenique na sombra. A vista é encantadora! A natureza ainda preservada forma uma paisagem bem acolhedora. Uma constante por aqui é a infraestrutura dos locais públicos. Para onde vamos sempre tem no mínimo banheiros bem cuidados e bebedouro com água gelada. Agora só levamos a garrafa por questão de praticidade, mas sai de casa vazia. Muitos parques têm as mesas de piquenique. Outra constante daqui é a preocupação com acidentes. Onde tem banho público, tem sempre um ou até mesmo dois salva vidas, mesmo que seja uma piscina. Isso mesmo! Uma piscina nem tão grande e dois salva vidas olhando a galera! Só que dessa vez, o cara que entrou substituindo o outro era meio paranóico. Ele veio falar com agente, que sempre acontece por causa do Davi, mas dessa vez para dizer para todos que ninguém podia entrar na água além da altura do joelho. Assim é pra lavar os pés e não tomar banho!
Tem umas pedras e uma ilhota interessante para a meninada explorar e tudo é totalmente de graça. Em compensação, pode faltar vaga no estacionamento se chegar mais tarde.




No outro lado, mais perto do Centro, fica a Baie de Beauport! Diferente da outra praia, esta é mais badalada. Tinha muita gente se bronzeando na areia e tem mais infraestrutura. Tem até um salão de eventos! O playground é imenso e cheio de brinquedos bem interessantes, que não tem na outra. Até estranhei porque aqui é regra. Tem quadra de voley de praia (se chama quadra, mesmo sendo só de areia?) e muita gente vai para fazer esportes náuticos. Uma atração que os baixinhos da titia Xuxa adoram são as fontes que jorram água com intensidade e duração variadas. As crianças adoram o fato de levarem sustos quando a água sai de surpresa. Alguns parques daqui também tem isso.
A vista é também é magnífica. Podemos ver, seguindo o rio, a Île d'Orleans, que descrevi nessa postagem, e sua ponte. Ao contrário da outra praia, esta tem estacionamento de sobra, porém é pago: 8$ no final de semana, mas também é só isso que se paga. A não ser que vá colocar seu iate, veleiro, barco, caiaque ou tronco de árvore na água, mas não é o meu caso.
Tem também outras praias como uma de lagoa que fomos, mas não estava quente o suficiente para tomar banho, embora tivesse que tirar o Davi da água à força porque já estava roxo! E devem ter outras mais. Ou seja, existem boas opções para se refrescar do calor do verão e lazer para gastar as pilhas da molecada. De quebra, podemos até pegar aquele broze maneiro para tirar o aspecto de urso polar do inverno! Mas usem protetor solar porque aqui fica mais perto do buraco da camada do Osório!!!


















domingo, 13 de junho de 2010

Esta é Québec!

Gente! Eu vi esse vídeo e fiquei apaixonado por essa cidade. Opa! Nós já moramos nela, só que nunca tinhamos visto um vídeo com tanta coisa bonita da cidade e filmado de um jeito tão bem feito. Tem até a fachada do estacionamento da empresa onde trabalho! É um conjunto de placas onduladas cor de ferrugem e depois dele aparece a o prédio da Ubisoft.
O vídeo é de encher os olhos. Melhor ainda se colocarem o vídeo em tela cheia.
p.s. Desculpem o bairrismo. Foi a empolgação!





domingo, 30 de maio de 2010

Montréal




Aproveitamos o feriado do dia da rainha para o lado anglófono e dia dos patriotas para o Québec (descendentes de franceses não teriam muito o que comemorar no dia da raínha da Inglaterra após serem dominados por eles) e fomos finalmente conhecer uma cidade de interior: Montréal. Sempre faço essa piada sem graça porque acho muito curioso a segunda maior cidade do Canadá não ser a capital da província e sim uma cidade de apenas 500.000 habitantes.
Primeiro quero deixar registrada aqui a minha matutice em relação a qualidade da estrada entre Québec e Montréal. Primeiro de tudo, são duas, mas fomos e voltamos pela autoroute 40 porque passa por Trois-Rivières. Duas pistas de cada sentido com acostamento e 50 a 100 metros de distancia entre eles, com uma sinalização excelente e com uma pavimentação perfeita. Se vocês já estão acostumados com isso, tudo bem, mas eu tenho um coringa na manga: Tem um sonorizador na lateral das pistas para acordar os dorminhocos em toda a extensão da estrada. Isso pode salvar vidas e acho que não tem no Brasil. Vejam a foto a seguir. Se onde você mora/morava também tem isso, então é porque eu sou matuto mesmo!
Depois de 3 horas e 260 kilometros de viagem, fomos muito bem recebidos e hospedados na casa dos ex-conterraneos Lino e Cecília (http://www.leparcours.net), que moram perto dos também cearenses Márcio e Tuana (http://indoemboahora.wordpress.com) e da também cearense que conhecemos lá, Manuela (ou Carol, se preferirem!). Uma coisa que me chamou logo a atenção foi o fato de eu ouvir muito mais inglês que francês nas ruas, supermercado, e em outros lugares que nem são turísticos. Depois descobri que, ao contrário do que todos pensávamos, essa região é mesmo mais anglófona.







Outra coisa curiosa é o serviço de aluguel de bicicletas Bixi. Por 78$/ano, os usuários podem pegar uma bicicleta em um dos inúmeros estacionamentos e devolvê-la no mesmo ou em outro. E vi muita gente usando essas bixicletas (Nota do tradutor: É bicicleta no idioma da Xuxa) por lá.
Estava fazendo um calor fiu duma égua/horrível. Usei uma expressão cearense porque me senti de volta à terrinha quente. 33 graus e um sol de deixar marcas de brozeado, embora não seja como o de lá. Por isso fomos à Place des Arts para que as crianças se divertissem nas fontes e ao mesmo tempo se refrescassem.







No dia seguinte, visitamos a basílica de Notre-Dame e fomos conhecer o Mont-Royal, que deu o nome à cidade. O parque é grande e bonito. Tinha muita gente praticando esportes, fazendo piquenique e aproveitando o "solzinho". Do topo do monte, a vista da cidade é muito bonita.







Tem uma construção que serve de apoio com máquinas de bebidas e lanches e dois microondas. Descendo, para o lado do lago, tem também um restaurante/lanchonete para almoço e gente nos matando com o cheiro de churrasco!







Um recurso útil para os deslocamentos na cidade é o celular com acesso à Internet. O Lino e a Cecília fazem a programação da rota pelo Google Maps para saber qual ônibus e metro pegar, e a que hora. Aqui em Québec, a companhia de transportes não repassa os dados para a Google, mas ela tem a sua própria ferramenta que é o Trajecto. Depois de instalar outro browser no meu Nokia, o Skyfire, agora posso fazer isso também (invejoso!!!). Já conhecia o metro de São Paulo, então não fui matuto nesse quesito. Mas não esperava ver o metro com pneus de borracha como os de um carro. Eu esperava pneus como os de trens. Para o meu espanto, não vendiam bilhetes de uso livre por um dia na estação onde estávamos, somente com o cartão, que custava 2,50$. O legal da estória é que é o mesmo cartão Opus que usamos aqui em Québec, mesmo sendo outra empresa de transportes. Carregamos os nossos dois, o Davi não paga e o cara disse que a Lara não precisava pagar também, mesmo o informativo dizendo que paga um valor menor entre 6 e 11 anos. Bom, deixa prá lá.







Infelizmente, as crianças se cansam mais cedo que os adultos e isso limitou os nossos passeios. E olhe que andei muito e subi ladeiras e o monte carregando os 15 quilinhos do Davi! Andar kilometros todo dia na neve me deu marra para isso.
Sem dúvida, a solução para a acomodação das visitas é o sofá-cama de casal e os colchões infláveis. Os que compramos não deixam nada a dever a colchões normais e são super práticos e portáteis. Agora temos lugar para nós quatro, com mais quatro visitas aqui em casa (que na verdade é um apartamento). Só falta o pessoal do Brasil guardar dinheiro e criar coragem para nos visitar. E para quem tem medo do frio, basta virem no verão que vão ver um Canadá quente de derreter o juizo como o nordeste brasileiro.

sábado, 29 de maio de 2010

Île d'Orleans



Para aproveitar o final de semana agradável, resolvemos dar uma conferida na Île d'Orléans/Ilha de Orleans que fica a uns 15Km daqui de casa seguindo para leste, depois de Beauport. É pertinho e valeu a pena. Como o rio São Lourenço é utilizado por navios de porte considerável, a ponte para chegar lá é bem altinha. A ilha é muito bonita. Tem um ar bucólico, com fazendas e uma casas magníficas. Mais bonito ainda é ver essa paisagem com o colorido da privamera.
Não vimos de cara estabelecimentos como restaurantes ou lanchonetes, mas tem uma relação no site http://www.iledorleans.com. O que encontramos foi uma galeria de arte bem interessante. Tirei umas fotos até encontrar o aviso de que é proibido fazê-lo. Agora já era! Também tirei umas foto de fora porque, como casa, é um espetáculo de agradável.
A ilha é chamada de berço da América francesa porque lá se estabeleceram as primeiras quase 300 famílias fundadoras da Nouvelle-France/Nova França. E por causa do valor histórico e turístico, estão querendo construir uma segunda ponte ou túnel entre Québec e Levis neste lado, mas sem passar pela mesma para preservar o seu estado atual. Na saída da ponte, vimos duas quedas d'água do Parc de la Chute-Montmorency, mas isso é um assunto para outro post, quando fizermos mais uma incursão turística por lá.


domingo, 11 de abril de 2010

Ponte Québec-Lévis




Esse post vai ser curtinho, acho. É só para mostrar a(s) ponte(s) que cortam o rio São Lourenço e liga(m) Québec à cidade vizinha Lévis. Eu, fiquei impressionado com o tamanho da estrutura. Nunca vi nada parecido (matuto!). Talvez pelo fato do rio ser profundo saia mais barato fazer estruturas de amarração colossais que fazer mais colunas de sustentação, que precisam ir até o fundo. Percebam que tem outra ponte mais velha ao lado. Não sei se ela ainda está em funcionamento ou se é para os trens.
Não posso dizer ainda que já conhecemos duas cidades canadenses porque só entramos na cidade e já saimos. Antes disso, rodamos um tantinho até achar o caminho de volta. Foi mais para preencher o tempo e já estávamos perto de lá mesmo. Nada como dar uma conferida ao vivo. Outro dia vamos dar uma passeda de verdada lá e vamos ver Québec pelo outro lado. É mais fácil que começar a temporada oficial de turismo, que tem tudo para estrear com Montéal.
Espero fazer uma boa cobertura turística para vocês.