A saga de uma família de retirantes cearenses, comedores de rapadura,
rumo à terra onde a Cana dá.
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terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Processo de Nova Scotia
Nesses tempos de portas de imigração canadense cada vez mais fechadas, é bom sempre procurar todas as possibilidades. Vi essa postagem que explica um novo processo provincial, o de Nova Scotia, a exemplo do de Manitoba que descrevi nessa postagem.
Boa pesquisa!
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
As melhores cidades para se viver no Canadá
O colega blogueiro Rafael fez uma boa postagem em cima do resultado do estudo Canada's Best Places to Live 2012, da revista MoneySense. Nessa postagem ele explica os critérios de avaliação com seus pesos, bem como relaciona as cidades com seus possíveis processos de imigração e diretrizes de escolha como idioma, por exemplo. Usei essa foto que tirei daqui de Québec, mas espero que seja a única propaganda parcial da cidade onde moro.
Como gosto de trabalhar informações, resolvi filtrar somente as cidades que são mais consideradas pelos imigrantes (ao menos os brasileiros) e analisar o ranking de cada critério. Fiquei surpreso com alguns resultados e em muitos casos, surpreso por ver a confirmação exata da minha intuição. No final da minha engenharia de Excel (que na verdade, eu uso o Calc), pensei em escrever a minha opinião sobre esses mini rankings por critério, o que não se sobrepõe ao artigo original do Rafael, mas o complementa.
Aí vão os avisos legais e ilegais! Não aglomerei as cidades em regiões metropolitadas porque é complicado. Peguei simplesmente a cidade principal de cada uma. Não conheço todas as cidades e é a minha opinião pessoal. Não vou idenizar ninguém se alguém escolher a cidade baseado na minha opinião e chegando lá, chover mais ou menos. Também, essa postagem não foi registrada em nenhum cartório eleitoral brasileiro de acordo com as regras do TRE.
Walk/bike to work/Andar/pedalar para o trabalho
| Posição | Cidade, Província | |
| 6 | Vancouver, BC | Vancouver é a cidade linda, turística, etc. Nada mais justo que ir trabalhar a pé ou de bicicleta curtindo a paisagem. Vi em algum lugar algo que dizia que Montréal era a cidade mais bike friendly/"amigável" a bicicletas do mundo. Québec e Ottawa são parecidas em muitos aspectos, talvez por causa do porte. |
| 25 | Montreal, QC | |
| 30 | Quebec, QC | |
| 39 | Ottawa, ON | |
| 60 | Toronto, ON | |
| 99 | Winnipeg, MB | |
| 108 | Edmonton, AB | |
| 123 | Calgary, AB |
Affordable housing/Custo de moradia
| Posição | Cidade, Província | |
| 76 | Winnipeg, MB | Esse critério tem que ser analisado criteriosamente! (sim, foi um trocadilho infame). Metade da nota é dada pelo custo médio e a outra metade é dada pelo tempo médio que leva para comprar uma casa, considerando a renda média de uma família da cidade em questão. Winnipeg não tem lá muita procura. Em Québec, os imóveis são baratos mesmo. Calgary e Edmonton têm custos um pouco mais altos, mas renda também mais alta. O bom desse índice é que leva isso em consideração. É natural que em Toronto, a maior cidade do Canadá, a concentração aumente os custos de habitação. E em Vancouver, dizem que a especulação imobiliária de asiáticos inflaciona os preços. |
| 118 | Quebec, QC | |
| 119 | Calgary, AB | |
| 124 | Edmonton, AB | |
| 134 | Ottawa, ON | |
| 174 | Montreal, QC | |
| 178 | Toronto, ON | |
| 190 | Vancouver, BC |
Househood Income/Renda familiar
| Posição | Cidade, Província | |
| 8 | Calgary, AB | Calgary e Edmonton ficam em Alberta, a província do petróleo que por isso é chamada de "Alberta Saudita". Ottawa é a capital federal e é um polo de informática. Fora isso, não sei dizer porque está em segundo lugar dentre as cidades consideradas aqui. Toronto é a São Paulo canadense. Vancouver é a terceira maior cidade do Canadá. Fora isso, não sei o que tem de renda lá. Québec e Montréal, bem, estamos no Québec! Os salários daqui tendem a ser mais baixos (embora o mais importante seja a relação custos e renda) e chutaria que talvez possa ser influenciado por jovens que saem de casa mais cedo para estudar ou viver a sua vida privada, apesar de que, pode ser que seja assim também em outras províncias. |
| 36 | Ottawa, ON | |
| 40 | Edmonton, AB | |
| 48 | Toronto, ON | |
| 72 | Vancouver, BC | |
| 78 | Winnipeg, MB | |
| 138 | Quebec, QC | |
| 165 | Montreal, QC |
Discretionary Househood Income/Renda familiar discricionária
| Posição | Cidade, Província | |
| 7 | Calgary, AB | Só o que posso dizer é que só a galera do meio é que muda de posição em relação ao anterior, mas não sei dizer o porquê. |
| 22 | Edmonton, AB | |
| 28 | Toronto, ON | |
| 41 | Vancouver, BC | |
| 43 | Ottawa, ON | |
| 124 | Winnipeg, MB | |
| 150 | Quebec, QC | |
| 165 | Montreal, QC |
New Cars/Carros novos
| Posição | Cidade, Província | |
| 7 | Quebec, QC | Nesse critério os homens passam a prestar mais atenção! Achei curioso Québec e Ottawa estarem no topo. Será que é porque são duas capitais com mais políticos? Montréal e Toronto são as duas maiores cidades, mas tem também muita gente com carro velho. Me surpreendi com esses resultados. |
| 15 | Ottawa, ON | |
| 29 | Montreal, QC | |
| 31 | Toronto, ON | |
| 59 | Calgary, AB | |
| 91 | Vancouver, BC | |
| 92 | Edmonton, AB | |
| 112 | Winnipeg, MB |
Provincial Sales Tax/Impostos provinciais de venda
| Posição | Cidade, Província | |
| 1 | Edmonton, AB | Esse ranking é na verdade das províncias, por isso as repetições na coluna "posição". Nenhuma surpresa no fato de Alberta ficar na cabeça da lista. Eles não têm imposto provincial de venda!! (Só o federal). Também nenhuma surpresa no fato de que o Québec tem os impostos mais altos do Canadá, incluindo de renda também. |
| 1 | Calgary, AB | |
| 3 | Winnipeg, MB | |
| 3 | Vancouver, BC | |
| 4 | Ottawa, ON | |
| 4 | Toronto, ON | |
| 5 | Quebec, QC | |
| 5 | Montreal, QC |
Population Growth/Crescimento populacional
| Posição | Cidade, Província | |
| 14 | Ottawa, ON | Em primeiro lugar, as minhas duas favoritas com um ritmo de crescimento moderado. Já as quatro últimas são as três grandes que atraem a maior parte dos imigrantes, mais Calgary que tem um crescimento forte por causa do boom do petróleo. |
| 56 | Quebec, QC | |
| 58 | Winnipeg, MB | |
| 68 | Edmonton, AB | |
| 71 | Toronto, ON | |
| 75 | Vancouver, BC | |
| 95 | Calgary, AB | |
| 115 | Montreal, QC |
Low Crime/Baixa criminalidade
| Posição | Cidade, Província | |
| 27 | Ottawa, ON | Esta me surpreendeu porque mesmo que eu saiba que o que se mede a é criminalidade em geral, tem vezes que não tem nenhum homicídio em Québec. Edmonton e Winnipeg tem a problemática das primeiras nações. São "índios" que recebem dinheiro do governo, não têm perspectiva de vida e bebem ou se drogam, causando violência. Pensei que Calgary tivesse uma repercussão maior desse problema. Vancouver tem gangues de asiáticos que disputam o poder e o tráfico de drogas. |
| 37 | Calgary, AB | |
| 38 | Quebec, QC | |
| 61 | Toronto, ON | |
| 94 | Montreal, QC | |
| 109 | Edmonton, AB | |
| 123 | Vancouver, BC | |
| 130 | Winnipeg, MB |
Doctors/Médicos
| Posição | Cidade, Província | |
| 18 | Ottawa, ON | Esse critério eu gostei porque confirma certinho o que o meu instinto já dizia. Quanto menores as cidades, maior a tendência de ter uma boa relação de médicos por mil habitantes. Isso tende a dar um melhor qualidade do sistema de saúde. |
| 22 | Quebec, QC | |
| 46 | Edmonton, AB | |
| 46 | Winnipeg, MB | |
| 59 | Calgary, AB | |
| 60 | Vancouver, BC | |
| 75 | Montreal, QC | |
| 110 | Toronto, ON |
Weather/Clima
| Posição | Cidade, Província | |
| 25 | Toronto, ON | Mais uma confirmação do que eu suspeitava, e dessa eu ri! Vancouver tem o inverno mais ameno do Canadá, mas tem muitos dias de chuva! Ela já tem tanta fama que já ganhou o apelido de Raincouver. Mas se lá chove muito, aqui chove, neva mais que todas as outras, venta e ainda é úmida! Montréal e Ottawa têm menos neve que Québec e uns 2 a 3 graus a menos na média de temperatura de inverno. Calgary e Edmonton têm ainda menos neve, mas o clima é louco! A temperatura fica mais baixa que as demais, mas o clima seco ameniza a sensação térmica. Winnipeg eu não conheço, mas Toronto nem junta neve! |
| 36 | Winnipeg, MB | |
| 41 | Edmonton, AB | |
| 65 | Ottawa, ON | |
| 71 | Calgary, AB | |
| 94 | Montreal, QC | |
| 106 | Vancouver, BC | |
| 184 | Quebec, QC |
Jobless rate/Desemprego
| Posição | Cidade, Província | |
| 28 | Quebec, QC | Tem gente que diz que a baixa taxa de desemprego de Québec e de Ottawa é devida ao fato de serem capitais e que os cargos públicos mascaram a taxa. Eu discordo porque conheço uma boa quantidade de brasileiros que conseguiram empregos em órgãos governamentais. Logo, são vagas de emprego que também estão disponíveis como as outras. Edmonton e Calgary ficam em boas posições também por causa do boom puxado principalmente pelo petróleo. As três com mais desemprego são ironicamente as que mais atraem imigrantes por verem mais vagas nos anúncios. O que não se vê, entretanto, é a quantidade de concorrentes. A taxa de desemprego é do mercado todo e não de um setor particular, mas serve para abrir os olhos de que não se pode ver só um lado da moeda. De tempos em tempos chega gente aqui em Québec porque conseguiu o emprego que não conseguiu em Montréal, mas não vejo o inverso. Um amigo de Ottawa diz a mesma coisa de lá. |
| 33 | Edmonton, AB | |
| 42 | Calgary, AB | |
| 47 | Winnipeg, MB | |
| 60 | Ottawa, ON | |
| 112 | Vancouver, BC | |
| 156 | Toronto, ON | |
| 175 | Montreal, QC |
Culture/Cultura
| Posição | Cidade, Província | |
| 1 | Vancouver, BC | Achei interessante como transformaram algo que tende a ser subjetivo em números objetivos. É, entretanto, baseado no percentual de pessoas que trabalham em artes, cultura, recreação e esportes, o que não cobre tudo relativo a cultura. Bom, novamente, vantagem para as três maiores, seguido da capital federal e de Québec, que foi onde a colonização da América do Norte não hispânica começou. |
| 5 | Montreal, QC | |
| 6 | Toronto, ON | |
| 7 | Ottawa, ON | |
| 17 | Quebec, QC | |
| 25 | Calgary, AB | |
| 38 | Edmonton, AB | |
| 44 | Winnipeg, MB |
Com isso, espero que tenham mais subsídios para decidirem em qual cidade pretendem morar. O melhor é que com o artigo da revista, com o do Rafael e com o meu, vocês têm como dar seus próprios pesos a cada critério segundo seus interesses e criar conceitos pessoais para cada cidade. A escolha nunca vai ser totalmente precisa, mas imigrar é também correr riscos e saber se ajustar a novos rumos.
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Portas fechadas e janelas pequenas
Dessa vez as portas da imigração foram fechadas, mesmo que temporariamente. Dizem que o backlog/fila já está grande demais para continuar crescendo, por isso o caráter temporário da medida. Era uma tendência previsível e desesperadora para quem sonha em vir morar aqui. Diante disso, o que resta a fazer é estudar as alternativas e ver se alguma delas é viável.
Ao contrário do processo federal, o congelamento do processo do Québec não foi total. Mas ao que parece, o que escapou não é viável para a maioria. A interpretação da medida causou confusão. Para mais detalhes, veja esse documento.
Antes de discutir as possíveis alternativas, gostaria de fazer a minha interpretação do que tenho ouvido e lido do governo em relação a política de imigração por esse tempo que estive aqui.
Para eles, o processo atual é muito ineficiente comparado ao de outros países que também têm necessidade de imigrantes. Estudos mostram que fatores como o domínio do(s) idioma(s), idade e a experiência afetam a propensão do imigrante a ser bem ou mal sucedido. Então, ao invés de continuar com um fluxo grande de candidatos a serem processados, custando caro e congestionando a fila, deveriam ser mais seletivos e trabalhar com menos candidatos e que são melhores.
Outro problema é que existe uma etapa intermediária que causa distorções entre o que o mercado precisa e o que o governo está provendo como mão de obra imigrante. O sistema atual cria uma lista de profissões que são de alta demanda, mas não leva em consideração alguns aspectos. Por exemplo, se a profissão é regulamentada e exige demais para que o profissional esteja em condição legal para exercê-la.
Uma solução é ter a ligação direta entre a empresa e o candidato. Esse processo já existe há alguns anos e o governo disse querer que seja intensificado. Um exemplo disso são as missões de Québec. O prefeito incentivou empresas de TI a virem se estabelecer aqui em Québec. Para suprir a demanda de mão de obra, criaram uma instituição chamada Québec International. Eles faziam missões em países francófonos e agora estão fazendo também no Brasil depois do sucesso da primeira. Muitos dos que foram contratados nessa primeira missão já estão aqui trabalhando com visto temporário e deverão pleitear o visto de residente permanente na categoria de Experiência Canadense. Parece que Alberta está começando a investir nessa modalidade também. Infelizmente, essa modalidade é tão restrita que nem mesmo certas carreiras da área de TI são autorizadas pelo governo a terem um visto de trabalho temporário. É algo bem específico mesmo.
Algumas pessoas da lista Canada Immigration Brazil têm relatado suas experiências na modalidade self-employed. É restrita, demorada e parece que depende da capacidade do candidato de demonstrar que tem uma contribuição útil e relevante ao país.
Existe o processo de Manitoba, descrito nessa postagem mas até o momento, não tive notícia de ninguém que tenha tentado essa alternativa.
Outra possibilidade é a de fazer algum estudo pós-secundário em algum curso que permita que o cônjuge receba um visto de trabalho temporário aberto a qualquer emprego. Depois do prazo mínimo, esses entrariam também pela categoria de Experiência Canadense. Conheço casais que fizeram isso para antecipar a vinda enquando terminavam o processo do visto de residente permanente pela modalidade skilled worker. O problema dessa via é que o estudo não tem nem o custo subsidiado do Québec, nem mesmo o de canadense. Para estudante estrangeiro, o custo é mais alto. Mas se o cônjuge conseguir um bom trabalho, pode ser que o orçamento se equalize.
E também, existe sempre a possibilidade de conseguir um emprego direto com alguma empresa que "patrocinaria" o visto de trabalho temporário. Isso é o que muitos procuram, mas é complicado. A empresa tem que tem uma necessidade extrema para recrutar, ir atrás de saber como obter o visto, pagar, esperar ao menos 4 meses e pegar alguém que normalmente não domina o idioma e nem se pode ao certo confirmar se os dados do CV são verdadeiros. É bem mais fácil contratar algum nativo, desde que não esteja em alta escassez.
Possivelmente existam outras formas de se imigrar para cá. Eu não estudo esse assunto e o que listo aqui é apenas o que vejo por alto, portanto, nem mesmo confiem no que digo . O ideal mesmo é ir direto à fonte como, por exemplo, o site do Citoyenneté et immigration Canada/Citzenship and Immigration Canada. No mais, se estiver realmente difícil vir para cá, já pensaste em ir para a Austrália? Eu cheguei a analisar essa possibilidade mas desisti porque lá não tem o inverno daqui e só falam um idioma! Metade brincadeira, mas metade verdade mesmo!
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terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Mudanças no processo do Québec
Como avisado pelo Gilles do BIQ (Bureau d'Immigration du Québec) e relatado nessa postagem, o processo do Québec mudou. A diferença mais impactante é que antes o nível do francês e inglês declarado na demanda de CSQ era validada na entrevista.
Agora, o candidato tem que mandar o(s) teste(s) de proeficiência junto dos outros documentos para começar o processo. Isso significa que não vai mais ser possível "ganhar tempo" dando entrada no processo mais cedo e continuar estudando francês para atingir o nível requerido até a entrevista. Pior é que, além de aumentar os custos, corre o risco de não dispensar a entrevista. Isso não é oficial e sim a minha interpretação do aviso do BIQ que copio no final da postagem.
Algumas pessoas perguntaram nas listas se os candidatos tinham que fazer também um teste de proeficiência em inglês. Não faz sentido, visto que o governo do Québec quer justamente o contrário que é promover o francês. Mas fica a alternativa de quem sabe inglês para ganhar alguns pontos a mais caso sejam necessários. Isso existe também no processo federal, embora acredite que seja raramente usado e que seria ao inverso: fazer o teste em francês para ganhar pontos extra.
Segue o aviso do BIQ:
Bom dia,
Pedimos a gentileza de tomar conhecimento das mudanças referentes ao processo de envio das demandas de imigração ao
Escritório do Québec em São Paulo:
- Informamos que o Ministério de imigração e das comunidades culturais do Québec determinou a reorganização das operações dos escritórios localizados em territórios estrangeiros. Em razão destas mudanças, as atividades do Escritório de Imigração do Québec em São Paulo serão transferidas ao México e, a partir de 1° de janeiro de 2012, será necessário enviar as demandas de certificado de seleção diretamente ao escritório de Imigração do Québec no México, no endereço abaixo:
Délégation générale du Québec
Bureau d’immigration du Québec à Mexico
Av. Taine 411,
Col. Bosque de Chapultepec (Polanco)
México, D.F.
11580 Mexique
As atividades de promoção, bem como as entrevistas de seleção, continuarão a ocorrer no Brasil.
- Todos
os novos candidatos à imigração na categoria “Trabalhadores
Qualificados” que
desejam obter pontos no quesito “conhecimento de francês” (tanto o
requerente principal como o cônjuge), bem como de inglês (apenas para os
requerentes principais), deverão, a partir de agora, demonstrar seus
conhecimentos em expressão e em compreensão orais
apresentanto, no momento do envio de sua demanda, os resultados de um
teste de competências lingüísticas realisado através de um
estabelecimento reconhecido pelo Ministério. Os testes aceitos são, para
o francês: DELF ou DALF ou TCFQ ou TCF ou TEFaQ e, para
o inglês, o IETLS. Para mais informações sobre os testes requeridos,
consulte:
- Para os testes TCFQ, TCF, DELF e DALF: www2.ciep.fr/tcf/Centres/
Liste.aspx - Para os testes TEFaQ e TEF: www.fda.ccip.fr/tef/centres
- Para o teste de inglês IELTS: www.ielts.org
- Para os testes TCFQ, TCF, DELF e DALF: www2.ciep.fr/tcf/Centres/
A aplicação das novas regras se aplica às demandas recebidas
no escritório a partir de 7 de Dezembro de 2011.
Para obter informações sobre o processo, acesse
www.imigrarparaquebec.ca
Atenciosamente,
Bureau d’Immigration du Québec à São Paulo
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quarta-feira, 30 de novembro de 2011
E as portas do Canadá se fecham mais...
Alexei Nostradamus previu mudanças no processo do Québec nessa postagem de julho de 2010. Aconteceu mais ou menos o que eu escrevi. Transcrevo aqui o texto que uma pessoa da École Québec (que pediu para não ser identificada) mandou para uma das listas de imigração sobre a conversa que ela teve com o Gille do Bureau d'immigration du Québec.
Salut tout le monde,
Conversei
com Gilles ontem a noite depois da palestra sobre imigração. Fiquei
sabendo de umas coisas que quero comunicar para vocês.
A partir de janeiro ou fevereiro,
o escritório de imigração do Québec ficará em Mexico City. Assim, o
processo vai demorar mais ainda.
Também,
em janeiro ou fevereiro, começarão a obrigar os candidatos à imigração a
fazer a prova de francês. Isso também deixará o processo mais demorado
pq vocês terão que atingir o nivel de francês necessário antes de mandar
a documentação. Hoje, vocês podem mandar a documentação com nivel menor
e continuar estudando para ter o nivel de francês necessário no
dia da entrevista.
Porque?
O Primeiro Ministro do Québec, Jean Charest, pediu para a Ministra da
imigração diminuir o orçamento ainda mais. Não é que eles não querem
mais imigrantes, mas eles não querem gastar tanto com eles. E não é que
eles querem menos Brasileiros. O escritorio de Paris vai ser em
Montréal. Estão simplesmente diminuindo os gastos.
Gilles me disse também que acha que o processo federal não vai ser mais rápido ano que vêm. Tomará que ele esteja errado!
Conclusão:
Recomendo aos que tem condição de mandar o dossiê en janeiro (que tem
como conseguir os documentos necessários e que jà tem um tempinho de
francês), mandarem em dezembro mesmo.
Se vocês estiverem na dúvida se podem mandar ou não, me liguem
na escola. Meus horários até 22/12:
2a, 4a e 6a: 14 às 19 (a menos que esteja dando aula)
3a e 5a: 10 às 19 (também a menos que esteja dando uma aulinha)
Bonne chance à tous!
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domingo, 23 de outubro de 2011
Metablog de imigração para o Canadá
Você sabe o que é um metablog? Eu nunca tinha ouvido falar do conceito, mas faz sentido. O Thiago Mattos é um estudante de jornalismo e para o seu trabalho de conclusão de curso, ele resolveu fazer análises de casos de imigração de brasileiros para o Canadá.
Através de uma entrevista via Skype, ele estuda a estória da imigração desde a motivação até os resultados atuais desse processo, passando também sobre a questão da participação dos nossos blogs nessa aventura. O resultado é um raio-x bem objetivo e fiel de cada caso e blog, que é adicionado ao seu blog sobre blogs! Por isso o nome de metablog.
Nessa postagem ele explica melhor a sua ideia e essa postagem é a sua visão desse nosso blog rapaduresco e da nossa entrevista. Para quem quer conhecer outros blogs, eis uma fonte a ser acompanhada.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Colocando o pé no chão
Agradeço muito toda a energia positiva de todos vocês que torcem por nós e comemoram cada conquista como se fossem de um irmão. É algo realmente forte e emocionante. De certa forma, os imigrantes e futuros imigrantes têm esses laços fortes que nos torna irmãos mesmo. Mas...
Desculpem ser estraga prazeres. É que vejo novamente a necessidade de colocar o trem nos trilhos para voltar a ficar de bem com a minha consciência. Sinto que mais uma vez estou criando uma imagem da imigração como um mar de rosas, uma panacéia, algo que é obviamente a melhor coisa a ser feita.
Infelizmente, a nossa história de imigração é totalmente atípica e não deve ser tomada como referência. Acho que não vão mais haver processos de imigração de somente 6 meses como o nosso. É raríssimo ver alguém ser contratado ainda no Brasil, ainda mais com um bom salário que propicia uma boa qualidade de vida. Nem todo mundo se adapta tão bem, gostando do inverno e suportando bem a saudade. Muitos não conseguem comprar um carro e poucos conseguem comprar uma casa.
Não digo que não consigam uma boa imigração e sejam felizes. Mas não criem muitas expectativas com isso porque a decepção pode ser grande. Tem gente que volta imediatamente quando se vê em uma situação completamente diferente da sonhada e tem gente que vive maus momentos aqui. Já vi separações, gente à beira da falência, gente já com cidadania canadense voltando ao Brasil por não suportar a saudade, dentre outras histórias infelizes.
Uma estória mais típica de imigração que pode servir melhor de referência e que vai ajudar a ter expectativas mais seguras é a do casal brasileiro Patrick e Valéria na série de vídeos J'adopte un pays/Adoto um pais, primeira temporada. Vejam a série nessa página, na parte de baixo onde diz "Saison 1".
Vi essa série toda ao menos três vezes e me colocava na pele do Patrick em todas as dificuldades: quando fazia entrevistas de emprego e mal conseguia falar em francês, quando teve que lavar pratos para pagar as contas, quando alugou um apartamento pequeno e velho em um bairro longe e "violento" de Montréal, quando andava muito no frio do inverno, quando falavam de saudade, etc.
Lembro de ter lido em um blog uma postagem chamada reality check/checagem de realidade. O autor dizia para avaliarmos nossa empregabilidade e outros aspectos com uma visão mais crítica, sem a superestima que naturalmente criamos. Um teste exemplo é assistir filmes em francês e/ou inglês sem legendas para avaliar o aspecto comunicação.
Dessa forma, eu vim para cá com expectativas bem baixas e preparado para o pior. A probabilidade de uma decepção e volta ao Brasil é menor assim. O medo às vezes atrapalha, mas às vezes é quem evita que soframos. Relembrem a girafa: Cabeça nas núvens mas os pés no chão!
terça-feira, 29 de março de 2011
Conheça as cidades canadenses através de quem mora nelas: Ottawa por Carlos Last
Agora a série "Conheça as cidades canadenses através de quem mora nelas" chega à capital federal. Carlos Last descreve porque escolheu Ottawa como seu novo lar, bem como outros aspectos.
http://immigrationcanadatips.com/immigrant-talk-carlos-last-from-ottawa/
http://immigrationcanadatips.com/immigrant-talk-carlos-last-from-ottawa/
terça-feira, 15 de março de 2011
Conheça as cidades canadenses através de quem mora nelas: Vancouver por José Szücs
Dando continuidade à série "Conheça as cidades canadenses através de quem mora nelas", temos agora o ponto de vista de José Szücs sobre Vancouver, a bela cidade de clima ameno que por mais de uma vez foi eleita a melhor cidade do mundo para se viver.
http://immigrationcanadatips.com/immigrant-talk-jose-szucs-from-vancouver/
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Conheça as cidades canadenses através de quem mora nelas: Edmonton por José Santos
Dando continuidade à série "Conheça as cidades canadenses através de quem mora nelas", temos agora o ponto de vista de José Santos sobre Edmonton, a capital de Alberta, a província do petróleo apelidada de Alberta Saudita.
http://immigrationcanadatips.com/immigrant-talk-jose-santos-from-edmonton/
sábado, 29 de janeiro de 2011
Conheça as cidades canadenses através de quem mora nelas
Estamos começando um projeto em parceria com os autores do blog Immigration Canada Tips com o intuito de mostrar pontos de vistas de diferentes tipos de pessoas que moram nas cidades canadenses mais visadas à imigração, em relação a estas. Em um formato de entrevista, os leitures poderão "sentir" cada cidade através das respostas às questões pertinentes.
Nossa intenção é de fazer uma primeira rodada de uma pessoa por cada uma das cidades mais visadas, como por exemplo: Québec, Montréal, Ottawa, Toronto, Calgary e Vancouver. Depois, tentaremos obter pontos de vistas de pessoas que moram nas mesmas cidades, mas que possuem perfis diferentes para dar diversidade às opiniões.
Aproveito para divulgar o blog Immigration Canada Tips que tem algumas características que o fazem ser diferente. Cito duas: É focado em dicas para imigrantes; É escrito por um grupo de pessoas, o que dá diversidade de opinião e de estilo;
A primeira cidade é Québec e o entrevistado, por acaso, sou eu.
Boa leitura: http://immigrationcanadatips.com/immigrant-talk-alexei-from-quebec/
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Nota 10
No trabalho, nós temos uma reunião periódica individual com o chefe. No começo, serve para dar diretrizes de como tudo funciona. Depois, passa a ser uma espécie de feedback bidirecional. No meu caso, rapidamente passou a ser uma reunião de discussão de sugestões de melhoria de processos e ideias novas que tenho. Nessa última reunião, ele disse que estavam muito contentes de terem me contratado porque, além de outros fatores positivos, eu era proativo e contribuia com algo a mais. Isso não me altera muito. Tenho os pés no chão. Mas é bom saber que sou bem visto na empresa.
Mas hoje, na reunião com a professora da Lara, fui pego de surpresa. Elogio para cá, elogio para lá, e eu continuava indiferente na estória achando que era gentileza da parte dela, que dizia isso para todos os pais. Mas, dentre outros detalhes que provavam o contrário, o mais forte foi o ela contou que disse para a turma toda.
"Crianças, vocês sabem que a Lara está aqui há menos de um ano. Vocês a acompanharam desde quando ela chegou e sabem que ela não falava nada de francês. O boletim dela está cheio de notas altas, mas particularmente em leitura, ela foi a única da turma a conseguir 100%. Isso quer dizer alguma coisa, não?"
Sim. Quer dizer muito! Quer dizer que chegamos aqui cheios de medo, incerteza e assustados com tanta mudança. Mas Deus tem sido tão bom para nós que no Brasil eu não chorava por nada e aqui, acho que é a terceira vez que eu choro. Isso acontece por me preparar tanto para as dificuldades e ser pego de surpresa com esses presentes divinos. Eu não tenho nem como descrever esses momentos. As vezes é até uma coisa boba como ver o sol se pondo enquanto escuto uma música no carro, ver uma árvore dourada do outono, o vento no rosto quando desço a ladeira de bicicleta, etc.
Desculpem o sentimentalismo da postagem, mas imigrar é isso também. Adversidades, provações, mas também superações e recompensas. Que as graças de Deus acompanhem suas caminhadas também.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Serviços de utilidade pública de outros blogs 2.0i
Se outros já escreveram melhor do que eu escreveria, não faz sentido eu gastar bala com o assunto. Porém, acho interessante repassar para vocês, então ai vai outra leva de redireções a postagens de outros blogs:
Primeiro uma palestra que eu considero imprescindível para todos os imigrantes, sejam futuros, atuais, que vão procurar emprego, que já trabalham ou mesmo os que nem vão trabalhar. Infelizmente é em inglês, mas o palestrante fala bem explicado. Eu, a Denise e outros que venham a aceitar a missão vamos traduzir essa palestra para que mais pessoas possam ter acesso a ela. O conterrãneo Chuck, ou Tarcizo fez alguns comentários sobre ela nessa postagem.
Estão querendo ressuscitar o Nordiques, o time da liga nacional de hockey que existia aqui em Québec. Para isso, o primeiro passo é a construção de um anfiteatro multifuncional de porte adequado. O amigo que mora aqui, Idevan, resumiu muito bem a estória, inclusive com fotos nessa postagem do seu blog.
Primeiro uma palestra que eu considero imprescindível para todos os imigrantes, sejam futuros, atuais, que vão procurar emprego, que já trabalham ou mesmo os que nem vão trabalhar. Infelizmente é em inglês, mas o palestrante fala bem explicado. Eu, a Denise e outros que venham a aceitar a missão vamos traduzir essa palestra para que mais pessoas possam ter acesso a ela. O conterrãneo Chuck, ou Tarcizo fez alguns comentários sobre ela nessa postagem.
Estão querendo ressuscitar o Nordiques, o time da liga nacional de hockey que existia aqui em Québec. Para isso, o primeiro passo é a construção de um anfiteatro multifuncional de porte adequado. O amigo que mora aqui, Idevan, resumiu muito bem a estória, inclusive com fotos nessa postagem do seu blog.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
E a porta do Canadá se fecha mais
Eu peço desculpas pelo atraso nas postagem de notícias como a do terremoto e esta. Da próxima vez vou escrever algo curto mesmo para ser publicado no mesmo dia.
Bom, a novidade não foi nada boa para quem ainda vai começar o processo de imigração para vir morar aqui. O governo canadense fez outra mudança no processo federal e reduziu a já curta lista de 38 profissões admissíveis em vigor desde 27 de fevereiro de 2007 para somente 29 nos processos recebidos a partir de 26 de junho de 2010. Eis a página oficial e esse é um artigo com a explicação do ministro.
A única profissão da área de informática foi sumariamente extinta. Ela tinha uma grande fatia dos processos pela facilidade de se conseguir emprego e falta de regulamentação, que permite começar a trabalhar imediatamente sem burocracia. Isso pegou muita gente de surpresa e causou uma enorme frustração em quem se preparava para começar a materializar o sonho.
Alexei Nostradamus prevê o seguinte: a quantidade de processos do Québec vai aumentar e o percentual de pessoas que vai fazê-lo com intenção de ir para outras províncias também. Grande dedução, mestre! Ohh!! Agora já especulando bastante e sem nenhuma base, eu penso que o processo do Québec pode acabar mudando também para se adequar à essa nova realidade. Algumas ideias nebulosas que passaram pela minha cabeça: acabar com as entrevistas e exigir teste de proeficiência; aumentar o grau de exigência desse teste para não precisar gastar com a francisação. Esse ponto também favoreceria a redução da utilização desse processo como porta dos fundos para ir para outra província, já que os candidatos teriam que investir mais no francês. Outra coisa que poderia acontecer também é aderir ao modelo de lista fechada de profissões, a exemplo do processo federal. Em compensação, eu maneraria na queda abrupta de pontuação da idade após 35 anos.
Não se desesperem pelos meus devaneios agourentos, mas também não se confiem de que as portas vão sempre estar abertas porque, como podemos ver, os processos se adaptão às mudanças de cenário.
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sexta-feira, 25 de junho de 2010
Serviços de utilidade pública de outros blogs
Juntei um lote de postagens úteis em relação à imigração, desde o mais geral para o Canadá, até o mais específico para nossa cidade, Québec. Bom proveito.
Imigração para o canadá: por onde começar?
Onde ficar durante o primeiro mês em Québec.
Locação de imóvel: guia para imigrantes.
Canadá, um pais, duas nações.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Criando um belo plano de imigração...furado!
Pô, cearense! Ao invés de dizer como fazer um bom plano, tu vai dizer como fazer um plano furado! Bom, evitando os erros estamos na direção dos acertos.
Na verdade, não tem regra porque cada caso é um caso bem particular. Também muita coisa do que vou dizer aqui não é necessariamente errado, desleixo, mancada, furo, ingenuidade, falta de informação, brabice, lezeira, etc. Eu mesmo fiz várias dessas coisas e no final saiu tudo muito bem. Apenas, tenho visto muitos casos de imigração, suas decisões e consequências. Também já vi muita frustração de quem fica e de quem acaba voltando, dizendo que o Canadá não passa de uma grande mentira. Daí, acho interessante no mínimo que vocês tenham conhecimento de alguns pontos e que talvez possam melhorar o plano de vocês. Vamos a eles:
- Época de chegada: Começando pelo mais importante que é o primeiro emprego. Tem profissões que tem mais procura de emprego em determinada época do ano, que não é necessariamente a mesma para outras. Um fator é o período prolongado de férias de verão. Ele esquenta para algumas atividades como as ligadas a turismo e atividades de lazer, mas alguns projetos esfriam porque muita gente tira férias. Vale a pena pesquisar para a sua área.
Chegar logo de cara no inverno pode ser um peso desnecessário. Já temos que comprar as roupas caras de inverno logo, fica escuro às 16h30, não dá tempo de se adaptar ao frio e não é legal fazer transporte de móveis e eletrodomésticos grandes no frio.
As garderies começão a abrir vagas um pouco antes do verão porque depois das férias algumas crianças atingem a idade mínima para começar a estudar nas escolas.
Quem pretende entrar no curso de francisação não quer chegar muito antes para não esperar demais, mas se chegar perto demais, pode ficar sem vaga. Isso varia também de cidade para cidade.
- Procura do primeiro emprego: Dizem que um currículo fora do formato daqui corre sério risco de ir para a lata de lixo (do Windows !) sem nem ter sido lido. ˝Poxa, o cara não se deu nem o trabalho de saber como é que se faz um currículo!˝, pensa o analista de RH. Isso pode prolongar desnecessariamente essa fase. E pouco ou muito, mas o nível de idioma quase sempre atrapalha. Estude muito! Ainda não vai ser suficiente!
- Falta de informação: Neste quesito, existem inúmeras possibilidades. Não pesquisar a área de trabalho na cidade escolhida, não saber o que precisa fazer para exercer a profissão, quando é regulamentada (acreditem, tem gente que só descobre quando chega). Tem gente que morre de medo do frio daqui. Eu mesmo era um deles! Mas por outro lado, tem muitos o subestimam e negligenciam o fato de que vão passar meses de frio extremo todo ano, como se não fosse motivo suficiente para trazer arrependimento.
- Expectativas e frustração: É muito chique morar em pais desenvolvido, primeiro mundo, América do Norte, um quase-que-moro-nos-estados-unidos, etc. Dá para criar mil expectativas de ter uma casona com um gramado na frente, uma lareira para o natal, um Corvette na garagem, etc. Principalmente quem tem um padrão de vida muito bom no Brasil. Tudo bem, eu peguei pelo extremo, mas para muitos, o que acontece é o extremo oposto: desempregado gastando em dólar o que juntou em reais, sem nome no mercado, sem passado, sem amigos (ou quase), sem família, quase surdo-mudo por causa do idioma, andando de ônibus e a pé no frio, em um apartamento pequeno que às vezes só tem o banheiro separado e o resto é um cômodo só, e por aí vai. Para quem é humilde, essa ˝queda˝ não representa problema nenhum. Porém, muitos se sentem em uma situação humilhante pois se vêem como ricos que viraram pobres. E o que a família e os amigos no Brasil vão pensar? Será que você está disposto a pegar um survival job/emprego básico(˝bico˝)?
Também nessa linha de raciocínio, existe a fórmula que diz que a satisfação é diretamente proporcional à boa experiência percebida, mas inversamente proporcional à expectativa criada. Seguindo essa fórmula, o ideal seria se concentrar para superar o lado ruim sem ficar sonhando muito com o lado bom, até porque, como já escrevera (adoro o mais-que-perfeito !) em outra postagem, aqui não é o céu.
- Contar com o incerto: ˝Eu vou morar ali porque assim que chegar vou logo comprar um carro˝. ˝Desculpe, senhor, mas o banco não financia para quem não tem histórico de crédito.˝ Ops! ˝E nós pagaremos essa conta com os 460$/mês da francisação˝. ˇLamento, mas não tem mais vagas nessa turma. Agora só no outono!˝. ˝E todo mundo diz que vou estar contratado em no máximo dois meses, já que sou de TI.˝. Não sei de onde tiraram essa regra que serve para todo profissional de TI com toda essa certeza! Já vi um caso do cara passar anos como faxineiro e nunca mais ter exercido a profissão que tinha de TI. Tendencia, sim. De fato. Mas certeza, não dá. Até porque depende da área de atuação específica e também da cidade.
- Superestimar a empregabilidade: Pegando o gancho do assunto anterior, tem empresa aqui doida para contratar mas não encontra gente para a vaga. Tem deles que diz que o cara não precisa nem falar inglês, nem francês. Pode falar até tagalo (idioma falado nas Filipinas). Mas muitos desses casos são de procura de profissionais bem qualificados, que têm uma excelente experiência. À medida que o nível de exigência baixa, o universo de candidatos fica maior e os canadenses começam a levar vantagem em relação aos imigrantes. Por isso, não contem que vai continuar sendo gerente quando chegar aqui, ou na mesma função, ou que vai ter uma rede de contatos boa como a que tinha no Brasil.
Também não é bom apostar em um bom salário e se comprometer com gastos altos porque o aluguel, por exemplo, quase sempre é de no mínimo um ano. Como também se comprar aquele carrão à vista e o emprego demorar, pode ser que esse dinheiro faça falta. E também acabam aparecendo contas imprevistas como possíveis (depende da instituição) taxas extras caso não possa pegar os filhos no meio da tarde na escola ou garderie/creche. Então, bote uma folga no orçamento.
- Não incluir toda a família no projeto: A vida da família toda vai mudar, então, todos devem estar incluidos no projeto. Se, por exemplo, o cara está trabalhando, com o idioma bom e bem integrado à sociedade mas a esposa que queria trabalhar ou estudar só fica trancada dentro de casa, sem aprender o idioma e isolada da sociedade, isso tende a se tornar um problema. Para muitos, não necessariamente o trabalho é essencial, mas ter alguma ocupação que tenha interação social é importante como estudar ou fazer trabalho voluntário.
No caso do ex-profissional de TI que virou faxineiro foi o contrário. A família toda estava há anos bem estabelecida e amando o Canadá mas ele, depois de 5 anos como faxineiro aqui, pensava em voltar para o Brasil.
Eu sei que estou pegando pesado e às vezes soa exagerado. É porque para muitos acontece tudo de bom e tomara que seja o seu caso, mas para outros, é realmente uma péssima experiência e muito se deve ao que acontece ainda antes de vir para cá. Por isso que de tempos em tempos eu perco alguns leitores por falar de coisas ruins, mas posso continuar dormindo de consciência tranquila.
Ter a cabeça nas nuvens, mas os pés no chão não é para qualquer um, já dizia a girafa!
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sábado, 10 de abril de 2010
Quebrando mitos
Apesar de não ser exatamente a tradução, quando vejo esse título, só lembro da música do Peter Frampton que diz: "...and we're breaking all the rules...". E por coincidência, procurei no no Youtube para ouvi-la e vi este vídeo que achei relacionado com o post.
Antes, durante e depois de cruzar a linha do Equador, vivemos em contato com outros imigrantes, atuais ou futuros. E com isso, acabamos absorvendo muita informação valiosa, mas também nos prendendo a mitos. Tem uma frase que eu acho muito boa para abrir a mente: "Não sabia que era impossível, foi lá e fez. Logo, o impossível só existe na nossa mente". Não sei se é mania minha de fugir do convencional, mas muita coisa saiu dos padrões nessa imigração. Nisso, acabei quebrando alguns mitos. Vejamos:
1. Quem faz o processo federal não pode ir para o Québec / Muitas coisas no Québec só são feitas com o C.S.Q.
Essa me deu muito trabalho desde quando seguiamos o processo, pois esses casos são raros e não tinhamos muita informação. As próprias pessoas que trabalham na imigração me disseram que eu não poderia (vejam esse post).
No final da estória, a única diferença é que quem não tem o C.S.Q. paga os cursos pós-secundários como alguém de outra província durante o primeiro ano de moradia, mas não como extrangeiro.
2. Rapaz! Você é doido! Como é que você vai morar em uma cidade fria como aquela! Passei uns dias lá e te digo: você não vai detestar. / Como é que você sai de uma terra quentinha como o Brasil para vir morar aqui? Aqui só tem neve e gelo! Não foi uma boa escolha.
Que é bem frio no inverno, é mesmo. Tem muita gente que vai até se arrepender de ter vindo. Realmente, acho que quem puder deveria vir primeiro para sentir -34 graus de sensação térmica, porque ela deixa os pés, mãos e rosto dormentes e doloridos.
Mas...tirei de letra. Passava era horas andando sem rumo definido conhecendo a cidade. Até me perdi e tive que andar 2 quilômetros no dia mais frio do inverno, mas não deixei de sair de casa para fazer uma aventura. E brincar com a neve e patinar no gelo é muito divertido. A Lara que o diga!
A foto abaixo foi tirada com zero graus e ainda passamos 5 minutos do lado de fora.
Aviso: Não tentem fazer isso em casa. Os integrantes dessa foto são profissionais treinados para isso. Ninguém foi ferido durante a execução desse espetáculo.
3. Quem não tem o histórico de crédito não pode alugar um apartamento / ... só pode alugar com um fiador canadense / ... tem que deixar cheques de garantia para X meses / ... tem que lutar muito para achar alguém que se disponha a correr o risco de alugar.
No primeiro apartamento que tentei alugar, a mulher da imobiliária disse que todas as imobiliárias exigiriam um fiador canadense. Depois amenizou dizendo que poderiam existir algumas imobiliárias pequenas que trabalham com umas áreas mais pobres da cidade que aceitassem. Revejam neste post.
Porém, simpatizei muito como apartamento onde moramos, que foi a segunda tentativa, e não colocaram nenhuma dificuldade. E olhe que fica somente a uns 500 metros do primeiro, na mesma área nobre da cidade.
4. Sem histórico de crédito, não podemos comprar um carro financiado.
A primeira concessionária que eu contactei por telefone me disse que ninguém faria financiamento sem histórico, somente com fiador. Devia ter copiado e colado esse trecho do texto do aluguel do apartamento!
Na segunda concessionária também da Kia, eu paguei só 3.000$ e financiei 11.000$ em dois anos e com juros de 0%. E aqui vendem carros com juros de 0% durante até 5 anos!
Talvez o fato de eu ter um emprego tenha mudado a situação. E eles dividiram o valor do aluguel do apartamento por dois adultos (eu e a Mônica), para avaliarem o comprometimento do orçamento em relação ao salário e isso pesou positivamente também para o nosso caso. Detalhes neste post.
5. Sem a carteira de motorista do Québec, não podemos comprar um carro / ... não podemos fazer o seguro que é obrigatório para licenciar o carro / ... faz com que o preço do seguro do carro fique proibitivo.
Meias verdades. Pelo que entendi, o Desjardins faz o seguro do mesmo preço para quem tem só a carteira de motorista brasileira, mas não tenho certeza. E, pelo visto, realmente o carro só pode ser licenciado se tiver um número de carteira de motorista do Québec. Acho que é assim porque a placa é associada ao dono e não ao carro. Quando trocamos de carro, a placa é mudada para o carro novo.
Por outro lado, ainda não fiz o exame prático, não tenho a carteira "de verdade" e já tenho carro em situação totalmente legalizada. O lance é que fiz o exame teórico e este já nos dá na hora uma carteira de aprendiz, provisória e de papel, mas que tem o número que é o importante. A receita está neste post.
6. Os empregadores canadenses exigem uma experiência canadense / não se consegue emprego no Canadá estando ainda no Brasil.
Posso estar enganado e não dá para generalizar, mas fica parecendo que essa estória de você não tem experiência canadense é uma forma de dizer que o candidado é equivalente aos outros, só que os outros são canadenses, se comunicam bem e já sabem como tudo funciona. Porque então quebrar a cabeça com alguém que acabou de chegar?
Depois que vi o caso de um cara que recebeu cinco convites de entrevista, escolheu os melhores e no dia seguinte já estava contratado, percebi que existem casos e casos. Ele me mandou o currículo para eu ver como era a forma, mas o conteúdo é que era o valioso. Só um doido não o contrataria! Isso me fez tirar duas certificações Java para melhorar minha empregabilidade. Antes de tirar a terceira, o "acaso" bateu na porta e quando percebi, estava mandando o contrato assinado via Fedex para a empresa. Contei o caso neste post.
Pegando o gancho dessa última quebra de mito, quero deixar bem claro que muito do que contei aqui é exceção e não quero alimentar a esperança de vocês em cima de coisas que possivelmente não vão acontecer. Às vezes me sinto fazendo propaganda enganosa, por isso o aviso. Tenham os pés no chão porque são eles que nos fazem andar e chegar onde queremos. Por outro lado, o que quero provar é que nem todo caminho improvável é impossível.
Muita gente me pergunta como é que eu fiz para conseguir isso ou aquilo, principalmente o emprego. Bem... a explicação que tenho é que não sou eu. Deus é que faz esses milagres. Por exemplo: quase não procurei apartamentos; consegui uma vaga de desistência para antecipar o exame teórico para o dia seguinte e que seria só meio mês depois; a primeira concessionária me deu um não e a outra da mesma marca aceitou e fiz as duas entrevistas que totalizaram mais de uma hora falando um francês terrível, podendo ter me expressado bem melhor em inglês. Ou seja, teve muito "acaso" e, por vezes, só o que fiz foi atrapalhar.
"Acaso é um dos pseudônimos que Deus usa para assinar suas obras". Foi o que um amigo meu me disse assim do nada, por "acaso".
domingo, 17 de janeiro de 2010
Eu posso te mandar de volta ao Brasil agora mesmo!
Saindo do avião no aeroporto de Toronto, pude ver que ele é muito grande. Fiz a filosofia de seguir a manada (muuuu!!). Tem umas esteiras móveis nas quais esqueceram de colocar a placa "veículos lentos à direita". Digo isso porque muitos brasileiros ficam parados, já que ela se move, e os canadenses passam voando.
Chegamos a umas cabines de não sei qual órgão. Neste, entregamos nosso formulário de declaração de muamba que é entregue no avião. Não achei legal preenchê-la durante o voo e tive que a preencher enquanto estava na fila. Basicamente, dizemos de onde viemos, se temos objetos comerciais (mesmo que não os vendamos), se temos dinheiro a ser declarado, etc. Não tem uma categoria de imigrantes, mas temos que preenchê-lo como todos os outros. A mulher ficou olhando para o meu passaporte e para mim. Saquei logo: -É que eu cortei o cabelo.
Meu cabelo ia até o meio das costas e agora é curto. E ela:
- Notei.
Depois, segui para o birô de imigração. Que coisa esquisita: Vim do Ceará para ficar suando a camisa em uma sala que tem até ventiladores em pleno Canadá, no meio do inverno! Bizarro.
Pois, bem. Vocês devem estar curiosos para saber o porque do título deste post. Vamos lá.
Cheguei com a minha pasta super organizada, com tudo necessário para o procedimento de landing. Aí a funcionária perguntou o meu endereço para mandar o PR card. Mostrei o endereço impresso por recomendação da Ana (vou explicar quem é em outro post) porque eles poderiam não me entender por ser francês. Aí ela perguntou:
-O que é que você vai fazer no Québec ?
-Consegui um emprego lá.
-E cadê o seu &$#& ?
-Como ?
-Para ir ao Québec você precisa do &$#&.
-CSQ ?
-Isso.
-Não tenho.
-Você não pode ir ao Québec. Você não sabia disso? Você não pode trabalhar no Québec, nem seus filhos poderão estudar lá.
-Um amigo meu disse que o governo dá uma carta de aceitação do Québec que substitui o CSQ.
-E o seu amigo trabalha na imigração? O Québec é outra coisa. Eles têm lá as regras deles e tudo funciona diferente lá.
-Não.
-Eu posso te mandar de volta ao Brasil agora mesmo, e cancelar os seus vistos, sabia? Vocês vão perder tudo o que fizeram.
Fui pego de surpresa. Passei por malandro ou desinformado. Por causa disso, nem lembrei que fui à palestra da Soraya só para perguntar se tinha algum problema e ela me disse: "Sem problema. basta fazer a conexão em Toronto e pronto. É previsto esse movimento entre os dois processos". E a Soraya é da imigração do Québec.
-O que eu faço agora então? Cancelo o voo e me estabeleço em Toronto como o meu planejamento inicial?
Disse isso mais estava imaginando perder o bom emprego e fazer um baita improviso de planos na hora. Não tinha nem o telefone de ninguém de Toronto.
-Se eu te liberar, como vou saber se vais ficar em Toronto e não vais trabalhar ilegalmente no Québec ?
Então ela se levantou e foi conversar com outro funcionário. Depois de bons segundos de expectativa, na volta ela disse:
-Vou te liberar mas não vais poder usar este endereço para o PR card. Quando você resolver este problema, mande o endereço neste formulário para você poder receber seu PR card. Enquanto isso, não vais poder sair e voltar ao Canadá por causa da falta dele. Vá tratar desse problema com o governo do Québec para resolver a sua situação senão não vais poder nem trabalhar nem seus filhos poderão estudar lá.
Pedi mil desculpas pelo transtorno e agradeci muito pela liberação, mas muito chateado por ter passado por isso, me sentindo culpado. Ainda não lembrava do que a Soraya tinha dito.
Quando cheguei aqui em Québec, fui logo à tarde ao MICC (Ministère de l'Immigration et des Communautés Culturelles) que, por sorte, fica a um quarteirão daqui. Já a funcionária de lá, muito simpática, explicou o seguinte: O CSQ é só um documento para a etapa de seleção do processo que lhe dá o visto de residente permanente. Se você já tem o visto, não faz sentido falar de CSQ. Você pode fazer tudo o que um residente permanente tem direito, tendo ou não o CSQ. A única diferença é que durante o primeiro ano, quem tem CSQ vai ter direito ao subsídio do Québec nas universidades, se você ou a sua esposa quiserem estudar, e você vai pagar como alguém que mora em outra província. A exceção desse ponto, vais ter tudo igual a quem tem o CSQ.
Poxa, passei por essa situação toda de graça! Um susto desgraçado! Ficou parecendo que fui vítima da rixa entre o Québec e o resto do Canadá.
continua...
Chegamos a umas cabines de não sei qual órgão. Neste, entregamos nosso formulário de declaração de muamba que é entregue no avião. Não achei legal preenchê-la durante o voo e tive que a preencher enquanto estava na fila. Basicamente, dizemos de onde viemos, se temos objetos comerciais (mesmo que não os vendamos), se temos dinheiro a ser declarado, etc. Não tem uma categoria de imigrantes, mas temos que preenchê-lo como todos os outros. A mulher ficou olhando para o meu passaporte e para mim. Saquei logo: -É que eu cortei o cabelo.
Meu cabelo ia até o meio das costas e agora é curto. E ela:
- Notei.
Depois, segui para o birô de imigração. Que coisa esquisita: Vim do Ceará para ficar suando a camisa em uma sala que tem até ventiladores em pleno Canadá, no meio do inverno! Bizarro.
Pois, bem. Vocês devem estar curiosos para saber o porque do título deste post. Vamos lá.
Cheguei com a minha pasta super organizada, com tudo necessário para o procedimento de landing. Aí a funcionária perguntou o meu endereço para mandar o PR card. Mostrei o endereço impresso por recomendação da Ana (vou explicar quem é em outro post) porque eles poderiam não me entender por ser francês. Aí ela perguntou:
-O que é que você vai fazer no Québec ?
-Consegui um emprego lá.
-E cadê o seu &$#& ?
-Como ?
-Para ir ao Québec você precisa do &$#&.
-CSQ ?
-Isso.
-Não tenho.
-Você não pode ir ao Québec. Você não sabia disso? Você não pode trabalhar no Québec, nem seus filhos poderão estudar lá.
-Um amigo meu disse que o governo dá uma carta de aceitação do Québec que substitui o CSQ.
-E o seu amigo trabalha na imigração? O Québec é outra coisa. Eles têm lá as regras deles e tudo funciona diferente lá.
-Não.
-Eu posso te mandar de volta ao Brasil agora mesmo, e cancelar os seus vistos, sabia? Vocês vão perder tudo o que fizeram.
Fui pego de surpresa. Passei por malandro ou desinformado. Por causa disso, nem lembrei que fui à palestra da Soraya só para perguntar se tinha algum problema e ela me disse: "Sem problema. basta fazer a conexão em Toronto e pronto. É previsto esse movimento entre os dois processos". E a Soraya é da imigração do Québec.
-O que eu faço agora então? Cancelo o voo e me estabeleço em Toronto como o meu planejamento inicial?
Disse isso mais estava imaginando perder o bom emprego e fazer um baita improviso de planos na hora. Não tinha nem o telefone de ninguém de Toronto.
-Se eu te liberar, como vou saber se vais ficar em Toronto e não vais trabalhar ilegalmente no Québec ?
Então ela se levantou e foi conversar com outro funcionário. Depois de bons segundos de expectativa, na volta ela disse:
-Vou te liberar mas não vais poder usar este endereço para o PR card. Quando você resolver este problema, mande o endereço neste formulário para você poder receber seu PR card. Enquanto isso, não vais poder sair e voltar ao Canadá por causa da falta dele. Vá tratar desse problema com o governo do Québec para resolver a sua situação senão não vais poder nem trabalhar nem seus filhos poderão estudar lá.
Pedi mil desculpas pelo transtorno e agradeci muito pela liberação, mas muito chateado por ter passado por isso, me sentindo culpado. Ainda não lembrava do que a Soraya tinha dito.
Quando cheguei aqui em Québec, fui logo à tarde ao MICC (Ministère de l'Immigration et des Communautés Culturelles) que, por sorte, fica a um quarteirão daqui. Já a funcionária de lá, muito simpática, explicou o seguinte: O CSQ é só um documento para a etapa de seleção do processo que lhe dá o visto de residente permanente. Se você já tem o visto, não faz sentido falar de CSQ. Você pode fazer tudo o que um residente permanente tem direito, tendo ou não o CSQ. A única diferença é que durante o primeiro ano, quem tem CSQ vai ter direito ao subsídio do Québec nas universidades, se você ou a sua esposa quiserem estudar, e você vai pagar como alguém que mora em outra província. A exceção desse ponto, vais ter tudo igual a quem tem o CSQ.
Poxa, passei por essa situação toda de graça! Um susto desgraçado! Ficou parecendo que fui vítima da rixa entre o Québec e o resto do Canadá.
continua...
sábado, 21 de novembro de 2009
O Québec tem um lugar para você. Pois guarde o nosso !
Assistimos a palestra sobre imigração do Québec do dia 17/11 na Unifor. A Soraya foi bem objetiva e bem honesta. Ela intercalava os pontos positivos e negativos sem mascarar, diminuir ou aumentar. Por exemplo, ela mostra uma estatística de homicídios e depois fala que o frio é bem frio mesmo. O que eu achei curioso é que a platéia ria quando via algumas disparidades gritantes entre Canadá e Brasil. Realmente, às vezes chega a ser engraçado.
Basicamente, ela deu alguma apresentação do Québec e de Montréal, mas também enfatizou as demais cidades da província. Depois, explicou a necessidade de imigrantes e de mão de obra qualificada, apresentou as vantagens e oportunidades e em seguida, explicou como saber se somos elegíveis, seguido de uma breve explicação sobre o processo de imigração do Québec.
Em algum ponto da apresentação, ela falou sobre a questão das profissões regulamentadas e das não regulamentadas. Ela passou uma lista das regulamentadas e as demais não são regulamentadas. Daí, explicou que existem procedimentos bem diversos de acordo com cada ordem profissional. Vai desde apenas fazer uma prova, passando por cursar algumas disciplinas para completar a grade mínima, até ter que fazer toda a graduação novamente. Isso não impede, por exemplo, do profissional atuar na área, mas de forma mais restrita. Por exemplo, o engenheiro pode exercer a profissão mas outro regulamentado teria que assinar os projetos. Outra possibilidade é trabalhar com pesquisa ou outras atividades correlatas que não sejam objeto da regulamentação.
A seção de dúvidas foi recheada de perguntas específicas sobre profissões. Ela dava alguma informação macro mas sempre recomendava uma pesquisa mais aprofundada nas fontes oficiais que ela já havia fornecido. Um caso extremo foi o de dentistas que perguntaram se poderiam dizer na entrevista de seleção que iriam para estudar para poder exercer a profissão. Ela explicou que é um forte convite à reprovação porque os canadenses têm ojeriza (como é que ela lembrou dessa palavra e não lembrou de "sustentar" quando precisou ?) aos usurpadores do sistema. Acontece de muitos irem como residentes permanentes para terem o subsídio do ensino superior, usarem o empréstimo para fazer o curso todo e depois irem embora deixando a dívida para o estado. Então o cara perguntou: Não posso exercer a profissão e não posso dizer que vou estudar para exercer a profissão. Então como é que posso imigrar ? Ela respondeu simplesmente: Pois é. Vais ter que criar sua estratégia para resolver esse impasse. O nosso professor de francês até conhece um caso de alguém que tem uma estratégia dessas para a área de medicina, e esta parece ser viável.
Uma informação que achei bem interessante. Ela disse que o brasileiro tem o perfil exato que o Québec (e o Canadá também) quer: É bem qualificado, é trabalhador, se adapta rápido, se integra bem e não forma guetos.
No final das contas, fizemos a nossa pergunta de ouro, motivo da nossa ida:
- Estamos perto do final do processo federal mas queremos ir para o Québec. Tem algum problema ?
- Nenhum. Basta fazer a conexão em Toronto e seguir seu rumo.
- E quanto aos benefícios do Québec que dependem do CSQ que não temos ?
- Não se preocupem. Vocês vão ter direito a todos os benefícios da mesma maneira dos outros imigrantes. É previsto esse movimento do processo do Québec para outras províncias, e do processo federal para o Québec.
Bom, taí outra resposta oficial para nos dar tranquilidade, complementando as do post anterior. E que...que...quem fa...fa...fala assim nã...nã...não é ga...ga...gago !!! A mulher é brasileira-canadense e é funcionária do governo.
Basicamente, ela deu alguma apresentação do Québec e de Montréal, mas também enfatizou as demais cidades da província. Depois, explicou a necessidade de imigrantes e de mão de obra qualificada, apresentou as vantagens e oportunidades e em seguida, explicou como saber se somos elegíveis, seguido de uma breve explicação sobre o processo de imigração do Québec.
Em algum ponto da apresentação, ela falou sobre a questão das profissões regulamentadas e das não regulamentadas. Ela passou uma lista das regulamentadas e as demais não são regulamentadas. Daí, explicou que existem procedimentos bem diversos de acordo com cada ordem profissional. Vai desde apenas fazer uma prova, passando por cursar algumas disciplinas para completar a grade mínima, até ter que fazer toda a graduação novamente. Isso não impede, por exemplo, do profissional atuar na área, mas de forma mais restrita. Por exemplo, o engenheiro pode exercer a profissão mas outro regulamentado teria que assinar os projetos. Outra possibilidade é trabalhar com pesquisa ou outras atividades correlatas que não sejam objeto da regulamentação.
A seção de dúvidas foi recheada de perguntas específicas sobre profissões. Ela dava alguma informação macro mas sempre recomendava uma pesquisa mais aprofundada nas fontes oficiais que ela já havia fornecido. Um caso extremo foi o de dentistas que perguntaram se poderiam dizer na entrevista de seleção que iriam para estudar para poder exercer a profissão. Ela explicou que é um forte convite à reprovação porque os canadenses têm ojeriza (como é que ela lembrou dessa palavra e não lembrou de "sustentar" quando precisou ?) aos usurpadores do sistema. Acontece de muitos irem como residentes permanentes para terem o subsídio do ensino superior, usarem o empréstimo para fazer o curso todo e depois irem embora deixando a dívida para o estado. Então o cara perguntou: Não posso exercer a profissão e não posso dizer que vou estudar para exercer a profissão. Então como é que posso imigrar ? Ela respondeu simplesmente: Pois é. Vais ter que criar sua estratégia para resolver esse impasse. O nosso professor de francês até conhece um caso de alguém que tem uma estratégia dessas para a área de medicina, e esta parece ser viável.
Uma informação que achei bem interessante. Ela disse que o brasileiro tem o perfil exato que o Québec (e o Canadá também) quer: É bem qualificado, é trabalhador, se adapta rápido, se integra bem e não forma guetos.
No final das contas, fizemos a nossa pergunta de ouro, motivo da nossa ida:
- Estamos perto do final do processo federal mas queremos ir para o Québec. Tem algum problema ?
- Nenhum. Basta fazer a conexão em Toronto e seguir seu rumo.
- E quanto aos benefícios do Québec que dependem do CSQ que não temos ?
- Não se preocupem. Vocês vão ter direito a todos os benefícios da mesma maneira dos outros imigrantes. É previsto esse movimento do processo do Québec para outras províncias, e do processo federal para o Québec.
Bom, taí outra resposta oficial para nos dar tranquilidade, complementando as do post anterior. E que...que...quem fa...fa...fala assim nã...nã...não é ga...ga...gago !!! A mulher é brasileira-canadense e é funcionária do governo.
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Palestras sobre imigração do Québec
O Escritório de Imigração do Québec estará percorrendo o Brasil promovendo palestras durante o mês de novembro. Será uma boa oportunidade para tirarmos aquelas dúvidas das quais não encontramos resposta em canto nenhum.
A página de inscrição é esta http://www.imigracao-quebec.ca/. Achou onde fazer a inscrição ? Não ? Pois clique no link "Palestras de informação" no canto esquerdo, terceiro link de bolinha branca. Depois escolha seu lugar e dia e clique no link de inscrição correspondente. Já fiz a minha inscrição para o dia 17/11 que será na Unifor. Vejam o artigo completo aqui.
A página de inscrição é esta http://www.imigracao-quebec.ca/. Achou onde fazer a inscrição ? Não ? Pois clique no link "Palestras de informação" no canto esquerdo, terceiro link de bolinha branca. Depois escolha seu lugar e dia e clique no link de inscrição correspondente. Já fiz a minha inscrição para o dia 17/11 que será na Unifor. Vejam o artigo completo aqui.
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