Mostrando postagens com marcador show. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador show. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Festival d'Été 2011 - John Fogerty



O que? Você não sabe quem é John Fogerty? Eu também não sabia! Mas basta dizer que ele era compositor, cantor e guitarrista do Creedence Clearwater Revival. Piorou? Hum...Pois veja os vídeos que vais reconhecer duas músicas deles (Pretty Woman foi uma das poucas do show que não é dele). O CCR é a típica banda que tem muitas músicas conhecidas, mas que poucos sabem de quem são. Pior ainda quando as músicas são mais famosas por intermédio de outros como o Rod Stewart e a Bonnie Tyler que cantaram "Have you ever seen the rain?".

Começando pelo começo. Quando cheguei para o show, pela primeira vez vi pouca gente e pude ficar perto do palco. Só então pude perceber uma vantagem considerável em relação aos telões: A amplitude. Nos telões, vemos as imagens bem maiores que o palco longe, mas são mais focadas e restritas. Já olhando para o palco, vemos menor mas toda a cena ao mesmo tempo.

Antes da atração principal, teve uma banda legal chamada The Sheepdogs que tinha toda a sonoridade e o visual dos anos 70. Uma verdadeira volta no tempo, pois conseguiram reproduzir fielmente a ambiencia musical da época. Infelizmente, ao final do show deles, minhas costas e meus pés já estavam detonados da maratona. 1,5Km de caminhada em subida íngreme até o show, com mais a volta. No dia anterior, fiquei seis horas em pé durante o show das três bandas.

A atração principal começou seu show. Apesar das décadas de carreira, o camarada ainda tem muito gás para o palco, fez a maioria dos solos e sua voz está perfeita. Curiosamente, na décima quarta música que diz "I wanna know have you ever seen the rain comming down on a sunny day"/"Eu quero saber se você já viu a chuva cair em um dia ensolarado", começou a chover e era chuva de verdade como podem ver no vídeo. Depois de mais duas músicas, completando dezesseis, resolveram parar o show enquanto a chuva passava por questões de segurança. Poucos dias depois, a estrutura de palco de um festival em Ottawa desabou por causa de uma rajada de vento. O pessoal daqui sabe o clima que têm!

Eu já estava com as costas e pés acabados, estava chovendo muito, já tinha visto dezeseis músicas e resolvi voltar para casa para me preparar para a nova semana de trabalho, pois era domingo. Depois de 10 minutos de pausa, ainda tocou mais outras doze músicas. Mas de qualquer forma, já valeu a noite por colecionar mais um nome que fez a histórica da música. Até o Festival d'été de 2012! Quem serão as atrações?













domingo, 7 de agosto de 2011

Festival d'été 2011 - Joe Satriani e Metallica




A loucura começou bem antes do show. Os mais malucos acamparam na noite anterior para guardar os lugares mas próximos da entrada, e assim garantirem as suas partidas antecipadas para ocuparem os melhores lugares perto do palco. Quem chegou até duas horas da tarde mais ou menos conseguiu entrar, mas ficaram entalados na entrada sem ver nem mesmo os telões. Eu cheguei lá para as seis horas e vi uns três quarteirões de multidão ocupando quase a largura da rua toda, iludidamente pensando que entrariam no espaço principal. Mais uma vez me surpreendi ao ver que não tinha nada delimitando a largura da fila, mas mesmo assim havia uma faixa lateral na rua desocupada e ninguém furava esta. Nesses casos, esperava que as menores distancias livres fossem ocupadas primeiro. Mas na rua, quem quisesse poderia furar a fila. Ao menos teria acesso físico! Se o pessoal iria gritar alguns sacres/palavrões québécois eu não sei.

Eu já sabia que iria para a zona F, uma região grande mas que fica por detrás do palco e que tem somente um telão. Melhor assim. Era menos tumultuado e não conseguiria ver o palco de qualquer maneira se estivesse nas região das outras seções. Impresionante é que mesmo em um show de rock pesado como esse, ainda assim tinha carrinhos de bebês e crianças acompanhando os pais.





Acho que já chegou a hora de dizer que depois de uma banda québécois e antes do show do Metallica teve a apresentação do Joe Satriani. Coitado! É um exímio guitarrista, fez uma bela e profissional apresentação, mas foi brutalmente ofuscado pelo brilho metálico. Eu fiz o mesmo aqui nessa postagem para dar mais realismo. Acho constrangedor ver que a maior vibração da galera não foi durante seu show mas quando ele disse quem seria a próxima atração. Pauvre toi!/Coitado de ti!





Já a atração principal fez cerca de duas horas e meia de show detonante. Os principais hits da sua carreira fizeram a multidão de 115.000 metaleiros (alguns senhores e crianças não eram tão metaleiros assim) ir à loucura. "Era meu sonho vivenciar isso aqui", disse James Hetfield, vocalista e guitarrista. "Meu também!", disse o comedor de rapadura brasileiro de nome russo que mora no Canadá. Não encarei o que ele disse como o puxa-saquismo tradicional movido pelo marketing. O que acho que ele quis dizer é que é um privilégio de poucos músicos poder sentir a energia de uma maré de gente gritando e se agitando como a que ele viu.

Como no conto de Cinderela, meia noite acabou o show porque regras são regras. Mas eles ainda passaram muito tempo agradecendo, aplaudindo o público, jogando palhetas e baquetas e se despedindo.

Mais uma vez, todo mundo saiu devagarzinho, educadamente e sem empurrar. Apenas uns gaiatos de plantão cantando alto as músicas brego-românticas do Eric Lapointe (que se apresentou também em outro dia) e fazendo piadas. E eu, de sorriso de orelha a orelha, colecionei mais um show inesquecível propiciado pela nossa capital do metal que faz parte das rotas das grandes atrações musicais.

N'importe quoi...
Je t'appelais dans la nuit...
Pour te dire...
N'importe quoi...
(letra da música do Eric Lapointe)

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Festival d'été 2011 - Elton John




É a segunda vez que vou ao imperdível Festival d'Été. Dessa vez o laissez-passer/passe livre que dá direito a todos os shows dos 11 dias custou 65$. No ano passado ele custou apenas 50$. Os amigos equato-brasileiros Carlos, Ângela e seu filho vieram de Montréal para conferir seu ídolo, Sir Elton John.

A exemplo da outra atração principal, o Metallica, tinha algo entre 100.000 e 120.000 pessoas na área cercada dos Plaines d'Abraham. Ficamos na seção F, no alto que fica atrás do palco. Embora não pudéssemos ver os músicos no palco (na frente mas longe também não seria tão diferente), tinha um dos vários telões perto e através dele que assistimos tudo. Em compensação, estávamos em um lugar tranquilo para ficar com as crianças, como em um piquenique: Cobertures na grama, lençol, comida, joguinho, etc. O volume do som nessa seção não é alto, logo, eles não se sentem incomodados. Não fomos os únicos. Facilmente encontrávamos carrinhos de bebês e muita gente fica é sentado na grama mesmo.

Acredito que o show teve duração de duas horas e meia e foi uma amostra das melhores músicas da carreira do cantor inglês. É a fórmula perfeita para recordação eterna dos fãs. Começa pouco depois de escurecer, que nessa época acontece por volta das 21h00 e vai até o limite de meia noite. Tanto na entrada quanto na saída teve filas, mas estas fluiam sem empurrões nem confusão, bem canadense.

É bom saber que mesmo com filhos, dá para curtir shows com um mar de gente sem confusão, na tranquilidade e com segurança.

sábado, 11 de junho de 2011

Deep Purple e a temporada de rock do verão



Foi aberta a temporada de atrações de rock do verão de 2011, mesmo que o verão ainda não tenha chegado! Nem estou pesquisando e só pegando uma notícia aqui e outra ali, já tenho uma lista de atrações que vão passar pelo Canadá pas mal/nada mal! Vejamos:

Deep Purple
Pearl Jam
U2
Nazareth
Festival d'Été de Québec com Metallica, Joe Satriani, Elton John, John Fogerty (ex-Creedence Clearwater Revival), dentre outros.

Mais uma vez, tive o privilégio de assistir o show de outro dinossauro do rock dos anos 70, gênero musical que gosto bastante. Dessa vez foi o Deep Purple.

Coisas que ainda acho esquisito em um evento desses: começar às 20h00, estar ainda claro e já estar em casa às 23h30. Afinal, como disse o meu colega de trabalho, os moradores da região têm o direito de dormir! Outra é estar com 9°C e ver os músicos de camisa (t-shirt). A camisa do Steve Morse não tinha mangas. Outra coisa que também achei curioso foi o fato de ter uma orquestra tocando com a banda durante o show todo.

No vídeo está um pouco difícil de perceber, mas dá para ver o topo do Chateau Frontenac atrás do palco, como se fosse um pano de fundo. Bela paisagem para dar um clima especial às músicas. Foi uma feliz descoberta saber que estamos na rota de grandes atrações e que agora temos oportunidade de presenciar esses espetáculos.