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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O que é o natal?




Desde adolescente eu me incomodava com a imagem que se faz do natal. Por que colocam algodão em um pinheiro de plástico para se passar por neve em plenos 34° graus no meio da caaringa nordestina? Como é que o gordo Papai Noel passa pela chaminé para deixar os pres...epa! O que é uma chaminé?!?! Tá! Eu sei o que é uma chaminé, mas chaminé em Fortaleza?!?! Já pararam para pensar o calor que os Papais Noéis sentem por usar uma roupa de frio em um lugar onde a temperatura mais baixa que registrei foi 24 graus, chovendo e de noite? Tem alguma coisa errada nessa história, aliás, várias.
Começando pelo fim: Isso é uma imagem de um natal de países frios, onde tem pinheiros, neve, chaminés, trenós e, dentre muitas outras coisas, onde as pessoas usam gorros de Papai Noel, acreditem, com a função de deixar a cabeça aquecida!! Encontrei algumas pelas ruas daqui.
Moramos em um desses países nos quais o pinheiro enfeitado e coberto de neve é de verdade e tudo mais passa a fazer sentido. Quase tudo. No Brasil desejamos feliz natal para todo mundo, mas derrepente, se eu fizer o mesmo ao meu colega de equipe que é indiano, posso estar o ofendendo pois ele provavelmente tem outra religião. Poderiamos convidar os nossos amigos ucranianos para a nossa festa de natal, mas como eles são católicos ortodoxos, comemoram o natal no dia 7 de janeiro. E o mais intrigante é que mesmo para muitos dos católicos apostólicos romanos como nós, natal é o dia do Papai Noel! Quanto a isso, tanto faz estar no Brasil ou no Canadá. Não se houve falar do nascimento de Jesus, mas Papai Noel, Pére Noël, Santa Claus ou Saint Nicolas está em todo lugar.
Pois bem, além dessas questões, natal para mim sempre foi sinônimo de reuniões de famílias. A do meu pai, por exemplo, é bem grande e sempre reúne muita gente. São gerações sob os olhares carinhosos da matriarca, minha querida avó. No natal passado eu já havia sido contratado por telefone e estava organizando tudo às pressas para vir para cá. Meu tio, habilidoso que é com as palavras, sempre faz um belo discurso. Mas este do natal passado só repercutiu seu eco um ano depois. Não sei se de propósito ou não, mas ele enfatizou ainda mais a questão da família presente, próxima, unida, vivendo o dia a dia, um do outro. Se por um lado o natal do menino Jesus simboliza o renascimento, e as nossas vidas renasceram depois daquele natal, por outro, o natal família ficou um pouco vazio. Se por um lado estamos no cenário perfeito do dito "espírito de natal", por outro lado, faltam os atores principais.
Mas mesmo com a distância física das grandes famílias, pois continuamos nos vendo e conversando via Skype, o sentimento de família continua forte. Isso porque, como muitos nos disseram que aconteceria, a nossa célula familiar de pai, mãe e filhos está mais unida e forte. Nos divertimos mais e juntos, não só adultos e só crianças. Somado a isso, tivemos uma noite bastante alegre e agradável em companhia de amigos brasileiros que, como nós, passam seu primeiro natal aqui. Criamos laços de verdadeira amizade com muita gente por aqui. Amizade solidária, inclusive. As dificuldades de um imigrantes são tantas que ajudamos a outros que muitas vezes nem sabemos quem são. Isso sim também é natal! Ajudar ao próximo sem esperar nada em troca e até sem nem saber que ele é nos permite experimentar o autruismo realmente sincero. Esse é um bom presente de natal sem cair no chavão do consumismo.
Para mostrar que o natal não está nos símbolos visíveis, mas como um sentimento dentro de cada um de nós e que se manifesta de formas diferentes, deixo aqui uma música que me tocou muito e que lembro até hoje. Estava sozinho há quase um mês e prestes a rever a família que estava vindo para cá, quando vi esta magnífica interpretação na abertura dos jogos de inverno de Vancouver, 2010. A letra dá margem a várias interpretações. Não passo nenhuma mas mesmo assim você vai criar a sua, mesmo se não entender nada da letra.

Feliz sentimento de natal.







quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Lazer de inverno




Na postagem anterior, devo ter assustado muitos pretendentes ou mesmo futuros residentes permanentes do Canadá. Acho que também assustei algums turistas potenciais, inclusive da família. Désolé/sorry/sinto muito, mas faz parte da minha responsabilidade de mostrar os dois lados da piasse(piastre)/loonie/moeda de 1 dólar.
Para compensar e mostrar que o inverno aqui não é um preço a pagar, o lado ruim do Canadá ou pagar os pecados, esta postagem mostra um pouco das oportunidades de lazer que o inverno proporciona, sobretudo para quem uma família ou pretende constituir uma aqui.
As crianças adoram a neve. É macia, pode ser modelada, não irrita os olhos com a areia e é escorregadia. Depois de transformar nosso ambicioso projeto de construir um iglu em mais modesto de construir um forte de neve, descobrimos que temos que ter ferramentas mais produtivas. Os tijotos feitos com uma caixa de papelão dão muito trabalho e esta não durou muito. Não passsamos do terceiro andar de tijolos e uma chuva derreteu tudo. O interessante é que a neve estava boa e o acabamento fica perfeito. Às vezes a neve fica parecida com açucar e não dá para fazer nem uma bola de neve, quanto mais um bonhomme de neige/boneco de neve.




Os adultos aproveitam a neve para esquiar, tanto no plano (ski de fond) quanto descendo, de esqui ou planche de neige/snow board. Pretendemos fazer mais essa aventura ainda nesse inverno. Mais prático, barato e universal mesmo é a patinação. É o esporte de inverno mais popular. Aqui temos patinoires/skate rinks/pistas de patinação gratuitos externos e internos com uma boa infraestrutura de apoio. O da Place d'Youville (mapa aqui), por exemplo, tem um sistema de refrigeração que permite seu funcionamento começar antes e terminar depois do período de temperaturas negativas. Já o Anneau Gaétan-Boucher (mapa aqui) tem uma pista em formato de zero de 400 metros de extensão por 12 metros de largura. No interior, além dos três patinoires utilizados para partidas de hockey e patinação artística, tem desde um microondas de uso público (e gratuito) até a lanchonete (essa é paga, claro!). Nos que eu conheço, sempre tem um serviço de aluguel e afiação de patins. Nesses dois que eu citei, tem também armários (basta levarmos os cadeados) e aluguel de suportes para crianças. 


Não só no verão a prefeitura promove eventos de lazer para as famílias. Este, por exemplo, conta com dois tobogãs de gelo super rápidos, além das boias e pessoal de apoio. Apenas para reforçar, grátis, ou melhor, conta já paga pelos impostos. Tinha também um grande labirinto feito de pinheiros com uma casa iluminada no seu fim, bem como alguns carros decorados.










E além de tudo, ainda temos a infraestrutura fornecida pela própria mãe natureza. É comum vermos pais puxando as crianças em trenós, aproveitando as calçadas cobertas de neve e existem lugares interessantes para que elas possam usá-los para deslisar. Aqui perto tem o Parc des Braves que é inclinado, o que proporciona uma descida bem longa. Ideal para fazê-los gastar as baterias nas subidas! Depois ficam beeeem calminhos! Infelizmente, por engano, acabanos não gravando a descida das crianças e somente a minha tentativa de fazer uma trilha. Nem funcionou, porque cada descida teve um caminho diferente e nem mesmo serviu para eu me divertir porque por causa do meu peso, o trenó desceu muito devagar. Além do mais, a neve lá estava no meio da canela. Mas dá para ter uma ideia.








Tudo isso, somado ao fato de que não temos mais a mínima preocupação com a violência faz com que tenhamos muito mais programas de lazer externos que tínhamos no Brasil, mesmo no inverno. Mesmo quem tem bebês faz tudo mesmo com eles: patinação e cooper empurrando carrinho (tem carrinhos próprios para corrida), bicicleta puxando reboque fechado, etc. e com temperaturas bem negativas.
É por isso que digo que enquanto a Europa para por causa de um inverno mais rigoroso, o canadense faz piquenique. O inverno aqui é normal e faz parte da nossa vida, quer queira ou não!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Criando um belo plano de imigração...furado!


Pô, cearense! Ao invés de dizer como fazer um bom plano, tu vai dizer como fazer um plano furado! Bom, evitando os erros estamos na direção dos acertos.
Na verdade, não tem regra porque cada caso é um caso bem particular. Também muita coisa do que vou dizer aqui não é necessariamente errado, desleixo, mancada, furo, ingenuidade, falta de informação, brabice, lezeira, etc. Eu mesmo fiz várias dessas coisas e no final saiu tudo muito bem. Apenas, tenho visto muitos casos de imigração, suas decisões e consequências. Também já vi muita frustração de quem fica e de quem acaba voltando, dizendo que o Canadá não passa de uma grande mentira. Daí, acho interessante no mínimo que vocês tenham conhecimento de alguns pontos e que talvez possam melhorar o plano de vocês. Vamos a eles:

- Época de chegada: Começando pelo mais importante que é o primeiro emprego. Tem profissões que tem mais procura de emprego em determinada época do ano, que não é necessariamente a mesma para outras. Um fator é o período prolongado de férias de verão. Ele esquenta para algumas atividades como as ligadas a turismo e atividades de lazer, mas alguns projetos esfriam porque muita gente tira férias. Vale a pena pesquisar para a sua área.
Chegar logo de cara no inverno pode ser um peso desnecessário. Já temos que comprar as roupas caras de inverno logo, fica escuro às 16h30, não dá tempo de se adaptar ao frio e não é legal fazer transporte de móveis e eletrodomésticos grandes no frio.
As garderies começão a abrir vagas um pouco antes do verão porque depois das férias algumas crianças atingem a idade mínima para começar a estudar nas escolas.
Quem pretende entrar no curso de francisação não quer chegar muito antes para não esperar demais, mas se chegar perto demais, pode ficar sem vaga. Isso varia também de cidade para cidade.

- Procura do primeiro emprego: Dizem que um currículo fora do formato daqui corre sério risco de ir para a lata de lixo (do Windows !) sem nem ter sido lido. ˝Poxa, o cara não se deu nem o trabalho de saber como é que se faz um currículo!˝, pensa o analista de RH. Isso pode prolongar desnecessariamente essa fase. E pouco ou muito, mas o nível de idioma quase sempre atrapalha. Estude muito! Ainda não vai ser suficiente!

- Falta de informação: Neste quesito, existem inúmeras possibilidades. Não pesquisar a área de trabalho na cidade escolhida, não saber o que precisa fazer para exercer a profissão, quando é regulamentada (acreditem, tem gente que só descobre quando chega). Tem gente que morre de medo do frio daqui. Eu mesmo era um deles! Mas por outro lado, tem muitos o subestimam e negligenciam o fato de que vão passar meses de frio extremo todo ano, como se não fosse motivo suficiente para trazer arrependimento.

- Expectativas e frustração: É muito chique morar em pais desenvolvido, primeiro mundo, América do Norte, um quase-que-moro-nos-estados-unidos, etc. Dá para criar mil expectativas de ter uma casona com um gramado na frente, uma lareira para o natal, um Corvette na garagem, etc. Principalmente quem tem um padrão de vida muito bom no Brasil. Tudo bem, eu peguei pelo extremo, mas para muitos, o que acontece é o extremo oposto: desempregado gastando em dólar o que juntou em reais, sem nome no mercado, sem passado, sem amigos (ou quase), sem família, quase surdo-mudo por causa do idioma, andando de ônibus e a pé no frio, em um apartamento pequeno que às vezes só tem o banheiro separado e o resto é um cômodo só, e por aí vai. Para quem é humilde, essa ˝queda˝ não representa problema nenhum. Porém, muitos se sentem em uma situação humilhante pois se vêem como ricos que viraram pobres. E o que a família e os amigos no Brasil vão pensar? Será que você está disposto a pegar um survival job/emprego básico(˝bico˝)?
Também nessa linha de raciocínio, existe a fórmula que diz que a satisfação é diretamente proporcional à boa experiência percebida, mas inversamente proporcional à expectativa criada. Seguindo essa fórmula, o ideal seria se concentrar para superar o lado ruim sem ficar sonhando muito com o lado bom, até porque, como já escrevera (adoro o mais-que-perfeito !) em outra postagem, aqui não é o céu.

- Contar com o incerto: ˝Eu vou morar ali porque assim que chegar vou logo comprar um carro˝. ˝Desculpe, senhor, mas o banco não financia para quem não tem histórico de crédito.˝ Ops! ˝E nós pagaremos essa conta com os 460$/mês da francisação˝. ˇLamento, mas não tem mais vagas nessa turma. Agora só no outono!˝. ˝E todo mundo diz que vou estar contratado em no máximo dois meses, já que sou de TI.˝. Não sei de onde tiraram essa regra que serve para todo profissional de TI com toda essa certeza! Já vi um caso do cara passar anos como faxineiro e nunca mais ter exercido a profissão que tinha de TI. Tendencia, sim. De fato. Mas certeza, não dá. Até porque depende da área de atuação específica e também da cidade.

- Superestimar a empregabilidade: Pegando o gancho do assunto anterior, tem empresa aqui doida para contratar mas não encontra gente para a vaga. Tem deles que diz que o cara não precisa nem falar inglês, nem francês. Pode falar até tagalo (idioma falado nas Filipinas). Mas muitos desses casos são de procura de profissionais bem  qualificados, que têm uma excelente experiência. À medida que o nível de exigência baixa, o universo de candidatos fica maior e os canadenses começam a levar vantagem em relação aos imigrantes. Por isso, não contem que vai continuar sendo gerente quando chegar aqui, ou na mesma função, ou que vai ter uma rede de contatos boa como a que tinha no Brasil.
Também não é bom apostar em um bom salário e se comprometer com gastos altos porque o aluguel, por exemplo, quase sempre é de no mínimo um ano. Como também se comprar aquele carrão à vista e o emprego demorar, pode ser que esse dinheiro faça falta. E também acabam aparecendo contas imprevistas como possíveis (depende da instituição) taxas extras caso não possa pegar os filhos no meio da tarde na escola ou garderie/creche. Então, bote uma folga no orçamento.

- Não incluir toda a família no projeto: A vida da família toda vai mudar, então, todos devem estar incluidos no projeto. Se, por exemplo, o cara está trabalhando, com o idioma bom e bem integrado à sociedade mas a esposa que queria trabalhar ou estudar só fica trancada dentro de casa, sem aprender o idioma e isolada da sociedade, isso tende a se tornar um problema. Para muitos, não necessariamente o trabalho é essencial, mas ter alguma ocupação que tenha interação social é importante como estudar ou fazer trabalho voluntário.
No caso do ex-profissional de TI que virou faxineiro foi o contrário. A família toda estava há anos bem estabelecida e amando o Canadá mas ele, depois de 5 anos como faxineiro aqui, pensava em voltar para o Brasil.

Eu sei que estou pegando pesado e às vezes soa exagerado. É porque para muitos acontece tudo de bom e tomara que seja o seu caso, mas para outros, é realmente uma péssima experiência e muito se deve ao que acontece ainda antes de vir para cá. Por isso que de tempos em tempos eu perco alguns leitores por falar de coisas ruins, mas posso continuar dormindo de consciência tranquila.
Ter a cabeça nas nuvens, mas os pés no chão não é para qualquer um, já dizia a girafa!

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Família reunida




Este comercial da Tim Hortons é muito parecido com o que aconteceu com a chegada na nossa família aqui, só que ainda não provei desse bendito café, típico daqui. Na verdade, eles fizeram este comercial porque essa é a mesma história de muitos imigrantes que chegam no Canadá.
Após muitas horas cansativas de viagem, chegaram todos bem. Ao contrário do meu landing/procedimento de imigração, o deles foi super tranquilo. Disseram que não seria necessária a presença da Alessandra no setor de imigração porque a super intérprete também fala português. A mulher é ninja! Mas mesmo assim, a Alessandra pode entrar lá e desenrolou tudo.
O Davi aprontou só o previsto mesmo, como ficar correndo no corredor (o nome já diz tudo!) no voo até São Paulo e deu umas escapadas rápidas nos aeroportos. No voo até Toronto, foram dormindo, o que é uma benção divina, já que é muito cansativo e monótono.
Já que voltei a fita, agora vou saltar para o primeiro contato com o frio. Considero assim porque para entrar e sair no super Corolla vermelho zerinho (alugado, gente!), não tem graça. Colocamos o kit de inverno made in Ceará do Davi e da Lara e fomos para as montanhas de neve da entrada do nosso apartamento. Dá neve na altura da coxa, sem exageros. Com menos de um minuto, o Davi já soltou um "frio papai!". Fiquei meio preocupado. A Lara disse que estava tudo bem. Fiquei espantado porque ela fechava janelas e portas em Fortaleza dizendo que estava com frio! E estava fazendo uns -4 graus aqui. Eis que o Davi teve a curiosidade de afundar até o joelho na neve e começar a cavar. Paixão à primeira vista. A Lara começou a fazer bolinhas de neve e também adorou.
Derrepente, a situação ficou ao contrário do que eu esperava. A friorenta da Lara não estava nem aí para o frio e brincava de escalar o Everest. E o Davi estava com as mãos, as pernas e os pés encharcados de água, porque só o que era impermeável era o casaco. Quando eu dizia para entrarmos porque estava frio, ele dizia: Fio não, papai! Fio não! Ele só saiu à força e chorando.
De fato, mais recentemente, com zero graus, eles sairam para a varanda e passaram alguns minutos só de roupa de casa e pantufas tirando a neve. Saí para ver como estava e vi que estava bem frio mesmo para ficar só de roupas comuns. Pra dentro todo mundo! E as pantufas estavam encharcadas de neve. Ou seja, a preocupação ficou ao contrário. A Mônica também não achou ruim, até porque está fazendo um climazinho bom nesse fim de inverno, e este está sendo mais quente que o normal. No próximo inverno estaremos melhor preparados e com carro. Além do mais, o frio vai chegar gradualmente e não com o choque que tive de vir no meio do inverno.
No dia seguinte, fomos aos shoppings vizinhos (Place Sainte-Foy, Place de la Cité e Place Laurier) comprar as roupas e botas para todos ficarem devidamente equipados. Com o kit, eles podem se divertir no parquinho cheio de brinquedos interessantes que tem aqui pertinho de casa.
No final de semana seguinte, fui mostrar Vieux-Québec à família e à prima turista. Não preciso dizer que acharam super interessante.
De comida, o Davi e eu estamos comendo desesperadamente. Nunca comi tanto na minha vida. Parece que o corpo pede calorias por causa do frio. Tem muito do que estávamos acostumados no Brasil, mas tem também novidades muito gostosas. Só a Lara que está vendo problemas nas comidas, mas já era assim no Brasil. Nada de novo, nada fora do esperado.
Enfim, a adaptação mesmo fica só por conta da comunicação. Eu já estou me sentindo mais à vontade para resolver problemas via telefone e já me expresso melhor no trabalho, mesmo que seja em inglês muitas vezes. Também não está como eu quero, mas tenho que ter paciência. Agora é a vez da Mônica passar pelo ritual enquanto não chega o curso de francisação.

La famille est arrivé