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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Abrigo do carro


Segunda-feira preguiçosa e gelada. Você sai atrasado para o trabalho e ao invés de ver o seu carro, você encontra um sorvete. O seu carro deve estar lá embaixo, mas vais ter que tirar a neve para poder dirigir. Pior é que você descobre que tem gelo grudado no para-brisa e é daqueles que não dá para raspar. Esse episódio de Têtes à Claques faz uma sátira do inverno mostrando uma cena dessas. Daí, você tem que pacientemente esperar o desembaçador derreter o gelo para poder sair.

Mas os seus problemas se acabaram com o abrigo de inverno Tabajaras! Conheci esse mais que útil amigo dos atrasados-por-causa-das-crianças-sonolentas quando compramos a nossa casa. O antigo dono nos deixou de presente e ainda me chamou um dia para me ensinar como montar e desmontar. Um anjo de pessoa esse cara. Quando fui montar no outono, tive dificuldades. Imagine se não tivesse visto montado e com explicações!

Além do carro ficar sem neve nem gelo, também reduz a área de acúmulo de neve para limpar. Quando mais perto da rua, maior a economia, embora exista um limite mínimo definido por lei, talvez por causa da visibilidade. O meu vizinho colocou o dele quase na rua e talvez o trator que raspa a neve da rua cause algum dano. Outra questão legal é que existe uma parte do ano que compreende o inverno na qual é permitido ter esse abrigo montado, mas não pode ficar durante o ano todo. Acho que por questões estéticas, mas realmente não sei.

Depois de uns dois invernos, ficamos maceteados e monto o nosso abrigo sozinho. Mas recomendo fortemente comprar uma furadeira/parafusadeira com adaptador para porca borboleta sob pena de acabar os dedos nas várias dezenas de parafusos. É de suma importância deixar o abrigo bem preso e firme sob o risco de tê-lo sobrevoando os EUA em caso de ventos de 80Km/h. Para isso, existem blocos de cimento de tipos diferentes em lojas tipo Rona e ancoragem para prender ao solo no Canadian Tire como essa daqui, usadas com cintas de catraca como essas daqui.

Como hobby de fotografia, fiz um timelapse para mostrar em poucos segundos a montagem do abrigo que leva algumas horas. Tenham uma boa preparação para o inverno!


segunda-feira, 26 de março de 2012

Ski e snowboard

Sim, senhores e senhoras. Somente no finalzinho do terceiro inverno é que fomos experimentar os esportes de neve. Em parte, foi devido a ainda estarmos patinando muito, que é mais prático e barato. Também outro motivo foi a falta de amigos para fazermos juntos. E finalmente, tenho que reconhecer que também porque é um esporte caro.

Para experimentar e saber se vale a pena investir, recomendo ter uma aula inicial com um instrutor ou com um amigo com alguma experiência. Isso pode poupar algumas quedas e frustrações. Mas não se preocupe! Mesmo assim você vai cair!

Começando pelo ski. Compramos um pacote de uma hora e meia de aula com um instrutor para nós quatro e material incluso, fora o capacete e óculos, para o dia todo. Incluindo os capacetes e óculos, o custo ficou em quase 200$. O instrutor era bom, mas o proveito foi diferente. O Davi desistiu cedo. A Mônica bem que tentou, mas o exercício de subir a pente école/ladeira (ou pista) escola andando de ski foi treinamento militar dos brabos. A Lara ficou até o fim, levou quedas, aprendeu a frear um pouco e fez algumas descidas.

Eu comecei descendo desengonçadamente como um pato bêbado, mas fazendo o tradicional zigue-zague sem nenhuma queda (fora a tapadice na subida da pista puxado pelo cabo de aço). Depois dessa hora e meia de aula, eu já estava descendo na boa, nas pistas longas normais. No dia todo, só levei uma queda por cruzar os skis em uma curva com buraco.

Para decidir, em outro dia fui experimentar o snowboard de uma forma completamente diferente. Dessa vez fui com dois amigos que já tinham alguma prática. Eles me passaram algumas dicas, fomos para a pente école e desci duas vezes com o snowboard de lado e eu descendo de frente. Quando fui descer de costas, simplesmente não consegui. Resolvi dar uma de doido e propus descer nas pistas normais para aprender na marra. Levei boas quedas, mas funcionou! Aprendi a fazer as curvas fazendo-as de primeira tentativa. O pior do snowboard é quando ele se enterra na neve, travando abruptamente e nos fazendo cair para o lado da descida. Com velocidade e caindo de costas, é ainda mais violento.

Para ficar ainda mais radical e traumático, tinha chovido durante alguns dias e a neve estava compacta e dura, quase como gelo. Por cima dela tinha apenas uma fina camada de neve fofa que não dava tanta manobrabilidade nas curvas e frenagens, dificultando ainda mais o aprendizado. O snowboard fazia frequentemente o barulho de madeira arrastando no chão duro. E as quedas doiam mais.

Achando pouco, os loucos dos meus amigos me chamaram para a pista difícil. E eu mais louco ainda, fui! Derrepente, a pista acaba e não vemos o que tem depois. Quando vemos, não tem mais jeito. É uma pista bem inclinada e ganhamos muita velocidade a todo momento. Eu cai do começo ao fim. Mas não antes de sair da pista e cair em um barranco, me enganchando nos galhos das árvores. Ainda bem que me enganchei neles! Foi bem difícil subir com a inclinação e a neve escorregadia.

Meu ponto de vista em relação aos dois.
Ski: Fácil de aprender, menos quedas, quedas para os lados são geralmente menos lesivas, em caso de queda, o ski solta da bota para evitar torções, anda bem em qualquer situação, mais familiar para quem já andou de patins, para o público em geral (crianças, pouco habilidosos, experts, etc.).

Snowboard: Mais difícil de aprender, mais quedas, quedas para frente e para trás são geralmente mais lesivas, os dois pés ficam presos ao snowboard arriscando torções, chato de se deslocar no plano e frequentes prende e solta botas, mais familiar para quem já praticou skate e/ou surf, para quem gosta de esportes mais radicais.

No final das contas, mesmo todo arrebentado, achei snowboard mais emocionante e já comprei o passe para a próxima temporada no Le relais du Lac-Beauport, que fica a 14Km daqui de casa. O passe que permite usar as pistas a partir de 16h00 custou 109$ na promoção até o fim de março, enquanto que o preço normal é de 300$. Sim! É caro mesmo! Mas o do dia todo custa ainda mais: 600$! Quando chegar mais perto, vou comprar o material. O conjunto de snowboard, botas, capacete e óculos vai desde uns 180$ sendo usado até entre 500 e 600$ sendo novos. Claro que em se tratando de preço de produtos, o céu é o limite.

O frustrante é que nessa época já não presta mais para praticar. J'ai hâte au prochain hiver! Estou ansioso pelo próximo inverno!

Obrigado ao Tarcizo pelos vídeos de ski e ao Gustavo pelos de snowboard.




terça-feira, 6 de março de 2012

Tirando a neve, parte 2.1

Esse é o suplemento do complemento, por isso é a parte 2.1. O amigo Taz colocou como comentário o vídeo que eu queria e que estava faltando: o trator tirando a neve do estacionamento. E melhor ainda, ele disse que o preço pago pelo serviço para uma garagem desse porte fica entre 300 e 350$ por inverno. Parece ser caro para o pouco tempo que o trator leva para limpar, mas com uma boa tempestade, esses estacionamentos desse tamanho e sem abrigo perto da rua consomem facilmente mais de uma hora e meia de trabalho.

Valeu Taz!




segunda-feira, 5 de março de 2012

Tirando a neve, parte II

De tempos em tempos, eu gosto de mostrar o lado não tão "bonitinho" da vida daqui do Canadá. Faço isso para não ficar como uma propaganda enganosa. Mas o meu amigo Tarcizo fez um comentário justo: assim fica parecendo que todo mundo tem que fazer essa musculação de tirar a neve de casa. E pela pergunta que um leitor fez, também fica parecendo que isso é algo bem frequente. Por causa disso, resolvi dar mais esclarecimentos como um complemento.

Começando pelo começo. Quando chegamos aqui, é quase certo começarmos alugando um apartamento. Nesse caso, geralmente o déneigement/remoção de neve é responsabilidade do proprietário e o inquilino não precisa se preocupar com nada, a não ser não escorregar e cair quando colocar o pé fora da porta! Olhe que acontece!

Os que compram uma casa têm algumas opções. Uma delas é contratar uma empresa que faça o serviço. Pelo que sei, paga-se por inverno e o preço varia com a área. Alguns exigem que tiremos o carro antes (que pode ser bem cedinho!) para que o trator limpe todo o estacionamento, outros limpam apenas a entrada. Isso acontece, claro, quando temos um abrigo. Acredito que geralmente a parte da entrada da porta da casa até o estacionamento ou a rua fique por conta do proprietário mesmo, mas é a parte mais leve do serviço.

Os aposentados da rua de trás que gostam de ter alguma ocupação, mas não têm mais condições de encarar entre meia hora e duas horas (dependendo da casa) de serviço pesado, adoram usar suas soufleuses/sopradoras de neve. Uma vez, vi um deles limpando mesmo a rua até a casa de frente. Mas não são só eles que usam soufleuses. Quem não gosta da "brincadeira" ou não tem tempo a perder com o serviço, fazem essa opção de bom custo benefício. Uma soufleuse potente, de boa marca e com bons recursos pode começar na casa dos 500$. O investimento se paga em poucos invernos. Rapidinho e quase sem fazer força, ela joga a neve toda para onde quisermos. O motor a gasolina a faz andar e ainda tem marchas para controlar a velocidade.

Já a galera da minha rua, que foi aberta em 2006, é jovem, disposta e ativa ou.... gastaram o dinheiro com outra coisa! Eu me incluo em ambos os casos. A maioria se diverte tirando a neve como eu. Bom, se eles não se divertem aí fica ruim!

Outro detalhe é que nem todo mundo pode acordar mais cedo para remover a neve e tirar o carro. Eu sou um desses. Um carro pequeno pode facilmente ficar atolado na neve da saída caso neve muito. Mas eu tenho o trunfo de ter um quatre pattes/quatro patas (carro com tração nas quatro rodas). Meto a ré, vou embora e deixo para tirar a neve quando volto para casa.

E em relação à frequência, é bem irregular e depende de São Pedro. Já tive que tirar muita neve durante uma hora cada dia, por três dias seguidos. Mas depois disso, passaram-se umas três semanas sem cair um floco de neve. Também tem vezes que cai pouca neve e basta meia hora de trabalho.

Para terminar, achei esse vídeo que mostra alguns aspectos da neve do inverno: um homem usando uma soufleuse, o trator raspando a neve para a margem da pista e o conjunto trator-soufleuse e caminhões removendo a neve. Alguém perguntou se a rua não ficava estrangulada porque eu e os outros jogáva-mos a neve na rua. A nossa rua é mais larga justamente para isso. Mesmo com acúmulo, dá para passar um trator entre dois carros estacionados um em cada lado. Eu é que não arrisco deixar o meu nessas condições! E quando acumula, esse comboio passa removendo a neve. Por sinal, acabou de passar por aqui.

O chato é que esse vídeo começa logo assustando pois mostra a poeira da neve soprada pelo vento forte em um cenário nada acolhedor! E lá vamos nós novamente!



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Tirando a neve




Estou inaugurando agora uma nova modalidade de postagem, mas não sei como denominá-la. Bom, o formato texto é o mais clássico, podemos usar links e faço minhas traduções no próprio texto com cores para apresentar palavras e expressões interessantes. Mas descrever as cores do outono não é a mesma coisa que mostrá-las nas fotos. E uma foto vale por mil palavras, mas não expressa bem a velocidade de uma descida de tobogã na neve nem mostra quão forte está o vento.

Já faz um bom tempo que tenho editado vídeos para o blog, mas ainda não tinha percebido que posso colocar conteúdo falado nele ao invés de deixar tudo escrito (Dãã!! Meio óbvio, né?). É bem mais interessante fazer comentários enquanto mostramos o que está sendo comentado.

Não pretendo transformar o blog em um vlog (vídeo log) até porque consome mais tempo e demora mais para ser publicado. Mas vou procurar usar esse formato onde for mais apropriado, na medida do possível.

Fica aqui minha primeira experiência mostrando o trabalho que dá tirar a neve de casa, embora eu goste (ao menos, por enquanto!). Desculpem minha ga-gagueira e falta de organização das frases. Foi tudo de improviso e não tive tempo de regravar na mesma ocasião pois, tinha uma tonelada de neve para tirar! Prometo que na próxima vai ser melhor. Obrigado à minha assistente de câmera, a Lara!

domingo, 13 de novembro de 2011

Primeira neve de 2011-2012

A exotérica data de 11/11/11 passou e ainda não foi agora que o mundo se acabou. No dia seguinte, tivemos a primeira neve desse inverno que está chegando. Podem me chamar de bobão, mas está começando o nosso terceiro inverno e ainda ficou deslumbrado contemplando a neve caindo. Acho um espetáculo da natureza muito bonito.

Dizem que depois do terceiro inverno começamos a detestá-la, mas acho que depende de cada um e possivelmente não vai ser meu caso. Tem uma diferença considerável dessa vez. Agora estamos morando em uma casa e eu vou ter que tirar a neve da entrada da casa e da garagem. É o famoso verbo pelleter, que significa cavar com uma pelle/pá. Já me fizeram muito medo contando sobre o famoso invernão de 2008. Um cara com quem eu conversava no parque me contou que chegou uma hora que não conseguia mais jogar a neve para cima da trinchera de entrada da casa dele porque estava alta demais e não tinha mais onde colocar tanta neve. Quack!!! Exagero? Olhem essa foto que achei na Internet desse inverno de 2008 aqui em Québec e me digam se é ou não.



Ao menos nesse inverno temos um abrigo que vai nos poupar bons minutos de limpeza do carro, atividade essa que a Mônica se queixava muito. Também, mesmo antes de nevar já estávamos nos beneficiando dele porque os vidros do carro não ficam cheios de gelo das geadas. Mesmo assim, o serviço de déneigement/remoção de neve a joga na entrada da garagem e pode ficar bem "bonitinho" para sair de manhã cedo, já estando atrasado. Vamos ver.

Gravei um video curto dessa primeira neve que começa a transformar Québec na Branca de Neve. Faço algumas observações prévias porque baseado em experiências anteriores, sei que algumas pessoas vão tirar conclusões erradas do que vão ver: Esse carro preto em frente à nossa casa não é nosso e essas casas que aparecem são as casas dos vizinhos filmadas à partir da nossa, que não foi incluida. E também, antes que perguntem para que eu coloquei duas hastes na entrada da garagem, elas servem para que saibamos por onde podemos passar depois que o chão estiver cheio de neve sem subir nas pedras.



segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Pneus de inverno mais baratos


Conversando com meus colegas de trabalho aficcionados por carros, descobri que podemos reduzir o preço dos pneus de inverno utilizando aros menores e compensando na altura da banda do pneu. Fiz uma tabela para exemplificar. Normalmente, só baixamos um degrau no diâmetro do aro (geralmente, un pouce/one inch/uma polegada), mas esse caso do exemplo é diferente. O modelo básico do carro tem aro 17' e o de 18' é um pneu mais "esportivo", mas não muda nada estruturalmente que possa atrapalhar. Uma dessas coisas que pode impedir essa redução é o tamanho do sistema de freios, por exemplo. Daí, mesmo este carro tendo aros de 18', podemos pular para 16' porque ele poderia ter os de 17' também sem nenhuma diferença estrutural. Um detalhe importante é que se não constar no manual, acho prudente ter uma resposta oficial da concessionária confirmando que podem ser usados sem problemas. O uso não oficial pode levar a uma perda na garantia, bem como até danificar o carro.
Esses preços são do pneu Michelin Latitude X-Ice Xi2 no Canadian Tire. Usei esse pneu na comparação porque está disponível nas três medidas, mas não o recomendo. Ele parece ser muito bom para gelo, mas não para neve. E das cidades mais importantes do Canadá, Québec é uma das que tem mais neve.
Lembrando que o aro bom para inverno é aquele de aço, preto, sem calota e bem feioso. Não é legal ficar batendo aro bonito que quebra ou calota nos meio-fios escondidos debaixo da neve! No inverno, achamos algumas calotas soltas e quebradas nas ruas.
Continuo adepto à fisolofia de ter os pneus de inverno montado nos aros e trocá-los eu mesmo em casa como descrito nessa postagem. Depois de dois ou três invernos, passa a ser mais barato. Até meu vizinho de 71 anos faz isso!


Modelo Aro Pneus 1 pneu 4 pneus Economia
Luxo 18' 235/60R18 $242.50 $970.00 $0.00
Básico 17' 235/65R17 $212.50 $850.00 $120.00
Reduzido 16' 235/70R16 $185.50 $742.00 $228.00

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Lazer de inverno




Na postagem anterior, devo ter assustado muitos pretendentes ou mesmo futuros residentes permanentes do Canadá. Acho que também assustei algums turistas potenciais, inclusive da família. Désolé/sorry/sinto muito, mas faz parte da minha responsabilidade de mostrar os dois lados da piasse(piastre)/loonie/moeda de 1 dólar.
Para compensar e mostrar que o inverno aqui não é um preço a pagar, o lado ruim do Canadá ou pagar os pecados, esta postagem mostra um pouco das oportunidades de lazer que o inverno proporciona, sobretudo para quem uma família ou pretende constituir uma aqui.
As crianças adoram a neve. É macia, pode ser modelada, não irrita os olhos com a areia e é escorregadia. Depois de transformar nosso ambicioso projeto de construir um iglu em mais modesto de construir um forte de neve, descobrimos que temos que ter ferramentas mais produtivas. Os tijotos feitos com uma caixa de papelão dão muito trabalho e esta não durou muito. Não passsamos do terceiro andar de tijolos e uma chuva derreteu tudo. O interessante é que a neve estava boa e o acabamento fica perfeito. Às vezes a neve fica parecida com açucar e não dá para fazer nem uma bola de neve, quanto mais um bonhomme de neige/boneco de neve.




Os adultos aproveitam a neve para esquiar, tanto no plano (ski de fond) quanto descendo, de esqui ou planche de neige/snow board. Pretendemos fazer mais essa aventura ainda nesse inverno. Mais prático, barato e universal mesmo é a patinação. É o esporte de inverno mais popular. Aqui temos patinoires/skate rinks/pistas de patinação gratuitos externos e internos com uma boa infraestrutura de apoio. O da Place d'Youville (mapa aqui), por exemplo, tem um sistema de refrigeração que permite seu funcionamento começar antes e terminar depois do período de temperaturas negativas. Já o Anneau Gaétan-Boucher (mapa aqui) tem uma pista em formato de zero de 400 metros de extensão por 12 metros de largura. No interior, além dos três patinoires utilizados para partidas de hockey e patinação artística, tem desde um microondas de uso público (e gratuito) até a lanchonete (essa é paga, claro!). Nos que eu conheço, sempre tem um serviço de aluguel e afiação de patins. Nesses dois que eu citei, tem também armários (basta levarmos os cadeados) e aluguel de suportes para crianças. 


Não só no verão a prefeitura promove eventos de lazer para as famílias. Este, por exemplo, conta com dois tobogãs de gelo super rápidos, além das boias e pessoal de apoio. Apenas para reforçar, grátis, ou melhor, conta já paga pelos impostos. Tinha também um grande labirinto feito de pinheiros com uma casa iluminada no seu fim, bem como alguns carros decorados.










E além de tudo, ainda temos a infraestrutura fornecida pela própria mãe natureza. É comum vermos pais puxando as crianças em trenós, aproveitando as calçadas cobertas de neve e existem lugares interessantes para que elas possam usá-los para deslisar. Aqui perto tem o Parc des Braves que é inclinado, o que proporciona uma descida bem longa. Ideal para fazê-los gastar as baterias nas subidas! Depois ficam beeeem calminhos! Infelizmente, por engano, acabanos não gravando a descida das crianças e somente a minha tentativa de fazer uma trilha. Nem funcionou, porque cada descida teve um caminho diferente e nem mesmo serviu para eu me divertir porque por causa do meu peso, o trenó desceu muito devagar. Além do mais, a neve lá estava no meio da canela. Mas dá para ter uma ideia.








Tudo isso, somado ao fato de que não temos mais a mínima preocupação com a violência faz com que tenhamos muito mais programas de lazer externos que tínhamos no Brasil, mesmo no inverno. Mesmo quem tem bebês faz tudo mesmo com eles: patinação e cooper empurrando carrinho (tem carrinhos próprios para corrida), bicicleta puxando reboque fechado, etc. e com temperaturas bem negativas.
É por isso que digo que enquanto a Europa para por causa de um inverno mais rigoroso, o canadense faz piquenique. O inverno aqui é normal e faz parte da nossa vida, quer queira ou não!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A volta da Branca de Neve




Calma lá! Esse do vídeo sou eu! A Branca de Neve... bem, deixe-me explicar.
Recapitulando, em janeiro quando cheguei em Toronto para fazer o landing, eu vi uma cidade sem neve em pleno inverno. Fiquei meio encucado, mas tudo bem. Mas quando o avião sobrevoou Québec, fiquei surpreso e encantado! A cidade estava toda... Branca de Neve! (Detalhes nessa postagem).
Pois bem, passados 10 meses desde a minha chegada aqui, eis que ontem começou a nevar novamente em Québec, deixando a nossa cidade ainda mais charmosa! Tem quem simplesmente tolere, tem quem não goste, tem quem deteste, mas eu e as crianças continuamos adorando o inverno!
Por falar nisso, ainda falta cerca de um mês para o inverno de calendário, mas já estão todos considerando que é inverno. É similar a quando dão boa noite às 03h30 da tarde ou bom dia às 20h00. A natureza varia tanto que as pessoas deixam de ser rigorosas quanto à cronologia oficial.
Interessante é que toda vez que olho pela janela para fora, levo um susto! Uau! Como a paisagem mudou da noite para o dia! A impressão que dá é que eu cheguei em uma cidade no inverno, depois fui para outra e agora estou de volta à primeira. A mudança visual é radical.
Muitos aspectos da nossa vida são cíclicos, mas não se passam da mesma forma. Não são círculos, mas espirais. Nesse inverno estamos de carro, o que é bom e é ruim. É bom porque temos mais liberdade de destino e de horário. Também, apesar do meu masoquismo, devo reconhecer que é bem mais confortável andar de carro com aquecedor que a pé a -20°C. Mas ainda estamos no patamar de -8°C por enquanto. O lado ruim é que dirigir na neve e no gelo é mais arriscado. Eu não vou mentir: sempre gostei de off-road e rally, só que nunca tive a oportunidade de experimentar. Pois bem! Ei-la! Um off-road on-road! Um rally de casa até o supermercado! A Mônica é que não está gostando nada dessa estória. Ela é quem usa o carro durante a semana. A bicicleta foi hibernar (claro!) e agora vou voltar a ter tempo para ler meus livros nos ônibus.
Seção de avisos! Inverno também é uma temporada de chutes, digo chutes/quedas! A neve escorrega um pouco. A neve amassada escorrega mais. Quando a temperatura fica positiva, a neve derrete e fica tudo cheio de água. Depois, fica negativo e a água congela. Aí esse gelo escorrega ainda mais! E estou falando daquele gelo brilhante como cubo de colocar em bebidas. Aí depois neva por cima e o gelo escondido vira uma armadilha. Levei um baita escorregão nessa daí, depois cavei para mostrar na foto. Ela fica exatamente atrás do nosso carro. Só agora sei porque deixaram para ocupar essa vaga por último! Se aproveitaram do matuto do cearense!


Achas que é o pior que pode acontecer? Amanhã vai ter outra vez a maior molecagem que São Pedro conseguiu inventar: A pluie verglaçante/chuva congelante. É um fenômeno raro quando a água cai líquida e congela ao entrar em contato com  as superfícies. Talvez seja mais seguro sair de casa logo de patins de gelo. Taí! Boa ideia! Foi a única vez que não adiantou meus anos de experiência com patins, skate e artes marciais. Os meus dois pés foram para o alto e aterrisei de ombro (detalhes nessa postagem). Dica valiosa que muitos me deram no inverno passado: não andem com as mãos nos bolsos. Em uma queda, pode ser que fiquem presas e caiam de cotovelo. Ouch/ai!
Mas não tem nada como voltar a ser criança e brincar com a Lara e o Davi de guerra de bolas de neve, fazer um bonhomme de neige/boneco de neve e a nossa patinação em família de todos os finais de semana. Afinal, como diz a música, "C'est l'hiver, c'est l'hiver, c'est l'hiver..." (É o inverno).



quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Mãe natureza, pai clima


A mãe natureza aqui é linda! Cara estação tem sua beleza e seu charme. Só vendo mesmo para acreditar. E olhe que nem vimos ainda o outono, que dizer ser um festival de cores e tons de amarelo, laranja, vermelho, marron, entre outros. As folhas já começaram a cair!
Mas o papai clima é severo! Tudo que imaginarem de fenômeno climático tem aqui. Só que tem também outros que vocês não vão conseguir imaginar. Começa por uma coisa boba, mas que é diferente para quem vem do Ceará. Aqui chove! Dããã!! Claro, né! É, mas no Ceará agente passa bem sem o guarda chuva. Para os menos destemidos que vêm também do Ceará, às vezes quando chove tem trovão. Normal também, né?!?! E vemos na televisão os estragos dos raios nas árvores e até nas casas. Também esses raios provocam incendios no norte da província quando está seco. Normalmente a chuvinha é fraca e basta colocar um casaco. Eu vou e volto do trabalho na super bike e acho é bom porque diminui o calor na hora da subida da ladeira. Mas tem horas que chove de tal forma que quase não vemos nada quando dirigimos. E o aviso vermelhão da Météo Média de orage violent/tempestade violenta sempre me fazem ficar de orelhas em pé.
Saindo da matutice da caatinga, já viram nessa postagem que, embora mais raro, tem momemtos que tem vendaval, né? 74Km por hora dá para assanhar o cabelo. Embora não seja dos piores como os famosos que tem no golfo do México, tive notícias de tornados ou ciclones. Não entendo muito disso para saber diferenciá-los, mas agente vê na televisão alguns pequenos estragos que eles fazem.
Recompondo o cabelo, a temperatura aqui varia muito. Às vezes tão rápido quanto cair 24°C em apenas 14 horas como nessa postagem. No inverno a temperatura fica normalmente em um patamar de um pouco menos que -20°C e no verão, o calor vai até uns 25 a 28°C. Mas durante alguns dias,  frio piora para menos de -30°C e nas canicules/ondas de calor como a que contei aqui, chegou a 34°C e sensação térmica de 44°C. Vancouver não conta nessa porque lá tem temperaturas de Europa e é uma excessão no Canadá. Por isso que muitos vão para lá. Também tem cidades mais ao norte que têm um patamar de frio pior que as cidades mais badaladas, como por exemplo, Edmonton que chegou a -46,1°C com sensação térmica de -58,4°C nesse inverno passado. E o inverno é looooooongo!
Quando se fala em neve,  os ameríndios têm acho que 14 ou 16 palavras diferentes para descrevê-la. Vai desde a que parece chuva mas não molha, passando pela tradicional até a fina que combinada com o vento, faz a poudrerie/poeiral, que é um fenômeno que não tem em todo lugar do mundo onde neva. Mesmo restrito à região leste, a geografia causa uma diferença no volume de neve de forma que neva pouco em Toronto, médio em Montréal e Ottawa, e muito aqui em Québec. O inverno passado foi atipicamente fraco e tinha neve no meio da coxa fora das valas de entrada do nosso apartamento. Me disseram que no inverno retrasado, nevava sem parar e para cavar a neve, tinha que fazer força para jogá-la na montanha da altura de uma pessoa.
Para carinhosamente aterrorizar você, caro leitor, vamos sair da seção incômodo para a seção perigo! Que tal uma chuva de granizo? (granito é outra coisa!). São aquelas pedrinhas de gelo! Para quem conheçe o sul do Brasil, isso não é novidade. Mas não é tão comum assim e muito menos as que tem pedras grandes. Senão a galera não deixava o carro fora e a garagem cheia de tranqueira! (agora eu pareci paulista!). Mas tem! E no clima maluco de Calgary, caiu nesse verão como contado e apropriadamente registrado com fotos pelo Vitor no seu blog. Lá, no verão passado, nevou! E como viram nesta postagem, aqui teve um tremor de terra de magnitude 5 perto de Ottawa e que tremeu aqui, a 400Km de lá. Mas depois de somente um mês (curioso: 23/6 e o outro 23/7), teve outro de magnitude 4,1 entre Québec e Trois-Rivières que, por ser mais próximo, balançou mais o prédio onde eu trabalho. Disse a minha colega de trabalho: Outra vez! Que meleca!
E que tal sair de casa com capacete, joelheiras e cotoveleiras? Talvez também com um treco de prender em baixo das botas que tem umas travas metálicas. Para que?  Para não ver os pés mais altos que a cabeça em um escorregão caso aconteça uma pluie verglaçante/chuva congelante com a que contei aqui. Em uma condição particular, a água cai líquida e congela ao tocar nas superfícies, formando uma camada de gelo que às vezes é bem safada. Parece uma calçada molhada.
Não me interpretem mal. A intenção não é fazer com que todo mundo desista de vir para cá ou ficar detonando o Canadá como os insatisfeitos. Mas acho que tão importante quando conhecer os atrativos, é também saber o que tem de ruim para não se decepcionarem. Repito a frase que li em algum lugar e agora descobri que é do Bob Dylan: "Some people feel the rain. Others just get wet/Alguns sentem a chuva. Outros somente ficam molhados".

domingo, 28 de fevereiro de 2010

A despedida do inverno

De la neige et du vent

Eu já estava ficando triste ao ver a neve toda derretendo, sinal do fim do inverno. Já faz alguns dias que a temperatura já está entre zero e quatro graus positivos. Já dava para ver a grama aparecendo em alguns lugares, as folhas do outono e as ruas estavam ficando mais limpas.
Eis que aparece o alerta no site da Météo Média. Dois sistemas de baixa pressão se encontraram pelo Québec. E o que isso quer dizer? Precipitação de até 20cm de neve por dia e rajadas de ventos de até 100Km/h. Agora falaram a minha língua, mas como é isso? Pensou o pobre retirante da caatinga nordestina. Bom, é neve pra caramba caindo o tempo todo e um vento de empurrar. A neve não incomoda muito. Só os flocos que batem no rosto e dão uma geladazinha mas nada demais. O acúmulo de neve atrapalha o trânsito. O meu primo Arley iria adorar fazer off road dentro da cidade. Até os ônibus que são pesados e têm quatro pneus no eixo traseiro saem patinando. Para andar, acho legal a sensação da nevezinha macia sendo amassada.
Já o vento, este sim, incomoda. Estava com 54Km/h de vento com rafales/rajadas de 74Km/h quando sai de casa. Sim! A vida continua, faça neve, faça sol! Ia matricular a Lara na escola, mas com essa "brisa", achei melhor não andar esse 1Km e somente ir ao trabalho. Boa decisão. Tinha esquecido os documentos em casa e as aulas foram canceladas.
O vento joga neve no rosto e atrapalha a visão. Menos mal! Podia ser areia! Fora isso, dá para desequilibrar por causa do chão escorregadio. Estava ajustando a câmera em cima do gelo, quando uma rajada me empurrou para trás de forma que meus dois pés deslisaram. Procurei pedras de calçamento para fazer peso na mochila, mas tudo aqui é asfaltado. Eu outra ocasião, o capuz que ajusto bem fechado para não entrar vento foi tirado junto com o gorro com um tapa do vento que levei. Se o gorro não tivesse ficado dentro do capuz, teria voado longe.
Ainda não foi uma tempestade de neve propriamente dita, mas com isso, fechei meu currículo de inverno: nevasca, vento, chuva congelante e -34 graus de sensação térmica. Isso em somente um mês e meio.
O bom da estória é que o charme da Branca de Neve voltou de uma forma ainda mais bonita. As paisagens estavam dígnas de cartões postais.
Dessa vez vou inaugurar a era do vídeo no blog. Isso porque não dá para registrar bem o vento em fotos.





quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Inverno ou inferno ?

Tenho muita coisa interessante para contar, mas acho que a prioridade para o nosso caro leitor, futuro imigrante é mesmo o inverno.
Não dá para dizer como vai ser com vocês porque é uma experiência extremamente pessoal, mas vou contar alguns aspectos para tentar lhes dar uma ideia.
Cheguei no meio do inverno, mas só peguei até -8º com sensação térmica de -15º. Vai esfriar mais de amanhã em diante e aí vou ver como fica.
O incômodo do frio é função basicamente de três fatores: Kit de inverno (roupas e acessórios), tempo de exposição e postura em relação ao frio.
Se tiver um kit apropriado, sente-se menos frio, senão, pode ser bem ruim. O meu casaco/manteau protege até a altura do nariz se eu fechar o ziper até o final. O capuz protege contra o vento de trás, mas não de frente. É um The North Face, que é uma marca boa e custou cerca de 200$ com os impostos (os preços daqui não incluem os impostos e concordo). Gostei muito dele porque tem vários recursos, ajustes e é duplo. São dois casacos, um dentro do outro. Se colocar com um suéter/pull por cima de uma camisa qualquer, não sinto frio no tórax.
Uso ceroulas/sous-vêtement por baixo de uma calça jeans ou de sarja. Também não sinto frio nas pernas.
As botas/botes são muito importantes. Comprei da Columbia por uns 100$. Tem 400gr de Thynsulate, que é um isolante térmico e impermeabilizante que deixa o pé "respirar" mas não molha as meias na neve. A indicação é para -43º, mas isso é bem relativo. Meu sapatenis cumpriu a função de chegar até o shopping, mas a neve em cima dele derreteu e molhou a meia, além de ser muito escorregadio para andar no gelo que fica nas calçadas. Não sentia frio nos pés também até começar a trabalhar. Isso porque no trabalho, faz uns 23º que é agradável, mas suo muito nos pés e nas mãos, logo, mesmo trocando de meia na volta, o pé suado fica frio.
Para as mãos, comprei luvas/gans grossas da Hotpaws. Não lembro exatamente, mas custou uns 30$. Ela esquenta bem, mas depois de muito tempo, passo a sentir um pouco de frio nas mãos. Talvez porque suo muito as mãos também.
Infelizmente o rosto fica mais exposto. Tem como cobrir o rosto com o cachecol, máscara de ladrão de banco, etc., mas nunca usei o cachecol para isso. Fica parecendo um ninja com o gorro. Só uso o cachecol e o gorro por prevenção, para não adoecer. O gorro cobre os ouvidos e também é baratinho. Estou usando um cachecol emprestado da Kanuk muito macio. Não sei quanto custa, mas vou tentar comprar dele. Acho que um cachecol normal custa uns 10$. No rosto, o nariz chega a ficar dormente e é normal ficarmos com coriza, já que as mucosas precisam de proteção.
Lembrando que não tenho nada de tecido adiposo, mas até agora não fiquei tremendo de frio. Com 0º, fui ao supermercado sem luvas, cachecol, gorro e de sapatenis. Mas as mãos chegavam geladas, claro.
Quanto ao tempo, atravessar a rua entre dois shoppings não precisaria de nada de frio. Só não faço isso parar não parecer um doido. Uma caminhada de seis quarteirões é tranquila para mim. É tanto que nas primeiras caminhadas entre a casa e as paradas de ônibus ou supermercado, achava sem graça e ia tirar foto das redondezas. Ao contrário dos metrobus que passam a cada 3 minutos, o que vai para o trabalho (que pego literalmente na porta de casa e desço a um quarteirão do trabalho) passa a cada 15 minutos. Ele é extremamente pontual. Ficar parado esfria mais que ficar andando, então 5 minutos parado me dá uma sensação de mais frio que 20 minutos andando (já andava rápido por costume). O vento faz muita diferença. Dá um tapa no rosto. Por isso as paradas são aquários de vidro e umas poucas são grandes e têm até aquecimento.
E o último fator é totalmente subjetivo. Tem gente que dá muita importância a desconfortos. Esses vão sofrer, porque é um prato cheio para reclamações. Já eu, estou tirando o inverno de letra porque sou masoquista. Estou com saudades das dores nos dentes do aparelho ortodontico que usava. Realmente para quem puder, é muito recomendável vir aqui no inverno para saber se vai tolerar passar a vida aqui ou não.
No mais, tem outros incômodos como o trabalho de tirar e colocar o kit todo. Eu me incomodo é com o calor que faz se não tirar o casaco e o suéter nos ambiente aquecidos. Os canadenses não ligam para isso, não sei como. Outro incômodo é patinar sem patins. Aqui em Québec, neva muito e às vezes, passo um quarteirão todo andando no gelo. Em alguns lugares e em algumas situações, fica uma camada de gelo sobre a calçada e escorrega muito mesmo. Estou falando de gelo mesmo como os cubos do congelador e não de neve. Ainda bem que andava de skate quando era adolescente. Me deu equilíbrio para passar por isso, mesmo nas ruas inclinadas.
No mais, nos shoppings, no trabalho e nos ônibus, faz uma temperatura boa. Em casa, para mim, 20º incomoda um pouco os pés e as mãos, mas 23º fica bom. Se o aquecimento for comum e não for regulável, parece que podemos usar aquecedores elétricos para complementar.
Moral da estória: Estou adorando chutar os montes de neve, todo dia eu saio, faça neve (bem comum), faça sol (muito pouco), e não conto o inverno como ponto negativo. Mas outros vão achar bem incômodo sim e podem colocar em cheque a decisão de morar aqui. Cada um é cada um.