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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Mãe natureza, pai clima


A mãe natureza aqui é linda! Cara estação tem sua beleza e seu charme. Só vendo mesmo para acreditar. E olhe que nem vimos ainda o outono, que dizer ser um festival de cores e tons de amarelo, laranja, vermelho, marron, entre outros. As folhas já começaram a cair!
Mas o papai clima é severo! Tudo que imaginarem de fenômeno climático tem aqui. Só que tem também outros que vocês não vão conseguir imaginar. Começa por uma coisa boba, mas que é diferente para quem vem do Ceará. Aqui chove! Dããã!! Claro, né! É, mas no Ceará agente passa bem sem o guarda chuva. Para os menos destemidos que vêm também do Ceará, às vezes quando chove tem trovão. Normal também, né?!?! E vemos na televisão os estragos dos raios nas árvores e até nas casas. Também esses raios provocam incendios no norte da província quando está seco. Normalmente a chuvinha é fraca e basta colocar um casaco. Eu vou e volto do trabalho na super bike e acho é bom porque diminui o calor na hora da subida da ladeira. Mas tem horas que chove de tal forma que quase não vemos nada quando dirigimos. E o aviso vermelhão da Météo Média de orage violent/tempestade violenta sempre me fazem ficar de orelhas em pé.
Saindo da matutice da caatinga, já viram nessa postagem que, embora mais raro, tem momemtos que tem vendaval, né? 74Km por hora dá para assanhar o cabelo. Embora não seja dos piores como os famosos que tem no golfo do México, tive notícias de tornados ou ciclones. Não entendo muito disso para saber diferenciá-los, mas agente vê na televisão alguns pequenos estragos que eles fazem.
Recompondo o cabelo, a temperatura aqui varia muito. Às vezes tão rápido quanto cair 24°C em apenas 14 horas como nessa postagem. No inverno a temperatura fica normalmente em um patamar de um pouco menos que -20°C e no verão, o calor vai até uns 25 a 28°C. Mas durante alguns dias,  frio piora para menos de -30°C e nas canicules/ondas de calor como a que contei aqui, chegou a 34°C e sensação térmica de 44°C. Vancouver não conta nessa porque lá tem temperaturas de Europa e é uma excessão no Canadá. Por isso que muitos vão para lá. Também tem cidades mais ao norte que têm um patamar de frio pior que as cidades mais badaladas, como por exemplo, Edmonton que chegou a -46,1°C com sensação térmica de -58,4°C nesse inverno passado. E o inverno é looooooongo!
Quando se fala em neve,  os ameríndios têm acho que 14 ou 16 palavras diferentes para descrevê-la. Vai desde a que parece chuva mas não molha, passando pela tradicional até a fina que combinada com o vento, faz a poudrerie/poeiral, que é um fenômeno que não tem em todo lugar do mundo onde neva. Mesmo restrito à região leste, a geografia causa uma diferença no volume de neve de forma que neva pouco em Toronto, médio em Montréal e Ottawa, e muito aqui em Québec. O inverno passado foi atipicamente fraco e tinha neve no meio da coxa fora das valas de entrada do nosso apartamento. Me disseram que no inverno retrasado, nevava sem parar e para cavar a neve, tinha que fazer força para jogá-la na montanha da altura de uma pessoa.
Para carinhosamente aterrorizar você, caro leitor, vamos sair da seção incômodo para a seção perigo! Que tal uma chuva de granizo? (granito é outra coisa!). São aquelas pedrinhas de gelo! Para quem conheçe o sul do Brasil, isso não é novidade. Mas não é tão comum assim e muito menos as que tem pedras grandes. Senão a galera não deixava o carro fora e a garagem cheia de tranqueira! (agora eu pareci paulista!). Mas tem! E no clima maluco de Calgary, caiu nesse verão como contado e apropriadamente registrado com fotos pelo Vitor no seu blog. Lá, no verão passado, nevou! E como viram nesta postagem, aqui teve um tremor de terra de magnitude 5 perto de Ottawa e que tremeu aqui, a 400Km de lá. Mas depois de somente um mês (curioso: 23/6 e o outro 23/7), teve outro de magnitude 4,1 entre Québec e Trois-Rivières que, por ser mais próximo, balançou mais o prédio onde eu trabalho. Disse a minha colega de trabalho: Outra vez! Que meleca!
E que tal sair de casa com capacete, joelheiras e cotoveleiras? Talvez também com um treco de prender em baixo das botas que tem umas travas metálicas. Para que?  Para não ver os pés mais altos que a cabeça em um escorregão caso aconteça uma pluie verglaçante/chuva congelante com a que contei aqui. Em uma condição particular, a água cai líquida e congela ao tocar nas superfícies, formando uma camada de gelo que às vezes é bem safada. Parece uma calçada molhada.
Não me interpretem mal. A intenção não é fazer com que todo mundo desista de vir para cá ou ficar detonando o Canadá como os insatisfeitos. Mas acho que tão importante quando conhecer os atrativos, é também saber o que tem de ruim para não se decepcionarem. Repito a frase que li em algum lugar e agora descobri que é do Bob Dylan: "Some people feel the rain. Others just get wet/Alguns sentem a chuva. Outros somente ficam molhados".

sábado, 26 de junho de 2010

Balança mais não cai!

Essa é velha, todo mundo já sabe. Então nem vale a pena contar. Bye! Fui!
Opa! Você não soube? O Wilian Bonner e a Fátima Bernardes não te contaram no Jornal Nacional? Ahh!! Come on!/Franchement!/fala sério! A copa está tomando todo o espaço.
Um terremoto de 5...eu disse 5 graus na escala Hisch...Hisht...como é mesmo? Perainda que eu vou pescar na Internet. Xiii!!! Seria Richter, mas a escala dele está obsoleta. Pois bem, foi de magnitude 5, quase o mesmo que devastou o Haiti, que foi de magnitude 7! Um terror! O epicentro foi a 50Km de Ottawa. As cenas que passaram no noticiário são chocantes! Um aquário que chegou a derramar um pouco de água, um supermercado que ficou com uns sacos de batatas fritas no chão, e no parlamento, um político teve que interromper o discurso para evacuarem...(não se precipitem! Esperem o final da frase) ...o prédio.
É, eu não sei fazer sensacionalismo. O fato é que foi o mais forte em 20 anos, mas não foi tão sério assim. Magnitude 5 só consegue rachar construções bem velhas, que só mostraram um caso, e dá uma balançada. Em Montréal, que fica mais perto de Ottawa, muita gente nem percebeu e outros acharam que havia sido um caminhão que passara (eu já disse que eu adoro o pretérito mais que perfeito, não?). Aqui em Québec, que fica bem mais longe, só era suficiente para derrubar uma caneta equilibrada em pé.
Aí vai um link de uma das matérias no Canoe.

E esses são alguns vídeos de Ottawa.



















Mas, para agregar algum valor aos futuros québécois, já que existem postagens bem mais interessantes sobre esse earthquake/tremblement de terre/tremor de terra como o do Carlos Last que mora em Ottawa, achei essa também esse vídeo. Não é lá muito papo cabeça, mas achei um bom exemplo de sotaque de francês québécois. É mais ou menos isso aí que vocês vão ter que decodificar nas ruas quando forem pedir informações, podendo ser um tanto melhor, mas também podendo ser pior. Perceba que ela usa palavras do inglês como shaky/oscilante e cool/legal. Isso é mais forte em Montréal, mas tem aqui também em Québec.