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sábado, 9 de abril de 2011

Comprando um imóvel - Bençãos de Deus




Desculpem-me os ateus (eu já fui um), mas tantas bençãos concentradas em apenas um dia não podem ser simples obra do acaso. Dia 7 de abril, completamos 11 anos de um casamento bem maduro, forte e estável. Nesse mesmo dia, por ocasião da avaliação de performance do ano passado, meu chefe fez mil elogios, deu uma nota acima da média, um bom aumento e mais ações da empresa para somar as que eu tinha e nem sabia! Na época da contratação, com meu francês sofrível, devo ter passado sem entender o que era. Dá uma graninha boa!
Ontem, uma amiga ficou com as crianças para comemorarmos comendo rodízio de carnes na churrascaria brasileira Le Milsa e curtir um agito no Chez Dagobert. Obrigado de coração, Josete!
Mas o foco da postagem foi mesmo a conquista da primeira casa, que também se concretizou nesse mesmo dia 7. Uhuuu!!! Foi uma batalha de meses gastando noites fazendo mil cenários financeiros com toneladas de planilhas eletrônicas (já te disse mais de um milhão de vezes para não falar desse jeito exagerado!), pesquisando muito como funciona todo esse processo aqui e pesquisando os imóveis propriamente ditos. Tivemos momentos estressantes como a complicada transferência do dinheiro do Brasil para cá a conta-gotas pelo Global View do HSBC. Só pudemos cumprir o prazo devido a ajuda essencial do amigo Taz (não sei se ele se incomoda de eu citar o nome real) e da sua esposa que usaram as suas contas Premier para acelerar a transferência. Obrigadão a vocês dois! Sem essa ajuda, poderíamos ter perdido essa casa.
A compra proriamente dita vai ser realizada quando fizermos o equivalente à escritura do imóvel, mas por enquanto temos o que seria um contrato de obrigação de compra e de venda que nos garante esse próximo evento. Os atuais donos deram o ok para a construção da sua futura casa em Montréal e temos o contrato de aluguel do atual apartamento até o fim de junho. Por isso, faremos a "escritura" e nos mudaremos no finalzinho desse prazo.
Quanto à casa, não é uma enorme de três andares com piscina, lareira e tudo mais, mas tem o que precisamos e está de bom tamanho para começar. É um bungalow/casa isolada que tem somente dois quartos. Mas futuramente, moveremos a parede para expandir o que é hoje um atelier e transformá-lo em terceiro quarto. Também poderemos tirar a parede que separa a sala do subsolo de um espaço de guardar bagulhos (tranqueiras no dialeto de São Paulo) para manter o tamanho da mesma. A casa foi construida em 2005 e decorada com muito bom gosto pelo casal de aposentados. Eles vão levar os móveis e eletrodomésticos, mas vão nos deixar as cortinas, luminárias, a imensa máquina de lavar, o condicionador de ar, o échangeur d'air/trocador de ar (renova o ar, controla a unidade e minimiza a perda de calor da troca do ar), reostatos de controle temperatura programáveis, armários, o móvel do escritório e até a churrasqueira. Nesse verão vamos convidar os amigos para comer churrasco! Não vamos ter muito trabalho com neve no inverno porque não tem calçada e eles também vão deixar um toldo para o carro e outro para a entrada da casa.
Um ponto bastante interessante para nós é que tem um grande parque a poucos metros de lá, com um playground variado, campo de futebol, quatro quadras de tênis que viram um dos dois patinoires no inverno, jatos de água para o calor do verão, ciclovia quilométrica, dentre outras coisas. A futura escola da Lara fica a 1Km de casa como a daqui, mas passando por dentro do parque, que é mais interessante. As fotos dessa postagem foram tiradas do anúncio. Se clicarem na foto, vai abrir o álbum com fotos maiores. Nesse link do Google Maps, temos a visão da casa e nesse outro a visão do parque.
Como juntamos muitas informações sobre esse assunto, criei uma série de algumas postagens para poder explicar mais detalhes cada aspecto desse processo da conquista do lar doce lar.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Bodas de estanho, zinco, pérola e érable


Há exatamente dez anos atrás, lembro de assinar com a mão trêmula de emoção, a oficialização da nossa união no casamento civil. Seis anos mais tarde mas no mesmo dia, tivemos a bênção de Deus na nossa união matrimonial. Hoje, comemoramos as nossas bodas de estanho, de zinco, de pérola ou de érable/maple/bordo, se me permitirem incluir na lista essa árvore típica do Canadá que resiste até o mais rigoroso dos invernos e sempre renasce a cada primavera.
Passamos muitas alegrias e tristezas, realizações e dificuldades juntos. Somos muito diferentes um do outro. A Mônica diz que não sabe como é que estamos completando dez anos de casados, fora outros cinco de namoro juntos com tanta diferença. E eu digo que é por isso que deu certo. Temos atritos como todo casal, mas sabemos conversar e resolver nossos problemas. Mudamos muito para nos adaptar um ao outro e hoje colhemos os frutos na harmonia que o nosso relacionamento tem. Sabendo respeitar o ponto de vista um do outro e ceder quando é oportuno, deixamos de ser opostos e passamos a ser complementares, combinando o que tem de melhor em cada um. Isso está sendo importante na nossa nova vida aqui, que vai nos unir ainda mais.
E hoje, tenho ainda mais certeza de ter escolhido a melhor companheira para caminharmos juntos na missão que Deus nos der, junto dele, até que a morte nos separe momentaneamente enquanto não nos reencontramos no paraiso.
Moniquinha, mesmo que às vezes possas pensar que não, saiba que sempre te amo. Beijão.