segunda-feira, 16 de julho de 2012

Festival d'été 2012 - Bon Jovi



Acho que ainda não falei aqui, mas eu tenho uma banda. Na verdade, eu tento ser guitarrista e até tenho uma guitarra em casa, mas como o baixista tem uma bateria e faltava alguém para tocar nela, fui preencher a vaga. Não sou lá o melhor baterista do mundo, mas dou minhas cacetadas.

Comecei a postagem falando isso para dizer que por tocar em uma banda de rock, o Festival d'été para mim é mais interessante ainda. Também citei porque uma música do repertório da banda, que inclusive tocamos em uma festa brasileira, é do Bon Jovi. Se chama "You give love a bad name".

Nada mais lógico que eu ir conferir ao vivo a banda que fez sucesso durante minha adolescência nos anos 80. O local do show estava lotado, mas não tinha a seção F que fica atrás do palco como nos shows dos anos passados que chegaram a ter 130.000 pessoas. Inclusive, aconteceu de fecharem as entradas e alguns terem ficado de fora, o que eu não sabia que poderia acontecer. De qualquer forma, cheguei cerca de meia hora antes do show e entrei.

Esse foi o set list:
  1. Raise Your Hands
  2. You Give Love a Bad Name
  3. Born to Be My Baby
  4. We Weren't Born to Follow
  5. Lost Highway
  6. It's My Life
  7. Captain Crash & the Beauty Queen From Mars
  8. Runaway
  9. I'll Be There For You
  10. Wanted Dead or Alive
    (with Happy Birthday (sung to Richie))
  11. Keep the Faith
  12. We Got It Goin' On
  13. Have a Nice Day
  14. Someday I'll Be Saturday Night
  15. Who Says You Can't Go Home
  16. Bad Medicine / Old Time Rock & Roll / Shout
  17. Encore:
  18. In These Arms
  19. I'll Sleep When I'm Dead
  20. Livin' on a Prayer
  21. Encore 2:
  22. I Love This Town
Tem músicas nessa lista que eu gosto muito, mas tem uma boa parte que eu particularmente achei meio sem graça, como que para preencher álbum. Com três décadas de carreira, acho que eles poderiam preencher duas horas e meia com mais músicas empolgantes. E não é porque eu não conhecia muitas delas porque "Raise Your Hands", por exemplo, eu nunca tinha ouvido e gostei.

Como banda, eles ainda tocam muito bem. O Jon Bon Jovi perdeu um pouco dos agudos de forma que ele deixa de cantar algumas partes e faz careta em outras. Eu conseguia cantar o que ele cantava sem fazer caretas. Vale ressaltar que a mulherada deve achá-lo fazendo careta muito mais bonito que eu fazendo pose! Uma delas laçou-o com uma espécie de cachecol e papocou um beijo na boca dele. Não foi tão forçado assim. Acho que ele deixou.

O Richie Sambora, guitarrista, continua tocando muito bem. Ele foi mais um dos vários que me fizeram continuar brigando com a guitarra durante todos esses anos. De quebra, ao contrário do "João Bom Jovem", continua com os agudos que tinha e que segura a peteca dos vocais.

Enfim, foi bom e coloquei mais uma banda que gosto na minha lista das eu-vi-antes-de-acabarem. Mas se eu conhecesse o set list e condensassem as que eu gosto durante primeira hora, eu voltaria para casa mais cedo para dormir.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Estados Unidos do Paraguai do Norte


Aqui no Canadá nós temos algumas opções de viagens para conhecer os países vizinhos. Temos a Groelândia, que pertence à Dinamarca (vocês sabiam?), a Rússia se conseguirmos passar pelo Polo Norte, e a França pelas ilhas de Saint-Pierre-et-Miquelon. Sobrou uma opção viável para ir de carro que é os Estados Unidos, logo...

Da primeira vez que fomos para lá, escolhemos a cidade mais próxima que é Plattsburgh (estado de New York). Fica a uns 340Km e 4 horas de Québec e 100Km e 1 hora e 20 minutos de Montréal. Mentira grande! Dependendo da hora, temos que somar um bom tempo (porque bom? deveríamos dizer mau tempo!) por causa da fila na fronteira. Pense que uma hora de espera não é difícil de acontecer. Quando chegamos na guarita e pensamos que vamos continuar a viagem, a tia da cabine diz que temos que ir para a segunda etapa no prédio.

Nesse prédio, também tem fila, mas chamam pelo nome. Se tiveres um nome difícil de ser pronunciado em inglês, é bom ficar atento. Na terceira chamada o tom de voz é menos delicado! Aviso importante 1: Se não formos voltar no mesmo dia, temos que fornecer o endereço de onde vamos ficar. Aviso importante 2: Temos que pagar a taxa do danado do formulário i-94 que como somos quatro, custou 24$. E como não tínhamos dólares americanos, foi no cartão de crédito. Descobrimos que a tarja magnética dele está causando problemas de leitura, mas por sorte temos outro e deu certo. Me lembrem de falar mais sobre o safado do i-94, certo?

Passada a fronteira, rapidinho chegamos em Plattsburgh. Ela é uma cidade pequena, porém miúda! O que tem de interessante lá? Um shopping para comprar muambas, digo, mercadorias e um restaurante que tem um sirloin/surlonge (uma peça que inclui a picanha e outro corte) bem gostoso. Xii!!! Qual é mesmo o nome desse restaurante?

Falando de muambas, se voltarmos no mesmo dia, não temos isenção de impostos. A partir de um dia, temos direito a um valor sem pagar impostos. No momento está de 200$ por pessoa para um dia. Não sei como a escala progride com mais dias mas crianças também contam. Aviso importante 3: Chegue no posto de fronteira canadense com o total já calculado. Não sabia e o cara não gostou da minha desenvoltura como contador. Também, o valor dos impostos mudam de acordo com critérios nada claros e não divulgados. Um deles é o tipo de produto. Tem coisas que têm o mesmo preço lá e cá como o iPhone mas acaba saindo mais caro se pagarmos impostos estadunidenses e canadenses. Mas o dvd player com tela dupla para carro que compramos (uma maravilha para viajar com crianças!) custou com todos impostos uns 150$ enquanto que aqui custava pelo menos 220$.

A segunda cidade mais próxima é Burlington (estado de Vermont), mas me disseram que também não é lá mais interessante que Plattsburgh. O que mais vale a pena depois dessas duas parece ser Lake George (estado de New York) que fica a uns 510Km e 5 horas e 40 minutos de Québec e 270Km e 3 horas de Montréal com aquele adicionalzinho já comentado.

E o que tem lá? Tem um parque com montanha russa, outro brinquedo radical, passeio de barco e outros. Pagamos 18$ de estacionamento mas entramos com o passe de estação do La Ronde de Montréal. Também tem uma praia de lago que nem chegamos a ver porque dedicamos muito tempo para outro atrativo da cidade. Qual? Outlets! O paraíso das mulheres e desespero dos maridos. Tem uma área da cidade que tem um tráfego considerável de carros por ser a região onde se concentram os outlets de marcas como Guess, Tommy e muitas outras que não me lembro. Às vezes os preços nem são tão mais baratos que comprar aqui, mas como era feriadão do Canada Day (ou dia da mudança), tinham uns descontos loucos. Uma sandália de 60$ estava com desconto de 50% e para homens naquele dia, tinha outro desconto. Saiu por 20$. Agora vocês entendem o porquê do nome da postagem, né?

Voltando ao bonitinho do formulário i-94, este é pago e grampeado no passaporte ao entrarmos nos EUA. Ele tem validade por 6 meses. Caso voltemos de avião, eles têm o registro da nossa saída. Mas quando voltamos de carro, eles dizem que não têm como saber que deixamos o país (o que eu duvido). Por isso, temos que devolver o lindinho do i-94 a uma autoridade canadense na fronteira ou em um aeroporto, mas não sei se em qualquer um funciona.

Como não devolvemos em 6 meses (lembrei-me com 7 dias de atraso), tive que mandar uns documentos provando que cada um de nós estava aqui e não lá durante esse tempo. Foram comprovantes das empresas onde eu e onde a Mônica trabalha, um da escola da Lara e um da garderie/creche-escola do Davi. O detalhe é que tem que ser em inglês. Essa página detalha o assunto.

Quando formos mais longe como a Portland, Boston ou New York City, eu escreverei outra postagem com mais informações. Ahh!! Na volta, não deixe de encher o tanque em Plattsburgh a 0,94$/litro ao invés de 1,26$/litro que é o preço atual da gasolina aqui em Québec/Montréal!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Manifestação dos estudantes


Tudo começou quando o governo do primeiro ministro do Québec, Jean Charest, anunciou o orçamento da província. Este incluia um aumento de 75% das taxas escolares do ensino pós-secundário, que é o mais barato de todo o Canadá. Os estudantes não gostaram e foram às ruas protestar.

Em geral as manifestações são pacíficas, mas houveram casos de vandalismo e confrontos com a polícia. Pelo simples fato de estarem ocupando as ruas de Montréal, isso já atrapalha o trânsito mas chegaram a bloquear vias de pontes, que causa um congestionamento ainda maior. O caso mais extremo foi quando colocaram bombas de fumaça em algumas estações do metrô que causou sua paralização completa da rede. Os culpados foram identificados, presos e liberados mediante pesadas multas. Aqui em Québec, as manifestações foram muito reduzidas e só o que chegou a aparecer com ais ênfase na imprensa foi quando colocaram algo na água da fonte que fica em frente ao parlamento para deixá-la vermelha.

O governo tentou algumas fórmulas para gerenciar a crise, mas só o que conseguiu foi agravá-la. Começou tentando ignorá-la para ver se passava e percebeu que deveria negociar, mas viamos que a ideia era resolver o problema sem ceder nada. Ofereceram empréstimos, o que não satisfez os estudantes. Depois, pegou a ideia destes de cortar algumas partes do orçamento das universidades que eram vistos por eles como desperdícios e reverter esses recursos em abatimento do aumento. O problema era a forma pela qual isso seria implementado: uma comissão de 19 pessoas, das quais apenas 4 estudantes, analisaria os orçamentos da instituições de ensino pós-secundária para encontrar esses eventuais itens que poderiam ser economizados. O problema é que não existia garantia nenhuma de que isso pudesse acontecer e os estudantes interpretaram isso como uma tentativa do governo de ludibriá-los.

Ainda mais enfurecidos, os estudantes reforçaram as manifestações, o que fez com que a ministra provincial da educação pedisse demissão do cargo e abdicasse da sua função de deputada. Charest, por sua vez, tentou ser ainda mais linha dura tentando resolver o impasse com a criação da polêmica lei 78. Esta determina a suspenção temporária das aulas e impõe uma série de regras e restrições em relação às manifestações. Por ela, uma manifestação com mais de 50 pessoas tem que ter seu trajeto, horário e duração enviados à polícia com antecedência mínima de 8 horas, sujeita a aprovação. Caso fujam desses parâmetros, a manifestação é considerada ilegal, os manifestantes podem ser presos e terão que pagar entre 1.000 e 5.000$, ou mesmo entre 7.000 e 35.000$ caso seja um líder estudantil ou de uma união.

Foi como jogar gasolina para apagar a fogueira. Houveram manifestações bem violentas, comfrontação com a polícia madrugada a dentro e 308 prisões em uma só virada de noite. As redes de televisão estavam cobrindo o evento o tempo todo. O grupo estudantil C.L.A.S.S.E. ousadamente conclamou os estudantes à desobediência civil à lei 78, oferecendo suporte financeiro e político aos que fossem presos por infringi-la. Em pouco tempo, começaram a prender em Montréal, Québec e Sherbrook  pessoas sob essa nova lei mas ainda não se sabe como vai ser a aplicação das penas, visto que são bem pesadas e é muito cedo para que tenham diretrizes de como usá-la. Ouvi no rádio de que poderiam enquadar os presos como simples contravenção ao código de trânsito ao invés desta.

Passados mais de 100 dias de manifestação, agora esta toma novas formas como o mouvement des casseroles/movimento das panelas que causa um barulhão pelas ruas de Montréal, com adesão de crianças, adultos e idosos que nem mesmo são estudantes. Também começaram manifestações de solidariedade em Nova York e Paris. A reivindicação original de cancelamento das altas das taxas escolares deu lugar a uma causa difusa que adiciona, por exemplo, o desejo de um ensino pós-secundário totalmente gratuito como o da Finlandia, o protesto contra a corrupção do governo Charest e os grandes grupos econômicos internacionais sendo beneficiados na exploração de recursos naturais do Plan Nord/Plano Norte, com consideráveis prejuízos ao meio ambiente.

No presente momento, o governo começa a falar em voltar a negociar com os grupos estudantis. A pressão está ficando cada vez mais forte porque o verão está chegando e esse caos em Montréal é extremamente prejudicial à sua imagem internacional, sobretudo do turismo. Imagino o estrago que pode haver se a crise continuar até a data da fórmula 1.

Sem dúvida esse desenrolar de eventos vai ter repercussões sociais e políticas na história do Québec. Nunca houveram manifestações com centenas de milhares de pessoas nas ruas como estão acontecendo e durante um período tão longo. A população está dividida entre a favor e contra, porque ambos os lados têm pontos de vista válidos. Espero as partes começem a entrar em consenso para que uma solução apareça e dê fim aos inconvenientes causados à população.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Montréal - Parc La Ronde

La Ronde é um parque de diversões que fica em uma ilhota vizinha à de Montréal, onde ficam também o Parc Jean-Drapeau e a Biosphère. O parque é bem grande e tem diversão para todas as idades...ou quase todas. É um programa para passar boas horas ou até mesmo o dia todo, principalmente se quiserem conhecer as atrações mais concorridas e exercitar a democracia nas longas filas. Como era o dia que prometia ser o último de temperatura quente antes do outono tomar ares de inverno, a fila começou mesmo antes de chegarmos na ponte Jacques-Cartier, que passa pela ilhota.

Mas descontando esse inconveniente, fui em uma montanha russa super radical chamada Vampire. Como podem ver nessa página, as cadeiras ficam suspensas por cima e em baixo é aberto. Ele faz uns mergulhos em loop que são de tirar o fôlego. Nos primeiros, eu via o monotrilho e dizia para mim mesmo: estás de brincadeira, né? Ele não vai fazer isso, vai? Recomendo ir ao banheiro antes e de preferência, de barriga vazia!

Tem um trem que dá uma volta grande no parque todo em trilhos altos. Graças a ele, pude filmar muito do parque e colocar nesse vídeo. Por falar em vídeo, a primeira parte dele foi gravada em um passeio de barco. Este foi feito especialmente para poder navegar na parte rasa do rio Saint-Laurent. O passeio nos dá uma visão privilegiada dessa parte de Montréal e a guia conta um pouco da sua história, falando em francês e repetindo em inglês, claro!

Esses foram dois programas que nossos amigos Tarcizo e Priscila nos levaram e que gostamos muito. Inclusive, compramos o passe do La Ronde que dava direito ao final do outono do ano passado e a primavera-verão-outono desse ano. Valeu Tarcizo e Priscila!

Fiquem ao som da québécoise Marie-Mai, com a participação da banda Simple Plan para dar o tom bilíngue da metrópole multicultural.



domingo, 22 de abril de 2012

Montréal - Biodome

Finalmente tive a oportunidade de chegar nas postagens de turismo em Montréal que estavam pendentes na fila há muito tempo. Um passeio que recomendo é o Biodôme e a Tour de Montréal.

O Biodôme é uma espécie de zoológico com ambientes que reproduzem alguns habitats naturais das Américas. O da floresta tropical e úmida, por exemplo, é quente e tem uns jatos que pulverizam água para simular o ambiente real. O mais legal é que temos contado direto com o ambiente, inclusive com as aves que ficam soltas.

Um habitat que acho particularmente super interessante é o subantártico por causa dos pinguins. Tem neve artificial e as paredes são de vidro, que nos permite ver os pinguins nadando por baixo da água também. O Davi ria muito porque eles interagiam com ele através do vidro.

 Vizinho ao Biôdome, temos a Tour de Montréal, que é a mais alta torre inclinada do mundo com seus 145 metros a 45° de inclinação. Tem um elevador panorâmico para subir e a vista de lá é maravilhosa. Podemos ver muito de Montréal do alto, inclusive o estádio que foi usado nas olimpíadas de 1976, cujo teto é suspenso pela torra. Vale ressaltar que foram as olimpíadas de verão porque nesse lado do globo, as olimpíadas de inverno também são populares. Não deixem de dar uma olhada no andar que fica acima do de visualização panorâmica, que tem umas fotos da cidade em 3D.

De fato, Montréal tem atrações turísticas que não temos em Québec, mas nada que 260Km e 3 horas de viagem nos impeça de conhecer.

sábado, 7 de abril de 2012

Ville de Québec


Há séculos... bom, na verdade há alguns anos, eu e outros temos repetido a mesma ladainha em relação ao nome da cidade. Como por esses dias a frequência tem se acentuado, resolvi escrever aqui para poder reaproveitar a explicação e fazer o velho copiar e colar. A questão é que muitos brasileiros chamam a cidade de Ville de Québec, mas também toscamente de Ville DU Québec, Québec Ville, Ville Québec, Vila do Québec, Cidade do Québec, Cidade de Québec, e por aí vai.

A cidade se chama simplesmente Québec. Não dá confusão com a província porque o artigo faz a distinção. Então, quando falando da cidade, dizemos:
Québec é uma cidade bonita; Moro em Québec; Vou a Québec; Venho de Québec.
Já em relação à província, dizemos:
O Québec é uma província bonita; Moro no Québec; Vou ao Québec; Venho do Québec.
É análogo a dizer que Fortaleza é capital do Ceará, por exemplo.

Ville de Québec é usado para se referir aos órgãos municipais, da mesma forma que Ville de Montréal, Ville de Gatineau, etc. Quando alguém se refere à prefeitura, usam o termo ville e a sede da prefeitura é o Hôtel de ville. Eis uma página da Ville de Montréal para ilustrar o exemplo:

http://ville.montreal.qc.ca/portal/page?_pageid=5798,86299744&_dad=portal&_schema=PORTAL

 Outro é o Service de police de la Ville de Montréal:

http://www.spvm.qc.ca/fr/

Perguntei ao meu chefe se por alguma razão histórica ou seja lá qual for, se justificaria chamar a cidade de Ville de Québec ao invés de simplesmente Québec. Ele me respondeu que a chamam de Ville de Québec, as pessoas cujos idiomas nativos não suportam a distinção entre a cidade e a prefeitura usando o artigo como se faz em francês como, por exemplo, o inglês (que usa Quebec e Quebec city).

Para terminar, um vídeo que mostra a cidade com várias pessoas, inclusive o prefeito bradando: Ça c'est Québec.

http://www.youtube.com/watch?v=7XXnD8Ftae8

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Turismo em Québec


De tempos em tempos, alguém vem para cá para conhecer a cidade e nos pergunta quais são os lugares mais interessantes. Resolvi fazer uma lista de sugestões com uma breve descrição para que a própria pessoa faça suas escolhas, de acordo com o gosto, a estação do ano e o clima mais apropriado (atividades internas e externas).

Vieux-Québec

Essa é obrigatória. É a parte mais antiga da cidade, que foi a primeira colônia da América do Norte não hispânica. É cercada por uma imensa muralha e conserva um ar antigo que lembra a Europa (apesar de eu nunca ter pisado para lá para comparar). Na parte alta tem o Chateau Frontenac, cartão postal da cidade, com uma linda vista para o rio São Lourenço. Na parte baixa tem uma pintura enorme em uma parede que é muito interessante, além de várias outras coisas que vale a pena ver.

Sejam benvindos à máquina do tempo
Turista, mesmo depois de 8 meses

 

Travessia do rio São Lourenço/Lévis/Boulevard Champlain

Se estiverem de carro, uma boa pedida é atravessar o rio São Lourenço de Traversier/Ferry Boat/Balsa, dar uma volta por Lévis (a cidade que fica no outro lado do rio) vendo as bonitas casas que ficam às margens do rio, e voltar por uma das duas pontes imensas que liga as duas cidades. Chegando de volta a Québec, usualmente passo por baixo das pontes pegando a boulevard Champlain e dou uma parada para mostrar uma torre de madeira em um pier que invade o rio. Depois, sigo a boulevard Champlain.

Atravessando por lá onde o rio se estreita
Ponte Québec-Lévis

Citadelle

Foi a mais importante fortificação britânica construida na Amérida do Norte. É o ponto natural mais alto e fica em Vieux-Québec.

Observatório

É um prédio alto de onde dá para ter uma boa visão da cidade e identificar alguns pontos turísticos.

Plaines D'abraham

É uma área imensa, com muitos kilômetros de extensão. Tem muitas áreas verdes, uma visão do rio São Lourenço, o Musée de Beaux Arts e próximo deste, tem um playground para as crianças, uma pista de patinação que vira pista de ski de fond no inverno. As pessoas também vão para lá para jogar futebol, freesbie, ou simplesmente ler debaixo das árvores ou se bronzear aproveitando o sol de verão. Um ótima pedida para um pique-nique para aproveitar a natureza, inclusive já tem os conjuntos de mesas com bancos.

Solzão, calor, bermudas, bronzeado e futebol
Solzão, calor, bermudas, bronzeado e futebol, parte II
Turista, mesmo depois de 8 meses

  

Museu da Civilização/ Museu de belas artes

Dois dos museus da cidade.

Musée de la civilisation

Hotel de glace/Hotel de gelo

No inverno, é uma atração curiosa ver esse hotel que tem dezenas de quartos e é todo feito de gelo. A iluminação colorida dá um toque artístico, tem bar, uma capela e um tobogã de gelo.

Hotel de gelo gelado

Village Vacances Valcartier

É o maior parque de inverno da América do Norte, com vários tipos de tobogãs de neve diferentes, dos mais suaves aos mais radicais. Tem centenas de câmeras de ar e cabos de aço com ganchos para nos puxar para os altos dos tobogãs.

Village Vacances Valcartier

Aquarium

É uma espécide de zoológico de animais marinhos, com muitos peixes, répteis, anfíbios, morsas, focas, ursos polares, e outros.

Visita ao Aquarium

 

Plage Baie de Beauport

Praia de rio com playground e jatos d'água para as crianças, bem como restaurante e esportes aquáticos.

Vamos a la playa?

Plage Jacques Cartier

Praia de rio nativa, mas com banheiros, bebedouros e mesas para pique-nique.

Vamos a la playa?

Chute Montmorrency

Queda d'água natural enorme, interessante em qualquer estação do ano. Recomendo estacionar em cima, descer pelas escadas e pagar o teleférico somente para subir.

Chute Montmorency

Projeção no moinho

Durante o verão, existem seções de exibição de vídeos na imensa superfície dos silos do moínho, no porto. Atualmente a projeção está sendo feita em 3D.

Festival d'Été

Como o próprio nome diz, esse festival acontece no verão. São 11 dias de dezenas de atrações musicais e outros divertimentos em vários pontos da cidade. Tive o privilégio de assistir Rush, Iron Mainden, Dream Theater, Elton John, Metallica e John Fogerty pagando apenas o laisse-passez.

Festival d'Été
-.-- -.-- --..
Festival d'été 2011 - Elton John
Festival d'été 2011 - Joe Satriani e Metallica
Festival d'Été 2011 - John Fogerty

Red Bull Crashed Ice 

Québec todo ano sedia a final da competição de descida em velocidade com obstáculos sobre o gelo. É a Meca desse tipo de competição, com as pistas mais longas, rápidas e emocionantes. Ocorre por volta de março.

Red Bull Crashed Ice 2010
Red Bull Crashed Ice 2011

Jogo de hockey do Remparts no Colisée Pepsi 

Como vocês sabem, o hockey aqui no Canadá é o esporte nacional como o futebol é no Brasil. É um ambiente fechado e aquecido que tem desde bebês de colo até idosos. Durante o dinâmico jogo, tem as músicas de incentivo, festa nos gols e nos intervalos do jogo tem sorteios, brincadeiras, jogo das crianças, etc. Tem jogo excluindo quase somente o verão.

Let's go Rempart, let's go

Patinação

Existem muitas pistas gratuitas interessantes para a prática da patinação. Quem quiser experimentar, normalmente tem patins de aluguel. A pista da Place d'Youville é a aberta que começa mais cedo e termina mais tarde porque tem refrigeração artificial. A do rio Saint-Charles é comprida e ao longo do rio.  A do Anneau Gaétan-Boucher  é uma pista de dimensões olímpicas com 400 metros de perímetro por 12 metros de largura. No Galeries de la Capitale tem uma pista de hockey grande em ambiente fechado, que garante a diversão praticamente o ano todo.

Vamos patinar?

Sky e snowboard

Sendo a cidade onde mais cai neve dentre as principais do Canadá, esses esportes são bem praticados aqui. Só conheço o Relais du Lac Beauport, que fica a 14Km daqui de casa, mas existem também o Stoneham a 23Km e o Mont Saint-Anne, a 47Km.

Ski e snowboard

Carnaval

O carnaval daqui é bem familiar, com atividades divertidas, tobogãs, esculturas de gelo, apresentações, etc. Existe também o desfile que passa por 3 roteiros na cidade.

É carnaval
Carnaval 2011
Desfile de carnaval 2011


Île d'Orleans

Uma ilha bonita que fica no limite da cidade e que tem um ar bucólico. Na época da colheta das maçãs, as pessoas fazem um programa de pagar uma pequena quantia para colherem quantas maçãs quiserem nos pomares.

Île d'Orleans



E muito mais. Não dá para listar tudo aqui, mas isso é um bom ponto de partida para ideias.