sexta-feira, 19 de abril de 2013

Nova lista de profissões do processo federal


Acabou de sair a nota oficial de que no dia 4 de maio de 2013 o processo federal vai sair da pausa que começou em 1 de julho de 2012.

Além do mais, o CIC instituiu uma nova lista de 24 profissões admissíveis. Achei curioso que em 2009, quando fiz o processo federal, a única profissão da área de informática era a de IT manager/gerente de TI. A lista seguinte não tinha nenhuma profissão de informática. Nessa que vai passar a valer a partir de 4 de maio, temos Computer Engineers e Computer programmers and interactive media developer.

Para quem estava no aguardo de boas notícias, essa pode ser a decisiva. Recomendo a quem está pensando em fazer o processo a se decidir logo e dar entrada, mesmo que após maturar melhor a decisão, acabe por desistir. Digo isso porque em geral os processos sempre foram cada vez mais restritos e é a primeira vez que vejo uma reabertura.

Segue o link da fonte oficial.
http://www.cic.gc.ca/english/department/media/backgrounders/2013/2013-04-18.asp

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Québec à noite

Essa é mais uma daquelas postagens com um vídeo turístico de Québec que nos deixa maravilhados. Mesmo eu que moro aqui há mais de três anos e conheço tudo o que é mostrado no vídeo, ainda fico de queixo caido com tanta beleza.

Dessa vez, é um vídeo criado com uma técnica chamada timelapse ou hyperlapse que consiste em tirar fotos com intervalo regulado por um temporizador e passado por um processo de transformação em vídeo. A magia desse vídeo é que pode-se ver fenômenos que são muito lentos para serem percebidos em algo mais dinâmico. Também, isso permite captar melhor a luz ambiente tornando as imagens noturnas mais vivas.

Com vocês, Nocte lumen! (provavelmente, luz noturna)



Québec | NOCTE LUMEN | Hyperlapse from DFDesign on Vimeo.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Processo de cidadania - Déjà-vu


Como sabem, completamos 3 anos de Canadá e já temos direito a dar entrada no processo de cidadania. Isso porque também se passaram as duas semanas a mais que temos que descontar por termos estado no Brasil e mais um dia nos EUA. Desde que cheguei aqui, estava contando os dias para fazer isso. Mas quando comecei a pesquisar os detalhes, tive uma forte sensação de déjà-vu.

Para quem deu entrada até outubro do ano passado, a semelhança com o processo de imigração fica somente no prazo, que no presente momento, está em torno de dois anos. Para quem pretende continuar morando aqui, isso não incomoda tanto porque coincide com o final da validade do cartão de residente permanente.

Mas estou colecionando casos de decepção ao descobrirem que a situação começa a sair do previsto e ficar mais complicado. Dois amigos meus, um mexicano e um brasileiro, deram entrada em outubro. O mexicano mandou as fotos sem um carimbo de data atrás e o brasileiro esqueceu de assinar um formulário. Obviamente não puderam dar entrada no processo. Ao enviar pela segunda vez, o mexicano recebeu mais uma recusa porque a partir de novembro (não sei exatamente o dia), passou a valer o processo novo. O brasileiro soube antes de enviar pela segunda vez.

Segundo esse novo processo, ao invés do nível de proficiência de francês ou inglês ser avaliado na entrevista, agora temos que enviar um certificado de proficiência. Em teoria, isso não deveria ser um problema, pois eles aceitam os mesmos que foram feitos para o processo de imigração e os boletins/certificados dos cursos de idiomas normalmente feitos pelos cônjuges (francisação do MICC, por exemplo). A Mônica tem esse boletim com mais que a nota mínima.

Na prática, tem mais exceção que regra. Há 3 anos atrás, o nível de francês no processo do Québec era avaliado em uma entrevista e assim, muitos não têm certificado. E no caso do processo federal, que é o meu, fizemos o IELTS. O problema é que o British Council não emite outro certificado depois de dois anos do exame. E para me deixar mais chateado, o original com notas bem acima do mínimo está no mesmo CIC (Citoyenneté et Immigration Canada/Citzenship and Immigration Canada), mas ele próprio exige que eu mande outra cópia, pois é para outra finalidade.

Nessa página, temos os documentos aceitos como comprovação de proficiência e nessa, temos o fluxograma de casos para determinar qual certificado é aceito em cada situação.

Para piorar, discutimos em uma lista de brasileiros, pesquisamos, o mexicano chegou a ligar para o CIC mas não tem jeito. Quem mora em Québec tem que ir fazer o exame em Montréal. Aqui em Québec, existem entidades para fazer os testes de francês TCF e TFI, que são aceitos caso tenham sido os do processo de imigração. Mas não podemos fazer um deles agora para a cidadania. Os únicos aceitos nesse caso são o TEF/TEF-AQ, IELTS e CELPIP (dois últimos em inglês). E nenhum deles estão disponíveis aqui em Québec. Isso significa pagar 260$ e ir fazer o exame em Montréal.

E talvez sem relação direta com a mudança no processo, mas pelo que me disseram, nem a prova e entrevista, nem a cerimonia que oficializa a cidadania não são mais feitas em Québec. Isso significa que terei que ir três vezes a Montréal para me tornar cidadão. Tudo bem que Québec é uma cidade pequena comparada com Montréal, mas câlice/PQP, aqui é a capital da província e tinha isso aqui!

Se vocês pararem para pensar, está ficando mais parecido com a via crucis do processo de imigração. Em parte, pagamos o preço da fraude de outros. Mas não vai ser por isso que vamos desistir! Quem teve a paciência de fazer uma vez pode fazer novamente. E pela última vez!

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Processo de Nova Scotia



Nesses tempos de portas de imigração canadense cada vez mais fechadas, é bom sempre procurar todas as possibilidades. Vi essa postagem que explica um novo processo provincial, o de Nova Scotia, a exemplo do de Manitoba que descrevi nessa postagem.


Boa pesquisa!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

FRRRRR



Eu ouvi alguém dizer que depois de -20°C, é tão frio que tanto faz a temperatura que nem sentimos a diferença.  Pantoute!/De feito nenhum! Eu decoro a temperatura mínima de cada inverno. Em 2010, fez -26°C e a já a -20°C o corno displicente motorista de ônibus me deixou congelando no meio do nada, completamente perdido e o próximo ônibus só passava depois de uma hora como contei nesta postagem. Em 2011 também fez -26°C, mas a sensação térmica chegou a -44°C como filmei e comentei nessa postagem. O inverno de 2012 foi chamado em uma reportagem da RDI de "o inverno que foi interrompido" de tão fraco e atípico. Mesmo assim, chegamos nos -24°C.

Esse inverno resolveu dar uma "refrescada" na lembrança dos québécois de idade mediana e mais avançada, ao chegar aos -29°C e sensação de -42°C. A temperatura mais fria em Québec desde quando começaram a registrar foi de -36,5° em 1972 como podem ver aqui. Não só isso. Quando a temperatura dá um mergulho desses, normalmente passa um ou dois dias e retorna a sua faixa típica acima dos -20°C. Mas passou cerca de uma semana de frio mais intenso, o que eu não tinha visto ainda. E mesmo quando a temperatura começou a subir, o vento gélido continuou impiedosamente a subtrair ao menos 10°C de sensação térmica. Comentei com uma colega de trabalho que mora em Boston, a apenas seis horas mais ao sul de Québec, que era o dia mais frio da minha vida. E ela respondeu que o dela também!

Passar dos -20°C parece romper um limite físico como a barreira do som, pois algumas coisas mudam visivelmente. Em vários lugares, começa a criar gelo na parte de baixo das janelas, mesmo as de boa isolação com vidro duplo e que ficam logo acima dos aquecedores regulados a 22°C. Quando abria a porta de manhã cedo, o choque térmico criava uma fumaça que entrava na casa. Mas o que mais apresenta mudanças são os carros. Muitos deles não dão partida e a quantidade de acionamento dos serviços de socorro mecânico aumenta absurdamente. 70% deles, por causa de bateria fraca. Ao me virar para colocar mochilas no bagageiro, quase bato o rosto na quina da porta traseira do carro porque ao invés de subir como sempre, ela simplesmente parou no meio do caminho. Mesmo esperando alguns minutos para o carro esquentar, tudo fica duro: direção hidráulica, freio, embreagem (no carro antigo que tinha). O carro fica tão doido que tem horas que ele avança uma marcha por engano e volta para a anterior imediatamente.

Não vou mentir. É frio pra burro, cavalo, boi e tudo quando é bicho, mais ainda para os bípedes (ir)racionais. O carinha do "Têtes à claque" conta que os ursos têm 5 cm de pele (será?) e mesmo assim, ficam até a primavera escondidos em uma caverna. E nous autres/nós? Compramos luvinhas no Walmart! Mesmo com o meu aparato que me permite praticar snowboard a -20°C sem que o frio me incomode (a atividade física ajuda), não dá para fazer piquenique no parque a -29°C. Só o que podemos fazer é controlar as duas outras variáveis: reduzir o tempo de exposição ao mínimo possível. Sabe as compras de supermercado? Que tal fazer antes do que a previsão meteorológica mostra como alerta em vermelho? Sem dúvida nenhuma, com um carro fica muito mais suportável.

Hein? A outra variável? Que outra vari...ahh, sim! A outra é a cabeça! Me perguntam em várias situações:
-Mas você não sente frio?
-Claro que sim! Não tenho a camada de gordura por baixo da pele para me proteger e uso menos roupa que a média das outras pessoas.
-E como você aguenta o sofrimento?
-Sendo masoquista!

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

1095 dias, 36 meses, 8 estações, 3 anos



Hoje faz exatamente três anos que cheguei aqui nas terras nórdicas. Lembro bem do meu sentimento de cachorro que caiu do caminhão de mudanças, modo de sobrevivência em guerra ativo o tempo todo, achando tudo tão diferente, mas ao mesmo tempo, tão bonito e fascinante. A mudança é realmente radical.

Ao contrário de completar dois anos como descrito nessa postagem, esse marco de três anos tem uma implicação simbólica forte. Hoje, vendo nossas vidas estáveis, bem adaptados à cultura, idioma e costumes daqui, podemos dizer que é o nosso lar e o nosso país. O primeiro ou segundo ano poderia dar esse significado. Mas o terceiro ano é mais representativo porque é no seu término que ganhamos o direito à cidadania canadense.

O nome "residente permanente" quer dizer que não somos turistas ou estudantes passando apenas alguns meses. Mas também não quer dizer que possamos realmente passar a vida toda assim.  Pelo que ouço, a primeira renovação do status de residente permanente no final dos 5 anos de validade é facilmente aceita. Mas não necessariamente a segunda renovação, uma vez que completemos 10 anos, ou as demais.

Desta forma, usufruir desse direito significa ter que fazer de forma definitiva e pela última vez um processo do governo para garantir a nossa presença com status legal. Também significa poder exercer a cidadania sob a forma do voto, exercício esse que me fez falta nas eleições provinciais do Québec no ano passado. E, complementarmente, também nos abre a possibilidade de termos um passaporte canadense e não precisarmos mais de vistos para visitar os EUA, México e possivelmente outros. Eu já saí e voltei para o Canadá duas vezes e sem dúvida nenhuma, me sentiria bem mais confortável ao mostrar um passaporte que não gerasse uma certa desconfiança na hora de voltar para a minha própria casa (Quando você imigrou para o Canadá? Qual é o seu código postal?).

Claro que mesmo legal e oficialmente sendo tão canadenses quanto qualquer outro, nunca o seremos completamente porque não nascemos aqui, não vivemos tudo o que aconteceu durante décadas, etc. Os nossos filhos vão ser mais que nós. Por outro lado, o que importa mesmo é que adoramos a vida aqui, como ela é.  Além dos amigos brasileiros, temos também amigos não brasileiros com proximidade suficiente para passarmos um dia na piscina comendo churrasco, sairmos para jogar boliche ou para virem jantar em nossa casa.

Deixo vocês com essa música que encontrei quando estava estudando inglês para o exame do IELTS, para dar entrada no processo de imigração e que tem tudo a ver com a postagem. Para mim, é uma volta ao tempo que a imigração era somente um sonho!


segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Anfiteatro de Québec


O projeto de ressuscitar o time de hockey de Québec da NHL, o Nordiques, continua de vento em popa. Tiveram sinal verde para a construção do anfiteatro multifuncional e este vai ser construido no antigo hipódromo de Québec. O projeto foi divulgado na imprensa e ficou muito moderno e bonito. A previsão de término é para o outono de 2015.

Enquanto isso, houve a possibilidade do Phoenix Coyotes ser vendido e dentre as três possíveis cidades interessadas, Québec seria a mais bem cotada. Mas o assunto esfriou e não ouvi mais falarem disso. Daqui para lá, existe a possibilidade do Pierre Karl Peladeau, dono do forte grupo Québecor que vai operar o anfiteatro, comprar um time da NHL para garantir a oportunidade. Isso, mesmo com perda de receita por falta de capacidade e estrutura do atual Colisée Pepsi de Québec para jogos dessa envergadura. Sonhando mais alto que o Mont-Saint-Anne: imaginem uma final da copa Stanley em no nosso anfiteatro pequeno! Viajei agora!

Enquanto isso, até agora os jogadores e times não se entenderam sobre salários e não está tendo nada de jogos da NHL nesta temporada. Falam de 10 a 20 milhões de dólares de prejuízo POR DIA!!!! É lamentável e decepcionante. Todo mundo está perdendo. Daqui a pouco, a temporada toda vai se tornar inviável e pela segunda vez na história (ao menos que eu saiba), a temporada vai ser cancelada. Tomada que tenha ao menos uns joguinhos, senão teremos que esperar a próxima temporada.